Pequena história da contagem
Redação DM
Publicado em 9 de dezembro de 2020 às 17:08 | Atualizado há 6 anos
Por Tarek Chaher Kalaoun
O uso dos algarismos nos parece tão natural que parece ser inata, a primeira Informação ensinada pelos pais ensina a suas crianças é contar, porém poucos conhecem a história por trás desses algarismos.A necessidade de contar fez com que o ser humano pensasse no número. Há aproximadamente 1900 a 1800 a. C. surge a mais antiga numeração escrita, pastores de ovelhas necessitavam de saber quantas ovelhas entraram e saíram do curral.
Para cada ovelha que entrou, o pastor deixava uma pedrinha e para cada ovelha que saísse retirava uma pedra. As vezes sobrava pedra, isso quer dizer que está faltando ovelha e as vezes faltavam pedras, então algumas ovelhas de outros pastores se misturaram, surge, então, a ideia de adição e subtração. Os indígenas do Papua Nova Guiné “contavam visualmente” com uma técnica corporal: Toca-se sucessivamente um por um os dedos da mão direita a partir do menor, em seguida o pulso, o cotovelo, o ombro, a orelha e o olho do lado direito.
Depois se toca o nariz, a boca, o olho, a orelha, o ombro, o cotovelo e o pulso do lado esquerdo, acabando no dedo mindinho da mão esquerda. Chega-se assim ao número 22. Se isto não bastasse, acrescentam-se primeiramente o tórax, os quadris e a parte íntima, depois os joelhos, os tornozelos e os dedos dos pés direito e esquerdo.
O que permitiu atingir dezenove unidades suplementares, ou seja, 41 no total. E assim começa o desenvolvimento da aritmética. Existiram vários métodos de contagem até chegar aos nossos algarismos. Desta maneira ficou conhecido aqui uma parte ínfima do processo de contagem atravessando séculos, pandemias, epidemias, guerras, porém o conhecimento não para por aqui.
Tarek Chaher Kalaoun
Graduado em licenciatura em Física pela UCG e mestre em Ciências da religião pela PUC-GO – Professor de Física e Cálculo na Centro Universitário UniAraguaia.