Missões foram fundamentais para crescimento econômico de Goiás
Redação DM
Publicado em 24 de maio de 2016 às 01:56 | Atualizado há 10 anosO governador Marconi Perillo inaugurou, hoje, novo formato do conhecido bate-papo com internautas que realiza há mais de dois anos. O #PapoComGovernador, antes divulgado pelo canal Youtube, passa agora a ser transmitido pelo Facebook.
Os internautas podem continuar a enviar perguntas por meio das redes sociais de Marconi com a hastag #PapoComGovernador. O tema foi o impacto das missões comerciais na economia de Goiás.
Marconi começou por lembrar que Goiás cresceu muito no conceito nacional e internacional nos últimos anos, sendo que a maior prova e maior consequência do sucesso das missões comerciais são o fato de que Goiás, há 16 anos, tinha o PIB de R$ 17,4 bilhões, e hoje alcançou o patamar de R$ 170 bilhões.
“Houve uma multiplicação por dez do PIB. Por outro lado, nossas exportações foram multiplicadas por 20 nesse período. Nós exportávamos R$ 384 milhões de dólares há 16 anos, e já estamos passando de R$ 7 bilhões de dólares em exportações. Isso tudo resultou em um grande benefício social que se chama emprego, melhoria de renda”, observou.
Ressaltou que, nos últimos 10 anos, Goiás viu diminuir as diferenças de renda entre os 20% de pessoas de baixa renda e os 20% de goianos de renda mais alta de sua população, de modo que a renda da população com menor poder aquisitivo foi multiplicada por 7,5, enquanto a de maior poder aquisitivo foi multiplicada por pouco mais do que três.
“Isso tudo aconteceu por conta de investimento produtivo. Não foi por conta de transferência de renda, não foram os programas sociais que resultaram na diminuição das desigualdades sociais no nosso Estado. Então, o valor das missões comerciais é fundamental”, declarou.
Questionado sobre o conhecimento de Goiás em países como os Estados Unidos, onde esteve recentemente, o governador ressalvou que poucas pessoas lá fora conhecem estados do Centro do Brasil, ou estados que antes eram considerados periféricos. “A referência aos olhos do mundo sempre foi São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, porque é a capital. Hoje as pessoas querem saber o que acontece na Região Centro-Oeste, que é o gigante da produção alimentícia; da diversificação da economia, da geração de empregos e das exportações”, pontuou.
Disse que, na missão realizada em Nova York, na última semana, teve a oportunidade de explicar o que aconteceu politicamente no Brasil nos últimos dias, com foco na retomada da confiança dos investidores no país e em Goiás.
“Falei da legalidade, da constitucionalidade de todos os procedimentos que foram tratados pelo Congresso Nacional, com o respaldo e a definição de ritos pelo Supremo Tribunal Federal. E, ao mesmo tempo, pudemos falar do nosso otimismo moderado em relação ao futuro da economia. O presidente em exercício, Michel Temer, colocou na economia, nos principais bancos e à frente do Ministério da Fazenda, do Tesouro Nacional, do Banco Central, homens públicos altamente experientes, e com uma credibilidade muito grande em todos os segmentos produtivos econômicos do país e do exterior”, disse.
Destacou que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, é reconhecidamente um homem competente e respeitado no mundo todo. “Todos sabem que o Brasil, em termos de política e economia, chegou ao fundo do poço. É preciso agora que a autoconfiança do povo e a confiança de investidores no Brasil voltem; porque sem isso não vamos conseguir sair desse atoleiro da crise econômica, que já gerou mais de 11 milhões de desempregados. Que corroeu e está corroendo os salários, a economia familiar, está trazendo inflação e carestia. Então é preciso dar um paradeiro, fazer reformas estruturantes. Tudo isso eu falei. Além, é claro, de mais uma vez ter mostrado as potencialidades de Goiás, sobre os trunfos que nós temos”, afirmou.
Marconi informou aos investidores que Goiás é o segundo maior produtor de etanol, de açúcar, de cana de açúcar do Brasil. É a terceira principal província mineral do Brasil, e um dos grandes produtores de alimentos: “E temos serviços da mais alta qualidade que são prestados em todas as áreas, especialmente nas áreas de novas tecnologias da informação, e uma indústria que cresceu muito mais acima da média brasileira”.
Cenário nacional
Ele ressaltou que os últimos acontecimentos sugerem que a crise cessa um pouco e, com isso, abrem-se janelas de oportunidades para que a crise econômica seja combatida com tenacidade; tendo, inclusive, respaldo do Congresso Nacional. “O Brasil, definitivamente, caminhava para virar uma Grécia, para quebrar, para entrar em colapso. A esperança que eu tenho hoje é que, com as pessoas que estão à frente de governos e do comando de corporações, isso comece a ser revertido, porque quem mais perde com esse tipo de crise são as pessoas mais pobres, as classes trabalhadoras”, atentou.
Ele destacou que, ao longo de seus mandatos, foram realizadas mais de 30 missões internacionais, que resultaram numa forte inserção de Goiás em mercados que não compravam e não vendiam para Goiás.
“Para se ter uma ideia, até começarmos essas missões Goiás tinha relações comerciais com cerca de 40 países. Hoje já temos transações comerciais, importamos e exportamos para mais de 150 países. Muitos grandes empresários goianos não conseguiam exportar seus produtos para fora por falta de oportunidade e de conhecer interlocutores nesses países. Hoje nós enviamos contêineres de carnes de suínos, de frangos, de bovinos; enviamos minerais, produtos semi elaborados, industrializados, alimentos para o mundo todo”, observou.
Segundo o governador, há cada vez mais curiosidade de se conhecer o Estado de Goiás: “Outra agenda que abri foi com os embaixadores estrangeiros acreditados no Brasil. Eu recebo toda semana pelo menos um ou dois embaixadores para conversar sobre as relações de Goiás com os países estrangeiros e, principalmente, para convidá-los a trazer investidores para cá, especialmente em tempos de crise. Eu aproveitei as oportunidades trazidas pela crise para buscar alternativas que garantissem a Goiás sair primeiro da crise. Primeiro com uma forte gestão econômica, reduzindo gastos, diminuindo o tamanho da máquina administrativa. Depois, impulsionando a criação do Consórcio Brasil Central. É preciso mostrar o potencial do nosso Estado e região”.