Política

“Não tenho projeto nacional, vou concorrer à reeleição”

Redação DM

Publicado em 15 de fevereiro de 2022 às 13:28 | Atualizado há 4 anos

O governador Ronaldo Caiado descartou, ontem, colocar seu nome à disposição do União Brasil para uma eventual candidatura à Presidência da República e reafirmou a sua posição de concorrer à reeleição no pleito de 2 de outubro próximo.

Em entrevista à rádio CBN Goiânia, Caiado disse que a sua disposição é dar sequência ao projeto administrativo iniciado em 2019 e, que, na campanha deste ano, vai mostrar o que fez e o que pretende fazer, caso conquiste, nas urnas, mais quatro anos de mandato.

O governador lembrou que, após receber uma “herança maldita” dos governos do PSDB, fez o dever de casa, paga em dia o funcionalismo, investe em saúde, educação, segurança pública, cultura e infraestrutura. “Neste governo não se fala em corrupção, ao contrário do que ocorria no passado”.

Caiado lembrou que um dos seus atos foi o de recuperar a Universidade Estadual de Goiás;”O que se via na UEG era os reitores denunciados por corrupção. Hoje, a universidade valoriza os seus quadros, investe em ensino de qualidade, com transparência e duro combate à corrupção de ex-gestores”.

Caiado lembrou que, sem a adesão do Governo de Goiás ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), que ocorreu em dezembro último, a situação econômico-financeira do estado seria muito difícil no último ano de mandato. “Não sei o que faríamos se Bolsonaro não tivesse assinado a adesão do RRF em dezembro”. Com o RRF, Goiás terá maior flexibilidade para pagamento de dívidas com a União.

Senatória
O governador, que vai assumir a presidência estadual do União Brasil, disse que o candidato ao Senado, em sua chapa, será definido somente em junho, após ampla consulta à base aliada – parlamentares, prefeitos, vereadores e dirigentes partidários. “Não será uma escolha minha e sim de um conjunto de forças políticas”, disse à rádio CBN Goiânia.

Na base governista, a lista de pré-candidatos ao Senado inclui Henrique Meirelles (PSD), João Campos (Republicanos), Delegado Waldir (União Brasil), Zacharias Calil (União Brasil), Luiz do Carmo (sem partido), Alexandre Baldy (Progressistas) e Wilder Morais (PSC).

O MDB já indicou o ex-deputado federal Daniel Vilela, presidente da executiva estadual e filho do ex-governador Maguito Vilela, como candidato a vice-governador na chapa de Ronaldo Caiado.

Sucessão presidencial
Ronaldo Caiado evitou antecipar sua posição em relação à sucessão presidencial deste ano, ressaltando que somente na convenção do União Brasil – de 20 de julho a 5 de agosto – a questão será definida pelo partido. “Não é hora de tratarmos de eleições. Há um calendário eleitoral e temos que cumprí-lo. Não vamos antecipar o processo eleitoral”.

Questionado sobre se a tendência do União Brasil é liberar os estados para “apoiar quem quiser” à presidência da Republica, o governador a prioridade agora não a disputa ao Planalto e sim consolidar o partido. “Primeiros fizemos a fusão do DEM e PSL, depois conseguimos o registro do União Brasil no TSE. Agora, queremos confirmar a federação do União Brasil e MDB, escolher candidatos a deputado federal e estadual, a senador e aí sim partirmos para o debate presidencial”.

Caiado lembrou a sua liderança à frente da União Democrática Ruralista (UDR), na década de 1980, para confirmar sua posição anti extremismos ideológico e político no País, mas evitou dizer que o presidente Jair Bolsonarismo estaria incluindo entre os radicais. “Eu não tratei de pessoas e sim de conceitos políticos”. E completou: “Em toda a minha vida pública, sempre defendi o diálogo, o entendimento, o respeito às regras democráticas.Ninguém consegue governar achando que deve apenas impor as suas ideias, sem ouvir a todos, sem o diálogo permanente”.

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