Política

 “Vamos salvar Goiânia”

Redação DM

Publicado em 5 de novembro de 2015 às 23:36 | Atualizado há 11 anos

 O engenheiro Luiz Bittencourt defende uma ousada proposta: refundar a Capital e criar uma Nova Goiânia. Pré-candidato a prefeito da cidade pelo PTB, sacudiu o meio político com sua postulação e surgiu como um fato novo e nome capaz de enfrentar o ex-prefeito Iris Rezende, atual favorito na eleição.

O petebista diz que não recua e que em propostas efetivas e viáveis para transformar a Goiânia uma cidade global.  Ele lembra que Pedro Ludovico promoveu o salto modernizante do Estado em 1933, iniciando a construção da nova Capital. De lá para cá, diz Bittencourt, os problemas se acumularam e não houve uma reposta corajosa dos governantes, que só empurrar os impasses com a barriga”.

Para o pré-candidato, o momento de dar a “grande virada” é agora. “O nosso projeto é ousado e possível”. Ele fala, também, nesta entrevista ao Diário da Manhã de política, transporte coletivo e outros dramas da cidade.

Luiz Bittencourt foi duas vezes deputado estadual, três vezes deputado federal, tendo ocupado a presidência da Assembleia Legislativa e a secretaria estadual de Ciência e Tecnologia. Disputou a prefeitura de Goiânia nas eleições de 1992 e 1996. Antes do PTB, foi filiado ao PDC e PMDB.

                       

 A ÍNTEGRA DA ENTREVISTA

             

Afastado da vida político-partidária desde 2010, quando concluiu o seu terceiro mandato como deputado federal, por que o senhor retorna agora e já como pré-candidato a prefeito de Goiânia?

 Luiz Bittencourt – Parei de disputar eleições, mas continuei participando da vida pública de outras maneiras, como empresário, exercendo a engenharia, membro do PTB, e em movimentos da sociedade organizada. Neste período assisti a crescente irritação das pessoas com a administração municipal da nossa cidade. Os problemas se agravaram na segurança, saúde, transporte coletivo, no caos do transito, na burocracia, no aumento de impostos etc…,a qualidade de vida caiu.  Goiânia se transformou num caldeirão de insatisfações. Nasci e cresci aqui, sou engenheiro, conheço a cidade com a palma da minha mão, e posso contribuir para resolver nossos problemas. Fui presidente do CREA-GO, deputado estadual duas vezes, presidente da Assembleia, Secretário de Ciência e Tecnologia, deputado federal por três mandatos, disputei eleição para prefeitura duas vezes.

Agora, fui chamado pelo deputado Jovair Arantes para ser pré-candidato a prefeito pelo nosso partido e topei. Tenho certeza que posso contribuir com minha experiência e ideias para ajudar a resolver os problemas da cidade. Estamos discutindo isso interna e democraticamente no PTB. Depois vamos procurar a população nos bairros, os segmentos classistas, os movimentos sociais e outros partidos políticos para compor alianças dentro do nosso campo programático.

O economista

Angus Deaton, prêmio Nobel de Economia de 2015, diz que “as populações precisam que o governo os guiem para uma vida melhor”. O princípio é esse. Eu me afastei da vida partidária, me dediquei à vida profissional como engenheiro, trabalhando com meus filhos. Observando a situação de Goiânia, a necessidade de um debate sobre o futuro da nossa capital, em conversas com os companheiros do PTB, acabei recebendo um desafio do deputado federal Jovair Arantes, presidente estadual do partido, para enfrentar uma pré-candidatura. Vamos apresentar nossas ideias e as ideias do partido sobre a Goiânia que queremos, com um projeto consistente, ousado e viável sobre vários aspectos da realidade da cidade.

 DM – Quais são os problemas básicos, centrais de Goiânia e quais soluções você apresenta para saná-los?

 Luiz Bittencourt – O que é uma cidade? É um lugar para moradia, trabalho e lazer, que existe e cresce em função destes eixos e disso derivam questões complexas relacionadas à mobilidade, aproveitamento e conservação dos recursos naturais e do desenvolvimento econômico e tantas outras questões. Daí temos que ter um planejamento de curto médio e longo prazo para resolver nossos problemas.

