Política

Reviravoltas na disputa pelo Senado em Goiás

Redação DM

Publicado em 13 de setembro de 2022 às 16:48 | Atualizado há 4 anos

Com a disputa praticamente liquidada para o Governo de Goiás,
as atenções se voltaram para intensas movimentações em torno dos candidatos ao Senado.
A luta pela única vaga adquire dramaticidade digna dos grandes RPG’s e filmes
de suspense. Cada movimento, uma surpresa.  

Goiás protagoniza um dos combates mais difíceis da história, conforme o nível das candidaturas. Ex-ministro, ex-senador,  um deputado federal com experiência de ex-líder do Governo na Câmara dos Deputados, deputado federal e ex-líder da bancada evangélica, um ex-governador por quatro mandatos e um ex-deputado federal disputam os primeiros lugares.  

Nas últimas horas, várias movimentações estão em curso: blogs
de apoiadores do ex-governador Marconi Perillo (PSDB) passaram a atacar desesperadamente
Delegado Waldir (União Brasil), que se tornou alvo direto após apresentar trajetória
de crescimento nas pesquisas.

O delegado já lidera em Goiânia as sondagens de quase todos os institutos e caminha para aumentar seu desempenho nas três semanas que faltam para as eleições, caso nenhuma estratégia interrompa sua escalada.

Algumas sondagens já indicam empate entre Waldir e Marconi Perillo. Outro candidato colado no primeiro pelotão é Wilder Morais (PL), nome de primeira hora do presidente Jair Bolsonaro, que costuma alavancar candidaturas na reta final. Wilder tem mantido a terceira posição e, em algumas pesquisas, aparece em segundo lugar nas sondagens.

Estudos mostram que o ex-governador Marconi Perillo pode ter batido no teto e não conseguiria mais ampliar com folga seu eleitorado. Acontece que existem ainda dentre 20 e 30% de indecisos para a disputa do Senado, conforme revelam os institutos.  Ou seja, grande parte do eleitorado ainda não decidiu em quem votar.

Estes votos impactam a curva das eleições: em 2018, por exemplo, levaram Jorge Kajuru para a segunda colocação e jogou Lúcia Vânia e Marconi Perillo para a quarta e quinta posição, respectivamente.

Outra mudança na disputa: a Igreja Universal, que estaria
engajada na campanha de João Campos (Republicano), pode abandonar o deputado
federal, conforme informação de bastidores publicada por “O Popular”. E a
igreja seguiria em direção a Alexandre Baldy (PP), ex-ministro que disputa agora
a quarta e quinta colocação.

Com esta medida, ao menos 5% de votos podem migrar para Baldy, que tem entre 5% e 7%, conforme as pesquisas. Existe a expectativa de que dezenas de prefeitos apertem os cintos na reta final e acompanhem Baldy, segundo dizem alguns gestores consultados pelo DM.

A ação, caso realmente ocorra, já deixará Campos de fora do núcleo que luta pela vaga e colocará Baldy mais próximo de Wilder, que também não está parado, já que articula com nichos de muitos votos.

Números

Conforme o Instituto Serpes, em sondagem divulgada na última sexta-feira, 9, Marconi Perillo registrou 24,6% das intenções de voto. Delegado Waldir aparece com 18,5%. Wilder Morais tem 6,1%, na terceira colocação, e João Campos marca 5,7%, no quarto lugar. Denise Carvalho (PCdoB) é a quinta, com 4,2%, e Alexandre Baldy (PP) registra 3,4%. Em sétimo aparece Vilmar Rocha (PSD), com 3%. Leonardo Rizzo (Novo) tem 1%, enquanto Manu Jacob (Psol) aparece com 0,5%.

No último “Serpes”, os indecisos somavam 22,6% – o que coloca número significativo de votos em jogo, mas menos para quem lidera a rejeição – no caso, Marconi Perillo.   

Mas não é apenas o Serpes que deve ser avaliado, já que o instituto apresenta disparidades acentuadas com os resultados das eleições.

Serpes: sete dias antes das eleições de 2018 e as surpresas das urnas

Nas eleições de 2018, uma semana antes da disputa, o “O
Popular” apontava Marconi Perillo como líder da disputa, com 14,5%, seguido por
Jorge Kajuru (14,2%) e Vanderlan Cardoso (13,6%). Lúcia Vânia aparecia com 12,4%.
Wilder Morais, bem atrás, aparecia com  apenas 2,6%.

Mas na hora que abriram as urnas, eis a surpresa em relação à sexta rodada da pesquisa: Vanderlan e Kajuru eleitos, com, respectivamente, 31,35% e 28,23%. E Wilder, bem distante dos 2,6% indicados pelo Serpes, com 14,43%.

Lúcia Vânia e Marconi ficaram bem atrás, com 9,42% e 7,55%.

Outros institutos

A disputa de Goiás tem vários outros institutos com sondagens
em curso. Divulgada no dia 9 de setembro, a pesquisa do Veritá mostrou empate
técnico entre Marconi Perillo e Delegado Waldir, com 19,6% e 18,2%. Wilder
Morais marcou 9,1% e Alexandre Baldy, 7,2%.

A sondagem diz que 26,2% dos eleitores não sabe em quem votar
para o Senado.  

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia