Política

Temer decide pela neutralidade na disputa à Presidência em 2º turno

Redação DM

Publicado em 14 de outubro de 2022 às 17:20 | Atualizado há 4 anos

Depois
de votar no domingo do 1° turno em um colégio no Alto de Pinheiros, bairro
nobre da capital paulista, o ex-presidente Michel Temer, 82 anos, viajou a Londres para uma série de palestras
com investidores decidido a fazer um pronunciamento assim que voltasse ao
Brasil na quinta-feira da semana seguinte. Segundo
um auxiliar próximo ao emedebista,

Temer
teria dito que iria declarar apoio ao ex-ministro Tarcísio de Freitas
(Republicanos) na disputa pelo governo paulista e se posicionaria “contra o PT”
no plano nacional, mas ainda estava em dúvida sobre um apoio mais ou menos
incisivo ao presidente Jair Bolsonaro (PL).

Os
bolsonaristas estavam esperando essa declaração para fazer um contraponto à
“frente ampla” apresentada como trunfo pela campanha do ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT), que recebera a adesão de tucanos, ex-tucanos,
economistas e adversários históricos.

Sem
capital político para tentar novos voos eleitorais após deixar o Palácio do
Planalto, o ex-presidente tornou-se ao longo das eleições de 2022 um
conselheiro político requisitado e foi procurado por interlocutores do
presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(PT).

 “A insistência do Lula em falar de golpismo
causou muita chateação no Michel. Lula também foi muito grosseiro ao usar a
palavra escravocrata para falar sobre a reforma trabalhista”, contou o
ex-ministro Moreira Franco (MDB), um dos mais próximos amigos do ex-presidente.

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