Na Marcha para Jesus, Flávio Bolsonaro diz que “o mal” será expulso do governo
DM Redação
Publicado em 4 de junho de 2026 às 16:59 | Atualizado há 1 hora
Durante participação na Marcha para Jesus realizada em São Paulo, o senador Flávio Bolsonaro fez um discurso com forte tom religioso e político ao afirmar que o “mal” será expulso do governo brasileiro. A declaração ocorreu diante de milhares de participantes do evento, um dos maiores encontros evangélicos do país.
Ao se dirigir ao público, o parlamentar associou o cenário político nacional a uma “guerra espiritual”, defendendo a necessidade de oração pelo Brasil. Em sua fala, Flávio declarou que “o mal vai ser expulso do governo desse Brasil este ano”, em uma mensagem interpretada como crítica ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A Marcha para Jesus reuniu lideranças religiosas, autoridades e representantes de diferentes esferas do poder público. Entre os presentes estavam o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes, além de outras autoridades civis e religiosas.
A declaração do senador repercutiu nas redes sociais e no meio político. Para apoiadores, o discurso representa uma manifestação legítima de fé e de posicionamento político. Já críticos apontam que a associação entre adversários políticos e o “mal” contribui para a polarização e dificulta o debate democrático.
A aproximação entre religião e política tem sido uma das marcas do cenário político brasileiro nos últimos anos, especialmente em eventos de grande mobilização religiosa. Especialistas observam que esse tipo de discurso costuma fortalecer a identificação entre lideranças políticas e segmentos do eleitorado evangélico, ao mesmo tempo em que gera debates sobre os limites entre a manifestação de fé e a retórica eleitoral.
A Marcha para Jesus é realizada anualmente e reúne milhares de fiéis em celebrações religiosas, apresentações musicais e discursos de lideranças evangélicas e autoridades públicas. Neste ano, além das manifestações de caráter religioso, o evento voltou a ser palco de declarações com repercussão política nacional.