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Novembro Azul: um mês que quebra preconceitos em prol da saúde do homem

Redação DM

Publicado em 4 de novembro de 2021 às 15:53 | Atualizado há 2 anos


O mês de novembro é marcado pela campanha Novembro Azul, que promove a conscientização sobre o câncer de próstata, muitas vezes subestimado devido ao preconceito por conta do exame que é feito.

Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que o câncer de próstata é o mais comum entre os homens, abrangendo 29% dos diagnósticos da doença no Brasil.

A falta de informação e o preconceito que envolve toda uma questão sociocultural é a barreira que muitos homens constroem entre eles e o consultório médico, resultando em um diagnóstico tardio. O Novembro Azul tem desconstruído muitos tabus que afetam essa fase da vida do homem, porém, muitos ainda se recusam a realizar o exame por medo ou até pelo fato de que o procedimento possa “ferir” sua masculinidade.

O que acaba ferindo, na verdade, são as consequências que esse preconceito causa. Segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), a mortalidade por câncer de próstata teve um aumento por volta de 10% em cinco anos, subindo de 14.542 óbitos, em 2015, para 16.033 vítimas, em 2019.

O médico urologista Fernando Cruvinel ressalta que o Novembro Azul têm contribuído para o aumento das chances de cura do câncer de próstata.

“Esse movimento, que surgiu há 20 anos foi abraçado pela população masculina e contribuiu bastante para o diagnóstico cada vez mais precoce e aumentou as chances de cura. Ressalto que o Novembro Azul nasceu como um movimento contra o câncer mais comum entre os homens. Porém, tornou-se hoje algo muito maior: simboliza atualmente um mês dedicado a saúde masculina, com a realização de consultas, exames, campanhas de conscientização e quebras de tabus e preconceitos”, disse.



Fernando Cruvinel, médico urologista. (Foto: Arquivo Pessoal)

Fernando destaca também que notou uma presença maior dos homens nos consultórios ao longo dos anos e explica que o exame não afeta a masculinidade. “Felizmente, notamos a cada ano uma maior presença dos homens que vão ao consultório com o intuito de se prevenir e melhorar a qualidade de vida. E esse preconceito em relação ao simples exame vem diminuindo. A população vem aprendendo que homem de verdade é aquele que busca saúde para viver bem e que cuida de si e da família. O exame do toque não interfere em nada na masculinidade. É rápido, indolor e não traz nenhuma sequela”, explica o médico.

Segundo o médico, a avaliação rotineira é de grande importância, já que o câncer de próstata é o tumor mais comum na população masculina, e faz um alerta sobre a doença. “O câncer de próstata não dá nenhum sintoma em suas fases iniciais, por isso reforçamos no Novembro Azul a realização de exames de rotina anuais para o diagnóstico precoce da doença. É justamente nesse estágio inicial que a doença oferece grandes chances de cura se diagnosticada precocemente.”

A prevenção do câncer de próstata vai muito além dos paradigmas impostos pela sociedade, é uma questão de saúde pública que interfere na vida da sociedade como um todo, desde quem realiza o exame até os parentes próximos. Por isso é importante saber escutar profissionais para quebrar tabus e não semear a falácia que tanto prejudica a sociedade em geral.

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