Otoni e Pedro defendem diretas já em 2017
Redação DM
Publicado em 6 de janeiro de 2017 às 00:02 | Atualizado há 2 anos

Antecipar para este ano as eleições presidencais de 2018 é o caminho mais curto para superar a crise política e econômica do País. A ideia, que foi defendida pelo ex-ministro do Trabalho Luiz Marinho, ganha adeptos também em Goás.: o deputado federal Rubens Otoni e o ex-deputado e ex-prefeito de Goiânia Pedro Wilson.
Rubens Otoni diz que a ideia de antecipar o pleito ganha força no PT e tem o seu apoio, pois, na sua opinião, os números negativos na economia – e também a desarmonia entre os poderes da República – mostram que o país não pode esperar passivamente até 2018.
“Diante da crise econômica mundial, a elite brasileira, ao invés de resolver os problemas da economia, criou uma crise política para chegar ao poder, com o impeachment da presidente Dilma. Mas o cenário piorou. A elite não deu conta de controlar a crise política e criou uma crise institucional. Nossa visão é que só uma eleição direta em 2017, para presidência, governos estaduais, Assembleias e Congresso Nacional, pode resolver este impasse”, analisa.
O ex-prefeito de Goiânia Pedro Wilson também compartilha desta mesma visão. Em entrevista ao repórter Dias Mendes, do site Pauta Goiás, o ex-deputado foi enfático: “Todos estão vendo que o problema dos que estão (no poder) hoje é muito maior do que os do PT”.
Segundo Pedro Wilson, a maioria dos parlamentares do Congresso Nacional e dos membros do governo de Michel Temer (PMDB-SP) tem seus nomes citados em denúncias feitas por delatores da Operação Lava Jato. Diante disso, defende que o país seja passado a limpo através de eleições gerais, que permitam ao povo dar um basta nestes desmandos.
Golpe
Rubens Otoni denuncia que, enquanto o PT, movimentos sociais e partidos à esquerda e ao centro defendem eleições diretas, setores da elite querem continuar governando sem o voto popular. Otoni não cita explicitamente, mas a imprensa nacional já ventila articulações de setores do PSDB, que defendem a cassação de Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a realização de eleição indireta, pelo Congresso Nacional, do próximo presidente. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o deputado federal Xico Grazziano (PSDB-SP) defendeu que, em caso de cassação de Temer, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fosse indicado para ser eleito pela via indireta, pelo voto dos deputados federais.
Nos bastidores do fim do governo de Michel Temer, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Nelson Jobim também se articula como candidato nas eleições indiretas – com apoio de setores do PMDB . Em Brasília, há relatos de que o ex-ministro sempre se viu cercado por comentários sobre a possibilidade de ocupar mandato tampão até as eleições de 2018.