Política

Oposição segue dividida e sem rumo em Goiás

Redação DM

Publicado em 24 de fevereiro de 2016 às 21:52 | Atualizado há 10 anos

Sem projeto que convença a população de que tem as condições para governar Goiás, a oposição em Goiás segue dividida e sem direção diante do avanço da base aliada do governador Marconi Perillo, que já está pavimentando a chapa em torno do vice-governador José Eliton. Após anos de aliança política, resultado da eleição de Iris Rezende (PMDB) para a Prefeitura de Goiânia em 2004, PMDB e PT entraram em atrito e romperam a parceria, que de fato nunca pareceu para valer.

Peemedebistas e petitas já disputaram separadamente o Palácio das Esmeraldas em 2014 e vão enfrentar a corrida do Paço Municipal também divididos entre os projetos de Iris de voltar ao poder e do prefeito Paulo Garcia (PT), que corre o risco de figurar como o pior prefeito de história de Goiânia. No PMDB, o embate interno agora é entre Iris e o deputado federal Daniel Vilela. O jovem político tem à sua frente outra liderança centralizadora: o senador Ronaldo Caiado – ainda no DEM, mas inclinado a ir para o PMDB para disputar o Governo de Goiás em 2016.

Além das eternas disputas políticas, que destroem candidaturas naturais com apelo na base partidária, o PMDB ainda amarga o anacronismo programático. Quase 20 anos depois da derrota história de Iris na corrida para o Governo de Goiás, a extinção do Dergo e do Crisa, expressões como “fazer as máquias roncarem” e os “mutirões de construção de casas” ainda são os motes dos peemedebistas em qualquer campanha – até porque Iris é sempre o candidato a governador ou a prefeito do partido.

Mesmo lideranças jovens como Daniel Vilela, filho do prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, não fogem à regra da síndrome do atraso e do apego ao passado do PMDB. O parlamentar acaba de ressuscitar, mais uma vez, os bons e velhos encontros partidários para o sustentar o argumento de que é preciso mobilizar o partido no interior. Seu rival direto, o ex-deputado estadual Samuel Belchior não resistiu aos escândalos de corrupção e ao estilo centralizador de fazer política de Iris e já abandonou o barco da militância peemedebista.

Assim, a oposição faz somente a própria pauta, normalmente negativa. Na tentativa de alvejar a imagem do governo e de Marconi, vem lançando mão de falsas informações, todas elas facilmente desmascaráveis. Para piorar, faz isso com o uso de figuras sem nenhuma credibilidade perante a opinião pública, como o deputado estadual Major Araújo, que assumiu mandato de vereador em Goiânia apenas para conseguir se aposentar em seguida, e o radialista Jorge Kajuru, conhecido em todo o País por seu ódio irracional e descabelado por Marconi.

Sem projeto para segurança pública, oposição expõe vítimas de violência

Sem nenhuma proposta concreta para a área da segurança pública, que foi relegada a último plano nos governos do PMDB em Goiás, a oposição expõe vítimas da violência nas redes sociais para obter dividendos eleitorais. Orientados por PMDB, PT e DEM, internautas bancados pela oposição usam os casos de maior repercussão nos ataques contra o governador Marconi Perillo e contra o secretário Joaquim Mesquita.

Pesquisas realizadas por institutos independentes mostram que, apesar da exploração da violência – problema nacional, resultado da ausência de ação efetiva da União –, a maioria dos cidadãos entende que a escalada da criminalidade no Brasil é, antes de tudo, consequência de uma legislação leniente com os bandidos.

Enquanto os números mostram que, em Goiás, as polícias nunca prenderam tanto, crescem também os casos de reincidência e reiteração, ou seja, os criminosos que já passaram pelo sistema prisional ou aguardam julgamento cumprem penas curtas e voltam para as ruas para cometer crimes ainda mais graves.

Para os especialistas do setor, aumentar o efetivo policial e os investimentos não surtirá efeito se a legislação não mantiver os criminosos presos não for mais severa. Por outro lado, a União ainda não assumiu a formulação de uma política nacional para o setor, em parceria com os Estados, que atuam isoladamente no combate à violência.

Marconi sai na frente e pauta o debate

Ao contrário da oposição, o governador Marconi Perillo vem pautando o debate administrativo e político em Goiás. Neste quarto mandato, o tucano novamente inovou na gestão ao lançar programas como o Inova Goiás e o Goiás Mais Competitivo, que se tornaram assuntos obrigatórios nas universidades e no setor produtivo.

Outro debate pautado por Marconi é a proposta de gestão compartilhada de escolas com Organizações Sociais (OS). Apesar das resistências – uma a uma sendo vencidas pelo governador –, é inegável que este é um dos principais temas em discussão e decantação no Estado. A administração tem como trunfo o grande sucesso do modelo na gestão dos 18 hospitais sob o comando do Estado.

Com a proposta, Marconi quer promover um grande salto na educação de Goiás. Daí advém outro debate que desnorteou a oposição: o governador não se contentou com o 1.º lugar do Estado no Ideb – posição disputada palmo a palmo pelos Estados mais desenvolvidos do Brasil – e afirmou que Goiás se orgulha do resultado mas não quer uma educação 3,8, mas nota 10.

A austeridade fiscal é outro ponto forte da gestão de Marconi que pauta o debate e desnorteia a oposição. PMDB, PT e DEM vinham apostando no quanto pior, melhor: com a crise nacional provocada pela irresponsabilidades de petistas e peemedebistas na condução do País, a gestão de Marconi ficaria inviabilizada. Mas o governador cercou-se dos melhores auxiliares e técnicos para conceber e implantar uma reforma que cortou R$ 3,5 bilhões em gastos no ano passado e abriu caminho para a retomada do calendário de grandes obras, as principais ainda neste ano.


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