Brasil

A riqueza das águas termais

Redação DM

Publicado em 30 de março de 2020 às 15:50 | Atualizado há 2 anos


Por Leonardo Ortega

No dia 22 de março, quando se comemorou o Dia Mundial da Água, nós goianos nos deparamos com um sentimento de orgulho e reflexão. Essa riqueza natural, fonte de economia para muitas cidades, mais do que nunca vem se mostrando necessária à sobrevivência humana. Goiás não apenas concentra parte do Aquífero Guarani, o maior reservatório subterrâneo de água doce do planeta, como também abriga a maior estância hidrotermal do mundo.

A cidade de Caldas Novas – GO, por exemplo, tem em suas águas termais a geração de renda e oportunidades, além de um turismo pujante que atrai a cada ano novos investimentos do setor hoteleiro. Pesquisas apontam que, por ano, a cidade recebe uma média de 4 milhões de turistas, tanto brasileiros quanto estrangeiros. Reforçando o crescimento de uma cidade que se sustenta na sua água, a população chegou à marca de mais de 90 mil habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em seu último censo.

E mesmo tão essencial para a cidade, nem todos conhecem a origem de suas águas termais, que já foi alvo de muitos mitos. Entre eles, o mais conhecido é de que as águas seriam provenientes de um vulcão existente na cidade. Embora, a descoberta das águas quentes tenha ocorrido no final do século XVIII, a sua origem foi diagnosticada há alguns anos, devido a estudos feitos na região.



Diretor executivo do Privé Hotéis e Parques, Leonardo Ortega

Um deles, desenvolvido pela Associação das Empresas Mineradoras das Águas Termais de Goiás (AMAT), apontou que as águas das chuvas, que penetram no chão pelas fraturas das rochas e chegam a profundidades de mais de mil metros, são aquecidas nessa região em virtude do aumento da temperatura no centro da Terra. As águas, então aquecidas, retornam à superfície ressurgindo no Rio Quente e na Lagoa de Pirapitinga. Em Caldas Novas, são bombeadas em poços e saem com temperaturas entre 34°C e 58°C.

Durante esse trajeto, a água é enriquecida com minerais benéficos ao corpo. Entre esses materiais encontrados frequentemente nas águas termais estão ferro, zinco, selênio, cálcio, potássio, cobre e silício. São ingredientes que juntos colaboram com a saúde e bem-estar de quem desfruta das águas quentes.

E diante da data lembramos a importância de se pensar cada vez mais em ações para a preservação desse patrimônio natural, que é tão importante tanto para a economia de Caldas Novas e Goiás, quanto para o equilíbrio do meio ambiente.



Por Leonardo Ortega

No dia 22 de março, quando se comemorou o Dia Mundial da Água, nós goianos nos deparamos com um sentimento de orgulho e reflexão. Essa riqueza natural, fonte de economia para muitas cidades, mais do que nunca vem se mostrando necessária à sobrevivência humana. Goiás não apenas concentra parte do Aquífero Guarani, o maior reservatório subterrâneo de água doce do planeta, como também abriga a maior estância hidrotermal do mundo.

A cidade de Caldas Novas – GO, por exemplo, tem em suas águas termais a geração de renda e oportunidades, além de um turismo pujante que atrai a cada ano novos investimentos do setor hoteleiro. Pesquisas apontam que, por ano, a cidade recebe uma média de 4 milhões de turistas, tanto brasileiros quanto estrangeiros. Reforçando o crescimento de uma cidade que se sustenta na sua água, a população chegou à marca de mais de 90 mil habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em seu último censo.

E mesmo tão essencial para a cidade, nem todos conhecem a origem de suas águas termais, que já foi alvo de muitos mitos. Entre eles, o mais conhecido é de que as águas seriam provenientes de um vulcão existente na cidade. Embora, a descoberta das águas quentes tenha ocorrido no final do século XVIII, a sua origem foi diagnosticada há alguns anos, devido a estudos feitos na região.



Diretor executivo do Privé Hotéis e Parques, Leonardo Ortega

Um deles, desenvolvido pela Associação das Empresas Mineradoras das Águas Termais de Goiás (AMAT), apontou que as águas das chuvas, que penetram no chão pelas fraturas das rochas e chegam a profundidades de mais de mil metros, são aquecidas nessa região em virtude do aumento da temperatura no centro da Terra. As águas, então aquecidas, retornam à superfície ressurgindo no Rio Quente e na Lagoa de Pirapitinga. Em Caldas Novas, são bombeadas em poços e saem com temperaturas entre 34°C e 58°C.

Durante esse trajeto, a água é enriquecida com minerais benéficos ao corpo. Entre esses materiais encontrados frequentemente nas águas termais estão ferro, zinco, selênio, cálcio, potássio, cobre e silício. São ingredientes que juntos colaboram com a saúde e bem-estar de quem desfruta das águas quentes.

E diante da data lembramos a importância de se pensar cada vez mais em ações para a preservação desse patrimônio natural, que é tão importante tanto para a economia de Caldas Novas e Goiás, quanto para o equilíbrio do meio ambiente.


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