Pandemia estimula candidaturas de profissionais de saúde
Redação DM
Publicado em 11 de janeiro de 2022 às 13:04 | Atualizado há 2 anos
Ismael Alexandrino pode concorrer à Câmara Federal
A posição firme do médico Ronaldo Caiado, governador de Goiás, no combate à pandemia de Covid-19, desde o surgimento da doença em março de 2020, projetou o estado como um dos que priorizaram ações imediatas e eficazes. O governo de Goiás agiu rápido na construção de hospitais de campanha, adquiriu insumos e ampliou o quadro de profissionais de saúde.
Com isso, o médico Ismael Alexandrino, secretário estadual de Saúde, teve atuação destacada durante a pandemia e seu nome é cogitado por prefeitos e lideranças políticas para disputar mandato à Câmara Federal.
Sem filiação partidária, Ismael vai conversar com o governador Ronaldo Caiado sobre a candidatura às eleições de outubro e deve anunciar, até 3 de abril, se irá enfrentar ou não as urnas de outubro em Goiás.
Médico pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Pernambuco com formação complementar em Terapia Intensiva pela Universidade de Milão e Bolonha, na Itália.
Até dezembro de 2018, ocupou o cargo de diretor-presidente do Instituto Hospital de Base e também foi conselheiro titular do Colegiado Gestor da Saúde do Distrito Federal (DF).
Tem Master in Business Administration (MBA) em Gestão da Saúde pela Fundação Getúlio Vargas e extensão em Gestão e Liderança pela Fundação Dom Cabral. Ismael foi membro da Diretoria Médica Executiva da DASA, médico da Marinha do Brasil e chefe da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional do Gama, no DF; Além disso, também foi diretor-geral do Hospital de Base do Distrito Federal, superintendente de Saúde do DF, e secretário adjunto de Gestão da Saúde do DF.

Atualmente é secretário de Estado da Saúde de Goiás e, a convite do governador Ronaldo Caiado, assumiu a presidência do Instituto de Assistência dos Servidores Públicos de Goiás (Ipasgo). Ismael Alexandrino também é vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).
Após quase dois anos de pandemia do coronavírus, personagens que tiveram destaque na crise sanitária vão tentar usar o tema como vitrine para conquistar votos. A polarização política que domina a doença também se reflete nas candidaturas. Tanto nomes que se notabilizaram pela defesa do distanciamento social e da vacinação quanto aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL). que criticam as mesmas medidas, já se lançaram na corrida eleitoral deste ano.
Um dos exemplos é a enfermeira Mônica Calazans, a primeira pessoa vacinada no Brasil, que se filiou ao MDB para disputar uma cadeira de deputada federal. “É uma excelente profissional e um exemplo de quem esteve na linha de frente da pandemia. Uma aposta do MDB para termos mais equidade e renovação na Câmara”, afirmou o presidente nacional do partido, Baleia Rossi (SP).
Sem nunca ter disputado uma eleição, o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, Carlos Lula, é outro que pretende estrear nas urnas após se tornar o porta-voz dos Estados nas discussões com o governo Bolsonaro. “Recebi o convite do governador (do Maranhão, Flávio Dino) e me filiei ao PSB. Devo ser candidato a deputado estadual”, afirmou Lula. Em julho, ao se filiar, o secretário declarou nas redes sociais que “estreia na vida político-partidária para defender os avanços conquistados na saúde”.
Bolsonaristas
A médica Nise Yamaguchi, bolsonarista raíz, que no ano passado precisou depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado por pregar tratamento da covid com substâncias ineficazes, anunciou em dezembro a intenção de ser candidata ao Senado.
Também convocada para depor na CPI, a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, conhecida como “Capitã Cloroquina”, sinalizou que também deve concorrer. Em julho do ano passado, Mayra publicou uma enquete nas redes sociais para testar o apoio de seus seguidores em uma eventual candidatura ao Senado. Hoje sem partido, Mayra foi filiada ao PSDB e disputou o cargo de deputada federal em 2014 e senadora em 2018, mas não foi eleita em nenhum dos casos.
Popularidade
Para o cientista político Bruno Carazza, professor da Fundação Dom Cabral, o movimento é algo natural, a exemplo da enxurrada de policiais, juízes e procuradores que disputaram a eleição em 2018 na esteira da Operação Lava Jato. “Como todo tema que domina as atenções da sociedade por um tempo, sempre surgem personagens que buscam surfar na onda de popularidade e se lançam candidatos. Com a pandemia não vai ser diferente”, disse ele.
