Rogério confirma “ajustes” na gestão e mudanças na equipe
Redação DM
Publicado em 20 de outubro de 2022 às 15:20 | Atualizado há 4 anos
O
prefeito de Goiânia, Rogério Cruz (Republicanos), admitiu que haverá uma
reforma no seu secretariado e disse que ela é necessária. A fala foi feita em
coletiva de imprensa, realizada terça-feira (18), após a apresentação do
programa Goiânia Adiante, que prevê investimentos de R$ 1,7 bilhão em
infraestrutura, educação e saúde. “A reforma existirá, iremos entrar em um novo
ciclo da prefeitura de Goiânia, com tantos investimentos que teremos. Então,
realmente, a reforma é necessária”, disse o prefeito. Cruz, no entanto, adiantou
que ainda não tem definidos os nomes que irá indicar ou que irá trocar.
A
Companhia Municipal de Urbanização de Goiânia (Comurg) exonerou, segunda-feira
(17), 346 funcionários comissionados. Uma decisão que teria relação com os
resultados das urnas, que contou com a participação de candidatos com
indicações ou influências dentro da Comurg.
Muitos
dos exonerados estavam em campanha por políticos que foram candidatos na
eleição deste ano. Dos que exercem influência na Comurg, apenas o vereador
Clécio Alves (Republicanos) se saiu vitorioso, conseguindo se eleger deputado
estadual. A vitória dele e a derrota da primeira-dama de Goiânia, Thelma Cruz
(Republicanos), teriam causado um mal-estar no Executivo.
Situação boa
Questionado
quanto à saúde financeira da Comurg e do Paço Municipal, hoje, o prefeito se
eximiu da responsabilidade e disse que a companhia apenas presta serviço para a
prefeitura e, por isso, as duas teriam cenários financeiros distintos.
Cruz
ainda afirmou que a situação financeira da prefeitura é boa. “(Mas) a Comurg é
uma empresa, ela não depende da prefeitura. É diferente. Então, todos os
contratos, todas as ações feitas com a Comurg não passam, não dependem do
prefeito, depende do presidente”, disse. Ele também tentou se desconectar das
exonerações realizadas na companhia. “Eu não tenho a mínima ideia nem de
quantos comissionados foram cortados”, alegou.
Apesar
do prefeito não ter definições ainda, está sendo feito um pente fino entre os
comissionados da prefeitura para saber qual a origem da sua indicação.
Especulações
no Paço Municipal é que indicados pelo ex-deputado federal Jovair Arantes
(Republicanos), por exemplo, podem sair do grupo de auxiliares do prefeito.
Quanto ao grupo de Brasília, o prefeito pretende tirar aqueles nomes que foram
indicações do presidente do Republicanos do Distrito Federal, Wanderley
Tavares, que perdeu força na prefeitura de Goiânia. Ele foi o responsável por
indicar os ex-secretários de Governo e de Finanças, Arthur Bernardes e Geraldo
Lourenço, respectivamente, cujas saídas marcaram a perda de força de Tavares.
O grupo chegou à prefeitura de
Goiânia
depois do rompimento de Cruz com a cúpula do MDB, liderada por Daniel Vilela,
vice-governador eleito. Os dois se reaproximaram durante a eleição estadual,
devido ao apoio de ambos à reeleição de Ronaldo Caiado (UB).
Há
a possibilidade de que secretários que se licenciaram da prefeitura para
disputar a eleição deste ano e não conseguiram se eleger voltem a ocupar
algumas pastas. Mas, conforme o apurado, as conversas nesse sentido ainda estão
por ser realizadas.
Rogério
Cruz quer preparar um secretariado que possa dar respostas às demandas
administrativas da sociedade e, ao mesmo tempo, preparar a gestão para o embate
eleitoral de 2924, quando ele deverá concorrer à reeleição. Assim, precisa, em
dois anos, fazer uma nova configuração político-partidária, além de cumprir as
metas de inauguração das obras prometidas à população.
O Paço
Municipal também estará atento à consolidação de forças políticas na Câmara
Municipal, não apenas para assegurar governabilidade, mas, também, ganho
eleitoral futuro. Por isso, a interlocução com vereadores e dirigentes
partidários será intensificada, a partir de agora, já que um dos focos é a
campanha eleitoral de daqui a dois anos.