Otoni quer discussão sobre nomes para vice de Lula, além de Alckmin
Redação DM
Publicado em 27 de janeiro de 2022 às 14:48 | Atualizado há 4 anos
O deputado federal Rubens Otoni (PT) afirmou, em entrevista à rádio Sagres nesta quarta-feira (26), que não é um dos petistas que condenam a possível indicação do ex-governador Geraldo Alckmin para ser vice-presidente na chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, Otoni acredita que essa aliança não está definida e que há outros nomes à disposição de Lula.
“Não condeno, mas não faço defesa porque Alckmin é apenas uma das possibilidades. Várias possibilidades estão sendo construídas, então precisamos ter tranquilidade, equilíbrio e maturidade para, na hora certa e oportuna, avaliar e ver qual mais se adequa ao ponto de vista da construção de federação, das coligações e da governabilidade do possível governo. O momento ainda não é de decisão”, afirmou à rádio Sagres.
Em entrevista a blogs de esquerda, no dia 10 de janeiro, Lula informou que não busca alianças ideológicas neste momento, e que Alckmin, atualmente sem partido, pode, sim, compor alianças em prol de uma campanha visando a vitória para presidente e projetos estratégicos, como a reforma tributária.
“Espero que Alckmin esteja junto, sendo vice ou não, porque me parece que ele se decidiu fazer oposição definitiva não apenas ao Bolsonaro, mas ao ‘dorismo’ aqui em São Paulo”, disse Lula. “O PSDB não é o PSDB social-democrata do Mário Covas, do Fernando Henrique Cardoso, do José Serra no período de Constituinte, no tempo do Franco Montoro“, completou o ex-presidente.
Conversa com Marconi
Sobre a informação de que Lula teria se reunido com o ex-governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), Otoni destacou que o encontro não existiu. “O diálogo sempre pode existir, é importante que existe independente das composições. O que eu disse é que não houve a conversa entre o ex-governador de Goiás e o ex-presidente Lula. O pessoal coloca como fato consumado e depois começa a repercutir”, disse.
Rubens Otoni percorre o interior do estado para fortalecer a chapa proporcional do PT – deputado federal e deputado estadual às eleições deste ano – e também para a majoritária governador e senador. “A pré-campanha do PT está crescendo em Goiás. Há um entusiasmo com a volta de Lula à presidência da República”.
O parlamentar elogiou a posição do professor Wolmir Amado de colocar seu nome à disposição do PT para uma eventual candidatura ao governo de Goiás. “Amado é militante histórico, com uma folha de serviços prestados à educação em Goiás”.