Justiça suspende assembleia da PEMEG
Redação DM
Publicado em 2 de outubro de 2020 às 20:59 | Atualizado há 6 anos
A Assembleia Geral Ordinária e outra Extraordinária marcada para este sábado pelo presidente do Pecúlio Maçônico do Estado de Goiás (PEMEG), foi suspensa através de uma liminar concedida na tarde desta sexta-feira (2/10) pelo juiz de Direito Ricardo Silveira Dourado.
A medida liminar de tutela de urgência foi concedida após uma ação movida pela loja Lealdade e Justiça, que pediu a suspensão da assembleia na qual seria tratado inicialmente a mudança no estatuto da casa e a venda de um imóvel, compra de outro para construção de outra, na qual a obra poderia custar o equivalente a R$ 6 milhões.
A assembleia que iria discutir tais temas, seria realizada de forma virtual, na qual apenas conforme o apurado, os participantes com direito de voto teriam acesso.
Ontem divulgamos a insatisfação de outras lojas acerca do tema, que se manifestaram contrárias a assembleia e a discussão em si. O presidente da PEMEG, Thiago de Allan Kardec, respondeu por meio de nota, que o valor citado na matéria de ontem não condiz com o que foi repassado, que na verdade seria feita a aquisição de um imóvel que vale mais de R$ 2,2 milhões, e que a oferta é de R$ 1,5 mi, e que em todo processo político vai ter apoiadores e opositores.
Ainda conforme o presidente da PEMEG, a diretoria vai buscar a autorização para fazer um investimento de R$ 2,5 mi, para a construção da nova sede da Casa do Maçon.
Ao analisar o caso para conceder a liminar, o magistrado afirmou no documento que foram marcadas duas assembleias, na qual uma com 2/3 das lojas maçônicas de Goiás para as 10h30 e outra para às 14h com qualquer número. Na justificativa, o Juiz afirmou que tal ato vai contra o próprio estatuto da instituição.
Após o breve resumo sobre o caso, o magistrado concedeu o pedido de liminar com tutela de urgência solicitado pela loja e estabeleceu ainda multa diária no valor de R$ 1.000,00 caso a determinação seja descumprida.
Além disso foi estipulado o prazo de 15 dias para que a PEMEG possa apresentar a sua versão à Justiça.
A reportagem entrou em contato com o presidente da PEMEG, Thiago de Allan Kardec, o qual nos informou que a instituição ainda não foi intimada sobre a suspensão das assembleias e que estão aguardando o documento do judiciário, para então se pronunciar sobre o tema.