Hoje a população de Goiânia está extremamente irritada. A cidade é um caldeirão de insatisfações, os serviços públicos são de baixa qualidade, a saúde não atende as demandas da sociedade, o transporte coletivo mal resolvido, caos no trânsito, burocracia crescente, aumento de impostos e, o pior, falta de um planejamento estratégico a médio e longo prazo para a cidade. Não dá para dizer que vai resolver com seis meses, não funciona. O resultado é o que estamos vendo. Vamos apresentar propostas concretas para resolver nossos maiores problemas, buscar as melhores cabeças, as mentes brilhantes, as pessoas mais preparadas de todos os partidos, das universidades, das entidades, de todos os segmentos da sociedade, governar com uma frente de inteligência e competência, com austeridade e criatividade. Fundamentalmente, a cidade precisa ter gestão e planejamento. Defendo uma sinergia com os governos estadual e federal para solucionar nossos problemas.

 DM – Eleito prefeito de Goiânia, quais são as prioridades de seu mandato?

 Luiz Bittencourt – Gestão, planejamento estratégico, eficiência, focar nas reais necessidades da população e deixar de contrariar a lei da gravidade. Ninguém aguenta mais as decisões de tecnocratas descompromissados que não sabem nada sobre o dia a dia das pessoas ou pouco se importam com isso. Temos que resolver os problemas estruturais, pensar na cidade como extensão de nossas casas. A administração, o prefeito tem que olhar do ponto de vista do cidadão do coletivo. A cidade tem que ser justa. Numa entrevista, num espaço tão curto é difícil entrar em detalhes, mas vamos mostrar nossas ideias durante a pré-campanha.

 DM – O senhor priorizaria, por exemplo, metrô de superfície?

  Luiz Bittencourt – O transporte coletivo tem opção de vários modais, como o metrô, o VLT, BRT, enfim muitas alternativas. O principal é estabelecer prioridades, que devem ser debatidas com a sociedade e com os usuários para encontrar soluções objetivas e adequadas. No final da década de 70, Goiânia recebeu um projeto do ex-prefeito de Curitiba, Jayme Lerner, quando se instalou o eixo-Anhanguera, no sentido Leste/Oeste. Dez anos depois, se instalou o eixo-Goiás Norte-Sul, com prolongamento para Aparecida. A partir daí não se inovou mais no transporte coletivo da cidade. Nossa topografia é plana, favorável ao transporte sobre rodas, de ônibus, isso é favorável para oferecer um sistema de transporte coletivo, de qualidade. Falta Gestão. Temos que avançar utilizando das ferramentas apontadas no plano diretor e a uma visão estratégica de ocupação de espacial. Tudo vai demandar um planejamento de curto, médio e longo prazo. Não existe solução mágica. No passado um candidato disse “vou resolver os problemas do transporte de coletivo em seis meses”, já se passaram mais de 10 anos e os problemas persistem nesta área. Recentemente, foi publicada uma pesquisa em que 73,3 % da população consideram o transporte coletivo péssimo e ruim, sendo 47%, 26% ruim e 86,7% acham que piorou nos últimos dois anos e não estão satisfeitos com o transporte coletivo da Capital. A solução está no transporte de qualidade.

  DM – Qual a avaliação que o senhor faz da gestão Paulo Garcia?

 Luiz Bittencourt – Eu não costumo avaliar gestão de ninguém. Todos nós sabemos que ele recebeu uma prefeitura com graves problemas, principalmente financeiros, existia um desequilíbrio orçamentário enorme, mais era uma relação política de continuísmo. A prefeitura foi usada como plataforma de um projeto político pessoal, para alcançar o governo do estado, ele ficou calado e está pagando o pato. Percebo uma insatisfação enorme da população em relação à atual administração da cidade. A qualidade dos serviços prestados é ruim. Há dificuldades no trânsito, na saúde, no transporte coletivo, na segurança, uma burocracia crescente, obras de baixa qualidade, enfim, falta um ambiente favorável para crescimento, não temos projeto econômico, a cidade vive um momento de estagnação. Goiânia perdeu o seu papel nacional entre as capitais, e sua influência de liderança na região Centro Oeste e Norte do país. É preciso encontrar um novo caminho, interromper esta tendência negativa, para que Goiânia seja reinserida num novo contexto, estabelecendo metas ousadas de planejamento e de gestão e eficiência.

