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Anvisa aprova venda de teste de HIV

Redação DM

Publicado em 21 de novembro de 2015 às 22:52 | Atualizado há 1 ano

Pessoas que eventualmente, não se sentem à vontade para ir a um centro de saúde ou laboratório para fazer, em um primeiro momento, o exame de detecção do vírus causador da Aids, poderão realizar o teste em casa, no horário e da forma de preferência. Isso porque Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, na última sexta-feira (20), que empresas interessadas iniciem processo de venda, em farmácia, do teste de análise da presença do HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana). O método consiste em um autoexame feito por meio da saliva, retirada da gengiva e da mucosa da bochecha.

A técnica é semelhante a um teste rápido de gravidez e funciona como uma forma de triagem, que depois necessita de confirmação, alerta a presidente do Conselho Regional de Farmácia do Estado de Goiás (CRF-GO), Ernestina Rocha. Ela ainda reconhece a tecnologia como avanço na área da saúde, porém alerta que ele não invalida o teste oferecido na rede pública, com presença de um profissional e estrutura laboratorial. De acordo com a profissional essa necessidade ocorre já que há tanto a possibilidade do autoexame ser falso negativo, quanto falso positivo.

Sinal Vermelho

Para a realização do autoexame, é essencial ficar 30 minutos sem comer, beber, fumar e escovar os dentes, além de ter que retirar a maquiagem. O fluido a ser analisado deve ser extraído da gengiva e do começo da mucosa da bochecha com o auxílio de uma haste coletora. Depois de 30 minutos, se uma linha vermelha aparecer, significa que não é reagente. Caso apareçam duas linhas vermelhas, é sinal de que há anticorpos HIV naquela amostra, sendo assim, o resultado é positivo. Vale ressaltar que ter o vírus HIV não é o mesmo que ter Aids.

No Brasil, de acordo com estimativas divulgadas em março passado pelo Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s), Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, há 734 mil pessoas com o vírus, das quais 589 mil foram diagnosticadas e 404 mil já estão em tratamento.

Regras

Contudo, a aprovação da Anvisa traz ressalvas relevantes na comercialização do teste. A bula dos produtos vendidos em farmácias deverá ser detalhada para que não ocorram dúvidas no momento do uso. Também deve conter orientação para que o usuário procure o serviço de saúde, em caso positivo para o vírus. Informações sobre os riscos de falha no resultado devem ser estampadas nas embalagens, trazer ainda o telefone do Disque Saúde (serviço do Ministério da Saúde) e de uma central telefônica. Esta última tem de ser mantida em funcionamento pela empresa de modo ininterrupto com intuito de oferecer orientações ao consumidor, eventualmente.

Outra medida é que os rótulos contenham orientações de que o resultado pode ser alterado devido a fatores da janela imunológica, que consiste num intervalo de tempo entre a infecção pelo HIV e a produção de anticorpos no sangue.

Teste realizado em casa: uma linha vermelha é negativo para o HIV, já duas linhas significa positivo para o vírus que pode provocar a Aids

Duas faces do mal

Ator admitiu em programa de TV ser portador do vírus HIV

Recentemente o ator norte-americano Charlie Sheen, 50 anos, declarou publicamente ser HIV positivo, o que não significa que tenha Aids. O anuncio foi feito durante entrevista ao programa Today, da emissora NBC. O indivíduo portador do vírus não necessariamente vai desenvolver a doença.

O paciente soropositivo quando tratado consegue ter uma vida normal sem manifestar a Aids, que é uma infecção que atinge o sistema de defesa do corpo. Atualmente, é possível que mulheres soropositivas planejem uma gravidez com segurança. Na ocasião, seguindo tratamento adequado os riscos de transmissão da doença de uma mãe para o bebê é de 3%.

Com ausência de tratamento, quanto mais o HIV avança no organismo, mais o sistema imunológico fica comprometido e se torna cada vez mais difícil para o corpo se defender de infecções. A partir daí um simples resfriado pode ser mortal. O Ministério da Saúde esclarece que esse processo entre a infecção e o surgimento da Aids é silencioso e pode demorar de seis meses até 10 anos para que os primeiros sinais surjam.

Dessa forma, o indivíduo infectado, sem ter conhecimento da presença do HIV, contamina outras pessoas. Por isso, é importante descobrir precocemente a presença do vírus. Assim, sempre que passar por situações de risco, a pessoa deve fazer os testes de verificação da doença. Além disso, manter relação sexual com uso de preservativo ainda é a melhor forma de evitar as DST’s.

Saiba mais

O que é Aids?

Aids, na sigla traduzida do inglês, significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. A doença se manisfesta após a infecção do organismo humano pelo HIV, ou Vírus da Imunodeficiência Humana, também traduzido da sigla em inglês. Mas o vírus tem um longo período de incubação antes do surgimento dos sintomas da doença, infecção das células do sangue e do sistema nervoso. Por isso, uma pessoa pode ser portadora do vírus sem necessariamente estar com Aids.

O que é HIV?

O Vírus da Imunodeficiência Adquirida é o vírus causador da Aids. Ao entrar no organismo humano, ele se instala nas células do sistema imunológico, responsáveis pela defesa do corpo. As células mais atingidas pelo HIV são os linfócitos CD4+, justamente aquelas que comandam a resposta específica do corpo diante de agentes como vírus e bactérias.

Comportamentos de risco

São considerados comportamentos de risco as ações que podem vir a resultar uma infecção pelo vírus HIV. Ter uma relação sexual (homo ou heterossexual) com pessoa infectada, sem o uso de preservativos. Compartilhar seringas e agulhas, principalmente no uso de drogas injetáveis. Transfusão de sangue contaminado pelo HIV. Reutilização de objetos cortantes com presença de sangue ou fluidos contaminados pelo HIV.

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