Política

OAB-GO nega pedido de Pedro Paulo para eleições on-line e permissão de voto aos inadimplentes

Redação DM

Publicado em 3 de setembro de 2021 às 12:40 | Atualizado há 5 anos

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção de Goiás (OAB-GO) negou, na última quarta-feira (1º), pleito do pré-candidato à Presidência da instituição, criminalista Pedro Paulo de Medeiros para que os advogados inadimplentes com a anuidade da Ordem possam votar na eleição classista, prevista para novembro, e que a votação seja realizada em formato online. O argumento da OAB-GO é de que a Associação Nova Ordem, da qual Pedro Paulo é representante e em nome da qual ele protocolou o pedido, não teria legitimidade para fazer o pleito.

Pedro Paulo adiantou que vai recorrer da decisão até a última instância e lamentou que a própria gestão da OAB-GO não tenha tido as iniciativas de tanto permitir o voto dos inadimplentes como de realizar a votação online.

Pepê, como é conhecido, pondera que a crise sanitária decorrente da pandemia da Covid 19 afetou drasticamente a classe, tendo ocorrido muitos casos de escritórios que tiveram de fechar as portas e de advogados que passaram a buscar outras fontes de renda, passando a trabalhar como motoristas de aplicativos, por exemplo. “É um fato para o qual a Ordem não poderia fechar os olhos. Cabia à instituição ser a primeira a acudir os colegas diante dessa situação de extrema gravidade. Mas não. Além de sequer oferecer um auxílio-emergencial, não abre mão de compelir os colegas, que querem votar mas estão inadimplentes, a regularizarem sua dívida antes das eleições, como forma de forçá-los a pagá-la a qualquer custo. Isso sem se falar que a anuidade da OAB-GO é a segunda mais cara do País. Inconcebível isso”. O pré-candidato acredita que, se a situação persistir, o número de abstenções será o maior de toda a história da instituição.

Também com relação à recusa em permitir o voto on-line, Pedro Paulo demonstra incredulidade. Para ele, evitar a grande aglomeração que ocorre no dia da eleição da Ordem, em plena pandemia, é uma questão não apenas de responsabilidade social mas, em especial, de proteção da classe. “Temos a tecnologia aí para isso ! Não compreendo por que a direção da OAB-GO insiste em atuar na contramão do que orientam a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ministério da Saúde, entre dezenas de outras instituições diretamente ligadas à questão da pandemia. A Ordem tem de dar o exemplo, não o contrário. Isso sem falar que muitos colegas terão de se deslocar de suas cidades para votar e, se não votam, são multados. Lamentável demais”.

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