Vamos salvar Goiânia.

DM – Desde que o senhor se colocou como pré-candidato a prefeito de Goiânia, houve um alvoroço, na base aliada do governador Marconi Perillo, de lideranças favoráveis e contrárias à decisão do PTB. O ex-prefeito Nion Albernaz, seu adversário em 1996, reprovou a sua pretensão de concorrer ao Paço. Como recebe essas críticas?

 Luiz Bittencourt – Sou filiado ao PTB e a decisão da minha pré-candidatura se dá no âmbito do meu partido. Estou ouvindo a opinião dos deputados estadual, deputado federal, prefeitos, vereadores, lideranças que são vinculadas ao PTB. Sou pré-candidato para valer. Não há recuo, não há retorno desta decisão. Posso garantir: o PTB não fará acordo de cúpula ou conchavos em gabinetes refrigerados. A partir dessa mobilização interna, vamos conversar com outras siglas partidárias, vamos nos reunir com os segmentos organizados da sociedade para discutir um projeto para Goiânia. Iremos realizar uma campanha de alto nível. Queremos, na futura campanha, melhorar o conteúdo dos debates e apresentar propostas modernas, avançadas, exequíveis para resolver os problemas que enfrentamos na cidade.

 DM – O senhor não acha que está na hora de superar as divergências com o ex-prefeito Nion Albernaz, depois do mal- estar que predominou na campanha eleitoral de 1996?

 Luiz Bittencourt – Não vou polemizar com o ex-prefeito. Eu não tenho diferenças pessoais e política com ninguém. Participei de duas eleições para a prefeitura de Goiânia, uma em 1992 e a outra em 1996. Já se passaram mais de vinte anos. A vida passa, as pessoas mudam, a realidade do dia a dia se transforma a cada minuto. Amadureci muito neste período. Estudei, aprendi, com muita humildade. Não quero ficar falando do passado, quero debater o futuro, discutir soluções para Goiânia de hoje. Estou preocupado em contribuir com o PTB, e viabilizar meu projeto como pré-candidato a prefeito. Acima de tudo, quero apresentar propostas, oferecer ideias e apresentar soluções para os graves problemas da cidade. Quero estar presente no debate sobre Goiânia de 2016, 2020, 2050, do nosso futuro. É isso que a população espera dos pretensos pré-candidatos.

 DM – Ao dizer que vai fazer campanha de alto nível em 2016, o senhor faz uma mea-culpa, já que o ex-prefeito Nion Albernaz o acusa de ter atuado, em 1996, de forma agressiva e com ataques pessoais?

Luiz Bittencourt – Desafio qualquer um neste Estado a apresentar uma agressão que eu tenha feito a qualquer pessoa. Sempre disputei minhas eleições com propostas para presidente do CREA-GO, deputado estadual, deputado federal, secretário estadual de Ciência e Tecnologia, presidente da Assembleia Legislativa e não há nada que manche o meu currículo na vida pública.

 DM – Então, não há chances de reaproximação política entre o senhor e o ex-prefeito Nion Albernaz?

 Luiz Bittencourt – O que tenho a dizer é que eu não quero alimentar fatos que ocorreram há 20 anos e nada representam em relação aos acontecimentos de hoje. Vamos discutir em 2016 as eleições para a prefeitura de Goiânia, quando se sabe que a cidade tem problemas administrativos graves para serem resolvidos. A concentração de esforços no PTB é a de consolidar a nossa pré-candidatura, fazer alianças partidárias, conversar com a cidade, apresentar um projeto de governo e convencer a sociedade que temos boas ideias para a gestão de Goiânia.

 DM – Na sua opinião, a base do governador Marconi Perillo deve agir como no passado, lançar candidatura única à prefeitura de Goiânia ou permitir o surgimento de vários nomes para uma possível união no segundo turno?

 Luiz Bittencourt – Estou convencido de que pelo menos seis candidatos concorrerão em Goiânia: PMDB, PT, PSDB, PTB, PSD e PSB. A cidade merece um amplo debate de conteúdo. É importante que os políticos estejam envolvidos neste debate sobre os novos rumos para cidade.