No entanto, Carazza aponta diferenças em relação ao observado quatro anos atrás. “O envolvimento de policiais na política faz parte de um fenômeno muito mais complexo, que já vem de longa data e está associado tanto a demandas corporativas dos militares, quanto de uma demanda da sociedade por mais ordem e segurança”, explicou o cientista político. “Mas se não tiverem dinheiro para bancar a campanha, mesmo candidatos que ganharam visibilidade na pandemia terão dificuldades para serem eleitos”, completou.
Ex-ministros
Dos quatro ministros da Saúde que o Brasil teve durante a pandemia, três deles podem enfrentar as urnas em outubro. Apenas o médico Nelson Teich, que ficou menos de um mês no cargo, não teve o nome especulado como candidato.
Seu antecessor, Luiz Henrique Mandetta, tem usado a experiência na pasta como uma forma de ter relevância nacional. Mandetta saiu do Ministério da Saúde em meados de 2020, logo no início da pandemia, por divergências com Bolsonaro.
O ex-deputado pelo DEM do Mato Grosso do Sul ainda não definiu seu destino eleitoral, mas sua atuação em 2022 tem contrastado com o papel que exerceu em 2018. Há quatro anos, o então deputado federal adotou um tom de descrença na política e anunciou que não disputaria a eleição. “Poder pelo poder jamais me encantou”, declarou durante discurso feito à época no plenário da Câmara.
De atuação discreta no comando do Ministério da Saúde em 2019, primeiro ano da gestão de Bolsonaro e antes da pandemia do coronavírus, Mandetta ganhou protagonismo nacional ao falar sobre a crise sanitária. Mandetta chegou a ser apontado como pré-candidato do DEM à Presidência, mas, após a legenda se fundir com o PSL para formar o União Brasil, também abriu a possibilidade de apoiar a pré-candidatura de Sergio Moro (Podemos). Se a aliança de Moro com o União Brasil for concretizada, Mandetta é, junto com o presidente do futuro partido, Luciano Bivar, uma das opções de vice do ex-juiz.
Já o general Eduardo Pazuello, mais longevo ministro da Saúde da pandemia, chegou a ter o nome cotado para disputar o governo do Rio de Janeiro, mas a candidatura perdeu força após ele ser alvo de acusações na CPI da Covid e de denúncia na Justiça por sua atuação na pasta.
O atual ocupante da pasta, Marcelo Queiroga, também deve enfrentar as urnas. Médico cardiologista e sem vida pregressa na urnas, sua candidatura é defendida por Bolsonaro. A ideia é que o ministro se filie ao PL para disputar o governo da Paraíba ou uma vaga ao Senado.
Ismael Alexandrino pode concorrer à Câmara Federal
A posição firme do médico Ronaldo Caiado, governador de Goiás, no combate à pandemia de Covid-19, desde o surgimento da doença em março de 2020, projetou o estado como um dos que priorizaram ações imediatas e eficazes. O governo de Goiás agiu rápido na construção de hospitais de campanha, adquiriu insumos e ampliou o quadro de profissionais de saúde.
Com isso, o médico Ismael Alexandrino, secretário estadual de Saúde, teve atuação destacada durante a pandemia e seu nome é cogitado por prefeitos e lideranças políticas para disputar mandato à Câmara Federal.
Sem filiação partidária, Ismael vai conversar com o governador Ronaldo Caiado sobre a candidatura às eleições de outubro e deve anunciar, até 3 de abril, se irá enfrentar ou não as urnas de outubro em Goiás.
Médico pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Pernambuco com formação complementar em Terapia Intensiva pela Universidade de Milão e Bolonha, na Itália.
Até dezembro de 2018, ocupou o cargo de diretor-presidente do Instituto Hospital de Base e também foi conselheiro titular do Colegiado Gestor da Saúde do Distrito Federal (DF).
Tem Master in Business Administration (MBA) em Gestão da Saúde pela Fundação Getúlio Vargas e extensão em Gestão e Liderança pela Fundação Dom Cabral. Ismael foi membro da Diretoria Médica Executiva da DASA, médico da Marinha do Brasil e chefe da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional do Gama, no DF; Além disso, também foi diretor-geral do Hospital de Base do Distrito Federal, superintendente de Saúde do DF, e secretário adjunto de Gestão da Saúde do DF.

Atualmente é secretário de Estado da Saúde de Goiás e, a convite do governador Ronaldo Caiado, assumiu a presidência do Instituto de Assistência dos Servidores Públicos de Goiás (Ipasgo). Ismael Alexandrino também é vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).