Política

TSE rejeita pedido de ala lulista do MDB para adiar convenção

Redação DM

Publicado em 27 de julho de 2022 às 14:19 | Atualizado há 4 anos

O presidente do Tribunal
Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, indeferiu o pedido do prefeito de
Cacimbinhas (AL), Hugo Wanderley, aliado do senador Renan Calheiros (MDB-AL),
para adiar a convenção do MDB, prevista para ocorrer nesta quarta-feira, 27. O
evento deve marcar o lançamento da candidatura de Simone Tebet (MDB-MS) à
presidência da República.

A ação de Wanderley contra a
convenção do MDB foi baseada no fato de o evento ocorrer em formato digital, o
que, para o prefeito, poderia implicar na quebra de sigilo dos votos, que devem
ser secretos. Na decisão, Fachin considerou que não ficou comprovado o risco de
haver exposição dos votos.

Fachin acrescenta que a sua determinação não impede que, “caso constatada a efetiva violação do sigilo do voto durante a Convenção Partidária Ordinária do MDB, a ser realizada em 27.07.2022, a questão possa ser novamente visitada, contudo, diante de novo contexto fático e probatório”.

Jogou a toalha

Um dos principais líderes da ala lulista do MDB, o senador
Renan Calheiros (AL) jogou a toalha em sua ofensiva para tentar barrar a
candidatura da correligionária Simone Tebet (MDB-MS) ao Palácio do
Planalto.

A interlocutores, Renan admitiu nesta terça-feira (26/7) não haver mais nada a ser feito após o presidente do TSE, ministro Edson Fachin, rejeitar pedido para adiar a convenção que oficializará a candidatura de Tebet. A solicitação havia sido protocolada por Hugo Caju, aliado de longa data de Renan. O emedebista pediu ao TSE para adiar a convenção, marcada para acontecer de forma virtual nesta quarta-feira (27/7).

O golpe decisivo nas pretensões de Renan, dizem aliados do
emedebista alagoano, foi Fachin ter chancelado o sistema de votação contratado
pelo MDB.

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