Partidos de oposição buscam alianças no interior
Redação DM
Publicado em 18 de março de 2016 às 23:35 | Atualizado há 10 anos
Na tentativa de se estruturar visando a sucessão estadual de 2018, a oposição deu o ponta pé para a construção de alianças às eleições municipais deste ano.
A primeira conversa reuniu o deputado federal Daniel Vilela, presidente do PMDB, senador Ronaldo Caiado, presidente do DEM, deputado federal Lucas Vergílio, do Solidariedade, empresário Jorcelino Braga, do PRP e José Netto, do PPL. O ex-governador Alcides Rodrigues, que trocou o PSB pelo PRP, e o líder da bancada estadual do PMDB, deputado José Nelto, também estiveram presentes.
A meta oposicionista é formatar candidaturas de consenso a prefeito nos cinquenta maiores municípios goianos, entre eles Goiânia, Aparecida de Goiânia, Catalão, Rio Verde, Formosa, Porangatu, Luziânia, Jataí, Mineiros, Goianésia, Itumbiara, Águas lindas, Trindade e Senador Canedo.
Sem vencer as eleições para o governo de Goiás desde 1998 – são cinco derrotas consecutivas para o PSDB do governador Marconi Perillo -, a oposição acredita que, para chegar em 2018 com chances de vencer a disputa pelo Palácio das Esmeraldas, terá que conquistar expressivo número de prefeitos no pleito deste ano. Goiás tem 246 municípios.
O senador Ronaldo Caiado afirmou que a oposição conseguiu avançar nas discussões sobre as alianças para as eleições municipais de Goiás. “Foi uma reunião proveitosa com as principais lideranças do PMDB, PRP, PPL, Solidariedade e Democratas, em que conseguimos conciliar muitas das candidaturas e reforçar ainda mais a unidade da oposição”, contou após a reunião.
Para Ronaldo Caiado, é importante os partidos de oposição lançarem candidatos competitivos em Goiânia e no interior. “Sentimos que é cada vez mais forte o sentimento de mudança por todo o Estado. A percepção da população é de que quem apoia este atual governo não tem compromisso com sua cidade”, frisou.
O líder da Bancada do PMDB na Assembleia Legislativa, deputado José Nelto, diz que o esforço é aglutinar a oposição em chapas de consenso para prefeito nas maiores cidades do Estado. “Para chegarmos fortes em 2018, teremos que ter um bom desempenho eleitoral em 2016.”
Desde a campanha estadual de 2014, os partidos oposicionistas sofrem defecções, com a adesão de prefeitos e vereadores à base do governador Marconi Perillo. O PMDB é o que mais perdeu prefeitos, seguido do DEM. Para “depurar” a legenda, o PMDB estimulou a desfiliação dos chamados “prefeitos infiéis.” 20 prefeitos do PMDB e 17 do DEM pediram desfiliação e ingressaram em partidos vinculados ao Palácio das Esmeraldas.
Os dirigentes dos partidos de oposição enviaram comunicados aos diretórios municipais recomendando a não coligação com as legendas que integram a base de apoio do governo Marconi, entre elas o PSDB, PP, PSD, PTB, PDT e PTB. “Se tiver companheiro do PMDB fazendo aliança com partidos marconistas, na disputa a prefeito, vamos afastá-lo imediatamente”, registra o deputado José Nelto.
A executiva estadual do PMDB chegou a trocar as comissões provisórias municipais que não estavam comprometidas com o projeto de oposição ao Palácio das Esmeraldas. “Quem não se comprometer a vestir a camisa do PMDB e assumir um discurso de oposição ao governo do Estado, não terá legenda para disputar as eleições de prefeito este ano”, atesta o deputado federal Daniel Vilela, presidente do partido em Goiás.
Goiânia
PMDB, DEM, Solidariedade, PRP e PPL avaliaram a sucessão em Goiânia, com a possibilidade de lançamento da candidatura de Iris Rezende. O deputado Lucas Vergílio manteve sua pré-candidatura pelo Solidariedade.
Nos próximos dias, Iris Rezende vai promover encontro com os dirigentes dos partidos oposicionistas para discutir a formação de ampla aliança na Capital. Iris voltou a despachar em seu escritório, em Goiânia.