Política

Upgrade da gestão Caiado vai acelerar social e obras

Redação DM

Publicado em 17 de novembro de 2022 às 16:57 | Atualizado há 2 anos

Na informática o upgrade significa um aprimoramento no sistema de alguma máquina. Pode ocorrer no software ou hardware. Esta atualização mantém parâmetros de eficiência geral e avança em outros, como velocidade e consistência de dados. É assim, por exemplo, com os SSDs, que são mais rápidos do que os HDs – pouco mais do que o dobro da velocidade. Já a geração 3.0, os NMVE, são ainda mais rápidos para carregar informações. Nas máquinas atualizadas, o puxamento de dados chega a ser instantâneo. Nas antigas, é possível tomar banho, sentar e ainda assim esperar a máquina abrir as informações gerais.

Na informática, portanto, atualizar é necessário. Nos governos também. Por isso Ronaldo Caiado vai adotar o sistema dos NMVE e SSDs. Reeleito pela segunda vez ainda no primeiro turno, o governador do União Brasil avançará para um mandato atualizado, com foco no aprimoramento das ações sociais e infraestrutura. Nos bastidores dizem que Caiado manterá a “placa mãe”, já que ela está eficiente e encaixa em várias políticas de sucesso.  

A nova equipe terá mais presença das forças políticas que apoiaram Caiado, caso do MDB. Ex-deputado federal Daniel Vilela, atual presidente da legenda, será um dos principais auxiliares de Ronaldo, já que, potencialmente, pleiteará o mandato de governador, em 2026. Ele vai tomar posse como vice-governador.

Nos bastidores, fala-se que Daniel poderia assumir ou contribuir, inclusive, com as pastas especuladas para cuidar do emprego ou mesmo o social, inicialmente pensado como um Banco Central dos mais pobres – missão que cumpriria ao lado do know how acumulado de Gracinha Caiado, presidente do Gabinete de Políticas Sociais (GPS).

 


			Gracinha Caiado, presidente de honra da OVG: primeira-dama abandonou estereotipo de primeira-dama inerte e atua em campo nas políticas sociais

Fonte: Reprodução


 

Outro gestor que poderá ajudar Caiado a formatar uma nova dinâmica é o secretário Adriano Rocha Lima, que auxiliou o governador em várias frentes – de negociação com segmentos, de atualização da máquina pública e remodelagem das pesquisas e dados da gestão. O secretário é escalado para as missões impossíveis e que exigem resiliência – foi um dos negociadores no diálogo extenuante com professores no primeiro mandato.

Pedro Salles, titular da Goinfra, também deve estar na nova interface de Caiado, ainda na condução da infraestrutura. É um dos secretários de confiança do governador.

Mudanças de gestão já começaram

Dentro da estrutura, já teve início o processo de renovação em algumas pastas – caso da Administração. Bruno d’Abadia deixou a Secretaria de Administração (Sead). Interino, o servidor Alexandre Rodrigues deve ser mantido até a formatação de mudanças tendo em vista o novo perfil político. Na Saúde, Sandro Batista foi substituído por Sérgio Alberto Vêncio. As mudanças parecem pontuais e transitórias.

A tendência é de que Ronaldo Caiado não abandone o Hard Disk (HD) da gestão que acaba em dezembro. A memória do primeiro mandato é positiva: ainda que atravessada pela pandemia, a gestão foi vencedora em quatro frentes de batalha: 1) segurança, 2) educação, 3) saúde e 4) políticas sociais.

Na educação, acumula vitórias – primeiro e segundo lugar no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Sua gestão conquistou os melhores índices de segurança pública em duas décadas – reduziu número de roubos, homicídios e erradicou o assustador Novo Cangaço. Segundo o deputado federal reeleito José Nelto (PP), Caiado conseguiu em pouco tempo fazer o que Marconi Perillo (PSDB), derrotado ao Senado, não conseguiu em duas décadas.  Na saúde, deverá avançar na entrega de hospitais, como o que pretende ser referência no combate do câncer. O Hospital Estadual de Águas Lindas é um dos compromissos: se arrasta há 20 anos e deve ser concluído nesta gestão.

O grande upgrade ocorrerá na luta contra a fome. O processamento desta política será novo, com muito mais agilidade.  Caiado pretende ampliar a Bolsa Aluno, Mães de Goiás e Aluguel Social, além de criar outros encaixes que visam incluir o cidadão ao estado de bem estar social. Sua política de centro-direita – diga-se, uma direita civilizada e europeia – deu certo na gestão 2019-2022, pois adotou três núcleos descentralizados, mas coesos – OVG, Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds) e GPS. Proporcionalmente, durante a pandemia, foi o Estado que mais investiu no social, superando a gestão de João Doria, em São Paulo.

Maior recuperação das malhas viárias

Na área de infraestrutura, Ronaldo Caiado prepara uma guinada: investimento maior na malha viária que atende o agronegócio – o segmento mais rico do Estado. O governador convocou o setor para ajudar na formatação de contribuição que arrecade valores a serem aplicados na customização das rodovias, superutilizada pela escoação de grãos.

O aporte de R$ 700 milhões a R$ 1 bilhão anuais através da contribuição proposta ajudaria o governo reestruturar novas políticas de infraestrutura após perdas de ICMS dos combustíveis, provocada por estratégia do Governo Federal, que buscava valores mais baixos para a gasolina. Dos estados do Centro-Oeste, Goiás é o único a não ter a contribuição do agro em vigor.   

O governador não antecipou as mudanças – a não ser aquelas em curso natural, como as modificações na secretaria de Administração e Saúde. As especulações seguem a obviedade, como a possível migração da Secretaria de Retomada (que atuou, ao lado da GoiásFomento, no auxílio ao empreendedorismo) para uma pasta que tenha a função de unir fomento ao empreendedor e geração de empregos.  

 


			Daniel Vilela, vice-governador reeleito e presidente
 do MDB: nome para auxiliar o governador em 
diversas frentes da nova gestão

Fonte: Reprodução


 

Entorno terá atenção redobrada

Outra mudança legislativa possível proposta por Ronaldo Caiado diz respeito ao Entorno do Distrito Federal. O governador já enviou projeto de lei para a criação da região metropolitana (RME) e o Conselho de Desenvolvimento Metropolitano do Entorno (Coderme)

.Caiado tem um desafio político para a região: ao ser criada, diante da propositura da regionalização de desenvolvimento da Constituição de 1988, a região foi excluída do Fundo Constitucional do Distrito Federal, que arrecada por ano cerca de R$ 15 bilhões junto ao Governo Federal.

Sem fundo para os municípios goianos, todo o peso da região (que recebe gente do Brasil inteiro) cai injustamente no colo de Goiás. Desde 2007, deputados federais goianos tentam – sem sucesso – acessar os recursos para ajudar o Entorno. Pode ser que Caiado consiga articular mais ações para as cidades que circundam o DF através do convencimento do presidente eleito, para que banque o fundo originalmente proposto.

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