Reeleição de Joaquim Marçal em Orizona está ameaçada
Redação DM
Publicado em 28 de julho de 2020 às 17:18 | Atualizado há 6 anos
A reeleição de Joaquim Augusto Marçal (PSDB), em Orizona (GO), é dada como quase impossível tanto pelos aliados quanto pela oposição.
O prefeito assumiu o município em 2017 e chegou a decretar estado de calamidade em 2019.
Os serviços públicos de Orizona entraram em colapso, afirmam moradores. Uma reportagem de “O Popular” descreveu o cenário do município como preocupante.
Na época, a justificativa do decreto era a falta de servidores. De lá para cá, não se resolveu a demanda dos moradores, que estão irritados com a gestão em várias áreas, principalmente com saúde.
Aumentou também o número de questionamentos contra a gestão. O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) , por exemplo, recomendou no início deste ano ao prefeito a não realização de leilão de 33 lotes públicos, já que, para o órgão acusador, não existiriam motivações para a venda.
O MP-GO tem também questionado as prioridades dos gastos de Joaquim Marçal. Para os promotores, o município tem outras demandas urgentes. Ano passado, por exemplo, o promotor de Justiça Lucas César Costa Ferreira advertiu que o uso de recursos públicos com o pagamento de festa para celebrar a cachaça significava que a prefeitura gastaria inadequadamente dinheiro público em atividade não essencial, “infringindo, portanto, o princípio da moralidade”.
O prefeito mostrou, por seu turno, o outro lado, já que a festa movimentaria a economia do município.
OPOSIÇÃO
Um grupo de empresários do município entende que o momento é ideal para eleger um político que não esteja ligado ao passado do estado. Joaquim é do PSDB, legenda que perdeu consideravelmente poder após a prisão do ex-governador Marconi Perillo, em 2018, e a derrota na Câmara Federal.
O grupo acredita que é preciso eleger alguém próximo de deputados estaduais e federais, além de governador, que esteja do lado da cidade. Daí que o grupo tem articulado dois nomes: João Bosco Mesquita (DEM) e Itamar Teixeira (PP).
Os dois ex-prefeitos são hoje os principais nomes para enfrentar o tucano, que viu seus ex-aliados Eliane Pinheiro, José Eliton e Marconi Perillo sairem da vida pública.