  DM – As primeiras sondagens sobre a sucessão em Goiânia apontam o favoritismo de Iris Rezende. Seria imbatível o ex-prefeito?

 Luiz Bittencourt – Se fosse prevalecer pesquisa, não haveria necessidade de se realizar eleições. Assim, quem estivesse em primeiro lugar, logo seria nomeado prefeito. Mas a regra do sistema político exige eleições democráticas e abertas. Quantos favoritos já perderam eleições. É natural que no início de campanha, o candidato que é mais conhecido saia na frente nas pesquisas, mas no curso da campanha dos debates o cenário pode mudar. Iris é um candidato forte, mas não imbatível. Todo mundo se lembra quando, em 1998, Iris Rezende era favorito, imbatível e deu no que deu, com a vitória surpreendente de Marconi Perillo.

                

Mas quais são suas propostas para a Prefeitura de Goiânia?

Luiz Bittencourt –  Pedro Ludovico promoveu a grande revolução modernizadora de Goiás. Em 1933, fundou a nova capital e transformou os rumos do Estado. Chegou a hora de refundar a Capital, criar a Nova Goiânia, com oportunidades iguais para todos. Uma cidade global, onde as pessoas sejam respeitadas e possam ser felizes. Onde o transporte coletivo funcione e o trânsito flua bem. Que sejam os cidadãos atendidas em suas necessidades de saúde, educação e segurança. Que a juventude tenha perspectivas, lazer e emprego decente. Que os idosos possam aproveitar bem a vida depois de muito trabalho.

Para isso,nossa principal proposta é realizar grande reforma urbana em Goiânia, com o foco claro em um desenvolvimento voltado para as pessoas. Com o envolvimento de toda a sociedade, vamos formular um planejamento de curto, médio e longo prazo. Não se trata de uma mudança cosméstica, mas de uma profunda e bem planejada transformação da cidade.

Hoje, Goiânia é uma cidade dividida, com uma grande fragmentação, assentada na desigualdade e o isolamento, uma cidade que beneficia a uns poucos apenas. Isso tem de mudar. Nosso objetivo é dar aos ricos e aos pobres educação, transporte, serviços e arquitetura pública de igual qualidade. Não temos que planejar somente os próximos anos, mas pensar a longo prazo para colocar Goiânia como referência no Brasil e até numa posição de destaque no cenário global. No mundo de hoje, isso não é uma utopia irrealizável.

Com esta reforma urbana, podemos colocar Goiânia como uma das cidades mais modernas e sustentáveis do mundo. Sim, isso é possível.

DM – Mas como fazer isso?

Luiz Bittencourt – Com muito trabalho, ideais boas e envolvimento de toda a sociedade. Um governo horizontal que ouça, dialogue com a sociedade inteira. É preciso mudar a mentalidade sobre as cidades. Para ter uma governança urbana efetiva, nós, pensando como sociedade, devemos superar velhas mentalidades e criar uma nova cultura política. Minha proposta é fazer uma gestão técnica mirando nos interesses da maioria da sociedade. Com inovação, criatividade e liderança, vamos lançar as sementes da transformação e trabalhar efetivamente para que Goiânia alcance o status de cidade global. Sim, isso é possível.

DM – Isso não é muito utópico? Mas e os serviços básicos?

Luiz Bittencourt – Não. Outras cidades conseguiram isso. Com um trabalho persistente, adesão da sociedade e projetos exequíveis e inovadores. Temos de cuidar do trânsito e da coleta de lixo de forma tão premente quanto pensar em atrair empresas multinacionais e de mentes brilhantes.

DM – E no âmbito da administração, o que o senhor propõe?

Goiânia tem de avançar para ser uma cidade digital. Isso vai muito além de se oferecer serviços internet sem fio para a população. Cidade Digital é modernizar a gestão pública e oferecer novos serviços e facilidades para as pessoas, e, principalmente, levar aos seus habitantes uma nova perspectiva de cidadania. Investir na modernização da administração pública, com instalação de telecentros e terminais para consultas e reclamações, por exemplo, a custos reduzidos. Na segurança, instalação de câmeras de vigilância via internet em pontos mais vulneráveis da cidade. E outras ações importantes nesta área.

