Brasil

Família acusa empresário de aplicar golpe de R$ 3,6 milhões contra idoso, em Pires do Rio

Redação DM

Publicado em 9 de outubro de 2020 às 16:05 | Atualizado há 2 anos


Comprovante de depósito de R$ 3,6 milhões, em Goiás -Foto: (Eronildes Dias/Arquivo pessoal)

A caixa econômica, informou que não pode repassar informações sobre transferências de clientes, por respeito ao sigilo bancário, mas que esses dados são encaminhados à Polícia Civil, quando solicitados.

Até o momento o inquérito do caso instaurado no dia 7 de dezembro de 2018, não foi concluído. A Polícia Civil não informou como anda a investigação do caso e porque a demora para concluir o inquérito.

No depoimento prestado a polícia o empresário afirmou que recebeu o valor como uma “dívida de gratidão”. Mas, a família contesta essa versão. Segundo a nora do idoso, a administradora Eronildes Dias, nora de Georges, ele sempre foi muito econômico e tinha o perfil de guardar dinheiro.

“Ele jamais faria isso [a transferência]. Era todo o valor das economias dele, que ele juntou durante uma vida toda. Todo mundo que o conhece sabe que ele não faria isso em sã consciência”, diz.



Guia de retirada de R$ 3,6 milhões, em Pires do Rio, Goiás -Foto: (Eronildes Dias/Arquivo pessoal)

A mulher ainda afirma que o homem que recebeu a transferência milionária se aproximou de Georges de má-fé, ao saber que ele estava debilitado e com confusão mental.

O único herdeiro de George, Daniel, era quem cuidava do idoso. Ele teve a paternidade reconhecida em 2010, por meio de um exame de DNA, mas se tornou o representante legal do pai em setembro de 2018. Assim que o idoso foi considerado juridicamente incapaz, Daniel assumiu a gestão dos bens. De acordo com o advogado Júlio Campos, laudos médicos indicam que ele não tem as faculdades mentais há algum tempo.

Segundo a nora, o tratamento do idoso gira em torno de R$ 15 mil por mês e a família passa por dificuldades para custear todas as necessidades médicas de Georges.



Uma família está acusando um empresário de ter aplicado um golpe de mais R$ 3,6 milhões contra um idoso, em Pires do Rio, na região sudeste de Goiás. Segundo Júlio Campos, advogado da família, há uma forte suspeita de que Georges Hafrail Haddad, de 91 anos, foi induzido a assinar a autorização da transferência ou teve a assinatura falsificada. O caso é investigado pela Polícia Civil.

De acordo com o advogado, o idoso não estava em sua plena capacidade mental, pois tem sequelas decorrentes de Acidente Vascular Cerebral (AVC). A transferência para a conta do empresário Eurico Carneiro de Oliveira foi realizada em janeiro de 2018, mas a família de Georges só descobriu o fato meses depois, em dezembro, quando o único filho dele, Daniel Haddad, já estava com a curatela do idoso.

Para o G1, o advogado Saulo Medeiros Júnior, que representa Eurico Carneiro, informou, por telefone, que as acusações não procedem e que está sendo realizada uma perícia pelo Instituto de Criminalística de Goiás para comprovar que não houve falsificação da assinatura.

“A esposa do Eurico é prima do senhor Georges. Eles conviveram a vida toda, o Eurico sempre cuidou do Georges, muito antes do filho dele aparecer, que só foi reconhecido há alguns anos. Importante destacar também que na época da transferência, o senhor Georges tinha total lucidez, o que os laudos médicos podem comprovar. Ele assinou a transferência na presença de um tabelião e tudo vai ficar comprovado pela perícia, que deve estar sendo concluída”, afirmou.

Ao perceber que toda a economia do pai, que estava em uma conta poupança da Caixa Econômica Federal e em outra conta bancária, havia sumido, Daniel resolveu denunciar o caso ao Ministério Público de Goiás (MP-GO).



Comprovante de depósito de R$ 3,6 milhões, em Goiás -Foto: (Eronildes Dias/Arquivo pessoal)

A caixa econômica, informou que não pode repassar informações sobre transferências de clientes, por respeito ao sigilo bancário, mas que esses dados são encaminhados à Polícia Civil, quando solicitados.

Até o momento o inquérito do caso instaurado no dia 7 de dezembro de 2018, não foi concluído. A Polícia Civil não informou como anda a investigação do caso e porque a demora para concluir o inquérito.

No depoimento prestado a polícia o empresário afirmou que recebeu o valor como uma “dívida de gratidão”. Mas, a família contesta essa versão. Segundo a nora do idoso, a administradora Eronildes Dias, nora de Georges, ele sempre foi muito econômico e tinha o perfil de guardar dinheiro.

“Ele jamais faria isso [a transferência]. Era todo o valor das economias dele, que ele juntou durante uma vida toda. Todo mundo que o conhece sabe que ele não faria isso em sã consciência”, diz.



Guia de retirada de R$ 3,6 milhões, em Pires do Rio, Goiás -Foto: (Eronildes Dias/Arquivo pessoal)

A mulher ainda afirma que o homem que recebeu a transferência milionária se aproximou de Georges de má-fé, ao saber que ele estava debilitado e com confusão mental.

O único herdeiro de George, Daniel, era quem cuidava do idoso. Ele teve a paternidade reconhecida em 2010, por meio de um exame de DNA, mas se tornou o representante legal do pai em setembro de 2018. Assim que o idoso foi considerado juridicamente incapaz, Daniel assumiu a gestão dos bens. De acordo com o advogado Júlio Campos, laudos médicos indicam que ele não tem as faculdades mentais há algum tempo.

Segundo a nora, o tratamento do idoso gira em torno de R$ 15 mil por mês e a família passa por dificuldades para custear todas as necessidades médicas de Georges.


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