Política

Paulo Garcia não vê ‘rebelião’

Redação DM

Publicado em 7 de março de 2016 às 22:24 | Atualizado há 10 anos

“Não considero ato de rebelião”. Assim reagiu o prefeito Paulo Garcia (PT), ao ser questionado como recebe a decisão da Câmara de Goiânia de rejeitar sete vetos do Paço a projetos apreciados pelo plenário. “A Câmara possui independência, ela tem a função constitucional de votar a legislação. Se os vereadores entendem que os vetos devem ser derrubados, é uma decisão democrática.”

Sobre as queixas de parte dos vereadores da base governista em relação ao tratamento que recebe de secretários, Paulo Garcia não ter conhecimento. “Isso, na verdade, não procede, pois os vereadores são bem tratados pelos secretários.”

Em entrevista à rádio 730/AM, o prefeito disse que as divergências entre agentes públicos sempre existiram nesses espaços de poder. “Eu não vejo com dificuldade ultrapassar esses obstáculos. É diálogo e conversa. Às vezes a insatisfação é por uma coisa mínima, por um atendimento que não foi cordial no entendimento de uma das partes, ou o não atendimento de um desejo, que não é possível ser atendido, mas eu não acredito que isso esteja acontecendo, está tudo muito tranquilo”, ponderou.

Paulo Garcia tem maioria folgada no plenário da Câmara de Goiânia – são 21 vereadores governistas contra 14 oposicionistas -, o que assegura a aprovação de projetos de interesse do Paço Municipal. “Temos trabalhado em sintonia com a prefeitura e não há motivações para preocupações nesta reta final do mandato do prefeito Paulo Garcia. Cada projeto é discutido com os vereadores. A derrubada dos vetos não significa rebeldia ou que o Executivo não terá maioria na votação dos projetos enviados”, diz o líder do prefeito, vereador Carlos Soares (PT).


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