DM – Tem planos para a economia da cidade?

Luiz Bittencourt – Temos de combinar práticas globais e locais para tornar a cidade mais estimulantes para um saudável ambiente de negócios e para se viver. Isso vale para qualquer cidade no mundo globalizado de hoje.  Goiânia tem de ser uma cidade vibrante, moderna e inovadora tanto para o turismo e negócios como para restabelecer a autoestima de sua população.Tirar a cidade do marasmo.

DM – Como fazer isso?

Luiz Bittencourt – Em primeiro lugar, a Prefeitura precisa envolver a comunidade a em sua totalidade para estabelecer o  consenso e aceitação de uma visão de cidade moderna e inovadora.

DM – Quais seriam as ações concretas?

Luiz Bittencourt – Por que não criar, por exemplo, um grande parque de inovação, junto com o governo do Estado, para atrair e desenvolver profissionais da área de tecnologia e empresas do ramo?

DM – Existe viabilidade nestes projetos todos?

Luiz Bittencourt – Claro. Temos de seguir a lição de outras cidades bem-sucedidas. Não precisa reinventar a roda. Um exemplo: criar um conselho diretor formado por empresários, entidades, cidadãos e acadêmicos para ajudar a gerir os recursos do município e a pensar seu futuro. Estamos muito atrasados, mas, felizmente, boas ideias para transformar nossas cidades não faltam.

DM – E o transporte coletivo?

Luiz Bittencourt – É um assunto complexo, mas temos de investir em todos os meios. Investir na rede de ciclovias, mas bem-feitas e seguras e não improvisadas como agora. Assim, o cidadão teria como andar pela cidade usando o meio de transporte mais conveniente – e não sempre o mesmo. Isso ajuda a resolver o problema do trânsito e ainda contribui com a saúde e a qualidade de vida das pessoas. Exigir das empresas de transporte que cumpram com suas obrigações e respeitem o usuário. Se o transporte coletivo funcionar, ajuda a melhorar o trânsito também. E temos de ter coragem de realizar grandes intervenções viárias na cidade. E não podemos nos escorar nas desculpas de que não tem dinheiro. O governante tem de ser criativo e capaz de criar as alternativas, acabando com os ralos do desperdício e da corrupção, por exemplo.

DM – Qual foi o melhor prefeito de Goiânia?

 Luiz Bittencourt – Não quero estabelecer julgamento. Cada prefeito, em sua época, ofereceu contribuição sua à cidade, dentro da realidade do momento e das circunstancias que administrava.

                Quem são as suas referências políticas?

-Juscelino Kubitschek, Alfredo Nasser e Mauro Borges.

Frases

“Prefiro não julgar a gestão de Paulo Garcia, mas percebo uma insatisfação enorme da população em relação à atual administração da cidade”

“Não vou polemizar com o ex-prefeito Nion Albernaz. Eu não tenho diferenças pessoais e política com ninguém.

Não quero ficar falando do passado, quero debater o futuro, discutir soluções para Goiânia de hoje”

“Iris Rezende é um candidato forte, mas não é imbatível. O próprio peemedebista já foi favorito em eleição para governador e perdeu”

PERFIL

Luiz Bittencourt         

Formado em Engenharia Civil         

Filho do ex-vice governador José Luiz Bittencourt         

Ex-presidente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea)         

Deputado Estadual, suplente do PDC, 12ª Legislatura, 1991-1995. Tomou posse em 13.01.93, permanecendo no cargo até 31.12.94         

Candidato a Prefeito de Goiânia em 1992 pelo PMDB, não se elegendo         

Deputado Estadual, PMDB, 13ª Legislatura, 1995-1998         

Presidente da Assembléia Legislativa, 1995-1996         

Candidato a Prefeito de Goiânia pelo PMDB, em 1996, disputou, no 2º turno, com         

Deputado Federal, PMDB, 1999-2003         

Deputado Federal, PMDB, 2003-2007         

Deputado Federal, PMDB, 2007-201         

Secretário estadual de Ciência e Tecnologia

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