PT só fica com PMDB onde não tiver DEM na chapa
Redação DM
Publicado em 4 de dezembro de 2015 às 23:58 | Atualizado há 1 anoO presidente estadual do PT, Ceser Donisete, afirmou que vai procurar o presidente do PMDB, deputado Pedro Chaves, para discutir alianças às eleições do ano que vem, em Goiás, mas vai deixar claro: o seu partido não apoiará os peemedebistas onde o DEM participar da chapa com candidato a prefeito ou vice.
“É zero a chance de o PT subir no palanque para pedir votos a candidato do Democrata a prefeito ou vice, mesmo que o PMDB esteja junto”, diz, taxativo, Ceser Donisete. “Não há qualquer possiblidade de aliarmos a um partido que quer nos trucidar politicamente. Que o DEM siga seu caminho, porque seguiremos o nosso, bem distante dessa gente.”
O dirigente petista revela que, no caso de o DEM ficar fora da chapa majoritária, mas integrando a coligação PT/PMDB, como em Aparecida de Goiânia, não haverá problema. “O que não aceitaremos é a presença do DEM com candidatura de prefeito ou vice na coligação que estivermos.”
O presidente do PT sustenta que não o procura as conversas entre os deputados estaduais do PMDB com o senador e presidente estadual do DEM, Ronaldo Caiado. “Conversas, entre parlamentares e dirigentes partidários, fazem parte do processo democrático. As definições, entretanto, só ocorrerão por ocasião das convenções, em julho do ano que vem.”
Ceser Donisete vai defender, na conversa com Pedro Chaves, a manutenção da aliança PT/PMDB em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Catalão, Jataí, Formosa e outras grandes e médias cidades do Estado, entre outras cidades. “As eleições de 2014 são páginas viradas. Vamos conversar sobre o pleito municipal de 2016”.
Nomes próprios
Ceser Donisete adianta que a meta do PT é lançar 60 candidatos a prefeito em Goiás, sendo que, nos demais 186 municípios pretende vai fazer aliança com os partidos que integram a base do governo Dilma, incluindo o PMDB. Em 2012, o PT elegeu 17 prefeitos e agora conta com 13 – dois foram expulsos e dois se desfiliaram. O partido conta hoje, com importantes prefeituras, como as de Goiânia, Anápolis, Valparaiso de Goiás, Ceres e Cidade de Goiás.
Goiânia
Sobre Goiânia, o dirigente diz que o PT vai prosseguir as conversas com o PMDB para construir novamente aliança eleitoral, mas que não descarta lançar candidato próprio à prefeitura, em 2016. Ele lembra que, na história de Goiânia, o PT já contou com quatro prefeitos eleitos: Darci Accorsi, Pedro Wilson e Paulo Garcia, duas vezes.
Ceser Donisete é de opinião que o PT tem bons nomes para concorrer à sucessão do prefeito Paulo Garcia e cita os nomes de Adriana Accorsi, Edward Madureira, Humberto Aidar, Marina Sant’Anna e Luis Cesar Bueno. “Temos história em Goiânia, bons nomes. Se for necessário, lançaremos candidato a prefeito na Capital.”
Correlata I
“PT e PMDB seguirão juntos,em Aparecida”, diz Adriano
O pré-candidato do PMDB à prefeitura de Aparecida de Goiânia, Adriano Montovani, afirmou que o seu partido vai manter a aliança com o PMDB nas eleições de 2016 para a prefeitura. “O apoio do PT à gestão de Maguito Vilela tem sido importante para o desenvolvimento de Aparecida de Goiânia. Por isso, defendo a manutenção da aliança PT/PMDB na cidade, que é o segundo maior colégio eleitoral do Estado”, diz.
Adriano Montovani sustenta que, desde que assumiu a prefeitura de Aparecida de Goiânia, em 2009, Maguito Vilela conta com o apoio administrativo dos governos petistas de Lula e Dilma, com a realização de obras nas áreas de infraestrutura, educação, saúde, esporte e lazer, habitação e meio ambiente. “São 2 bilhões de reais investidos pelo governo federal em Aparecida de Goiânia. É uma demonstração de que os governos do PT deram e dão atenção especial à nossa cidade.”
Adriano Montovani, ex-presidente municipal do PT e atual secretário municipal de Trabalho, Emprego e Renda, não economiza elogios ao prefeito de Aparecida de Goiânia. “Maguito Vilela é um homem de bem, sério, honrado e com elevado espírito público. Retirou Aparecida da condição de cidade-dormitório e a transformou em um polo de desenvolvimento industrial.” Embora esteja colocado como postulante à prefeitura, Adriano Montovani é cotado para integrar chapa majoritária, como candidato a vice-prefeito, em chapa a ser encabeçada pelo PMDB. “Estamos conversando sobre coligações e a manutenção da aliança com o PMDB. Qualquer definição só ocorrerá no período de convenções partidárias, em julho do ano que vem,”
O próprio prefeito Maguito Vilela, que não poderá disputar as eleições do ano que vem, em Aparecida de Goiânia, já que concorreu à reeleição, defende a aliança PMDB/PT, com lançamento de candidato a prefeito e vice na mesma chapa. Em 2012, o PT lançou Ozair José como candidato a vice-prefeito, na chapa encabeçada pelo peemedebista Maguito Vilela.
Correlata II
Em Anápolis, Eli Rosa pode ser vice do prefeito João Gomes
Em Anápolis, terceiro maior colégio eleitoral do Estado, o PMDB poderá indicar o vereador e presidente do partido, Eli Rosa para a vice do prefeito João Gomes (PT). Desta vez, os petistas não apostam mais em chapa puro sangue, como ocorreu em 2008 e 2012, quando foram confirmados os candidatos Antônio Gomide a prefeito e João Gomes a vice-prefeito.
A expectativa do PT de João Gomes e dos irmãos Antônio Gomide e Rubens Otoni é contar com coligação de 13 partidos, entre eles o PMDB, para assegurar tempo, na propaganda de rádio e televisão, suficiente para apresentar ao eleitorado anapolino suas propostas de governo nas eleições de 2016.
Eli Rosa tem se colocado como pré-candidato a prefeito, mas, nos bastidores, apurou-se que o PMDB avalia a possibilidade de integrar a chapa à reeleição do prefeito João Gomes. Nas últimas eleições, o PMDB sofreu desgastes eleitorais junto ao eleitorado anapolino, desde a ascensão do tucanato ao poder em Goiás.
O PMDB integra a administração do prefeito João Gomes: Air Ganzaroli (ex-presidente do partido e ex-vice prefeito na gestão de Adhemar Santillo) é o secretário de Desenvolvimento Econômico, e Sírio Miguel (ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal) ocupa a diretoria de Turismo. Sírio Miguel trocou, recentemente, o PSB pelo PMDB. Há peemedebistas também em cargos de terceiro e quarto escalões da prefeitura.
Os peemedebistas anapolinos se enfraqueceram, nos últimos anos, com a saída de importantes líderes do partido. Entre eles, o casal Adhemar/Onaide Santillo, que migrou para a base do governador Marconi Perillo. O ex-deputado estadual Frederico Jayme Filho, que tem atuação política em Anápolis, deixou o PMDB para abrigar-se no PSDB marconista.

