O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria frequentado o local com sua família em diversas ocasiões. Existe a suspeita de que ele seja, de fato, dono da propriedade.
As obras custaram R$ 1,2 milhão. A reforma ocorreu entre 2010 e 2014.
Outro fato destacado pelo relatório é que o proprietário oficial do sítio, Fernando Bittar, amigo da família, não teria salário compatível para pagar as reformas.
A Polícia Federal requereu uma perícia contábil profunda sobre a evolução patrimonial de Bittar para entender como e em que ele gasta o dinheiro que recebe.

Segundo os peritos, as obras aumentaram em 520 metros quadrados a área da casa do sítio.
A PF suspeita que a reforma foi quitada por empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato.
Dentre as obras do sítio, uma chama atenção: a cozinha gourmet.

Segundo o arquiteto responsável, ele teve orientações do ex-presidente para fazer a obra.
Trecho do laudo revela as orientações: “A que mais se destaca pelo valor mobilizado foi a instalação da Cozinha Gourmet, em 2014, pelo valor aproximado de R$ 252.000,00, cuja execução foi acompanhada por arquiteto da empreiteira OAS, Sr. Paulo Gordilho, e, segundo sua comunicações, com orientação do ex-presidente Lula e sua esposa”.
O Instituto Lula emitiu nota onde diz que o sítio não é do ex-presidente e que ele era apenas um visitante assíduo.