Thiago Peixoto descarta concorrer à reeleição e critica Vilmar Rocha
Redação DM
Publicado em 16 de agosto de 2018 às 01:56 | Atualizado há 8 anos
O deputado federal Thiago Peixoto (PSD) confirmou, ontem, que não será candidato nestas eleições e que sua decisão é irreversível. “Saio com sentimento de dever cumprido”, afirmou ao Portal A Redação.
Thiago esclareceu ter ficado “chateado” com a forma com que o presidente do PSD em Goiás, Vilmar Rocha, conduziu a formação da chapa majoritária da base aliada, pela qual o deputado estava cotado para ser o candidato a vice do governador José Eliton. “O Vilmar me vetou para a vice, aí virou suplente de Marconi Perillo, disse que não vai participar da campanha ao governo, e queria que eu fosse candidato à reeleição. Fiquei chateado com ele”, afirmou. “Ele decide a vida dele, eu decido a minha.”
Thiago explicou que perdeu o estímulo para concorrer depois que seu nome para a vaga de vice na chapa foi barrado pelo presidente do seu próprio partido, o PSD. “Não foi por dinheiro, isso a gente arruma. Campanha pode faltar tudo, só não pode faltar disposição”, explicou, dizendo-se “aliviado” com sua decisão.
O deputado disse que deixará também a secretaria executiva do PSD em Goiás, mas ainda não decidiu sobre uma eventual desfiliação do partido. “Ainda tenho quatro meses de mandato e vou me dedicar a ele”, afirmou.
Thiago revelou que conversou, na última na segunda-feira, com o ex-governador Marconi Perillo e com o governador José Eliton sobre sua decisão. Eles queriam que eu me candidatasse, mas entenderam minha decisão. Ele também contou que recebeu apoio de seu pai, Flavio Peixoto, e de sua esposa, Paula: “Como sempre, tive o apoio de minha família.”
Thiago disse que é “zero” o risco de ir para a oposição. “Continuo na base aliada, apoiando a candidatura de José Eliton ao governo e vou colaborar no que for possível, onde tenho influência”, disse. “Acho que José Eliton é o candidato mais preparado para o próximo governador, considero temerário entregar o Estado a quem não tem experiência em gestão.”
O deputado adicionou que avalia alternativas como ”passar um tempo fora do Brasil“ ou participar de projetos no Terceiro setor. “Existe vida fora da política.“