Moro teoriza que homens ‘talvez’ agridam mulheres por se sentirem ‘intimidados’ e recebe críticas
Redação DM
Publicado em 7 de agosto de 2019 às 21:38 | Atualizado há 1 ano
Ao celebrar os 13 anos da Lei Maria da Penha nesta quarta, o ministro da Justiça opinou e teorizou sobre violência contra a mulher. ‘Talvez nós, homens, nos sintamos intimidados pelo crescente papel da mulher em nossa sociedade. Por conta disso, parte de nós recorre, infelizmente, à violência física ou moral para afirmar uma pretensa superioridade que não mais existe”, tweetou Moro. Todavia, a fala do ministro gerou críticas;
Em resposta ao texto, a antropóloga Debora Diniz, que se mudou para os Estados Unidos após receber ameaças de morte por seu protagonismo nas audiências no Supremo Tribunal Federal (STF), escreveu:
“Ministro Moro, por favor, apague essa mensagem. É uma questão de dignidade: os homens que me ameaçam de morte o fazem porque são brutos. Não confunda as razões íntimas de homens brutos com explicações sociológicas para a violência. Homens que ameaçam mulheres são covardes.”
A Lei Maria da Penha (11.340), é um marco no combate à violência contra a mulher e completa hoje 13 anos. O instrumento nasceu com intuito de acabar com a violência sofrida pelas mulheres, seja ela física, moral ou psicológica.
A declaração de Moro foi dada em rede social ao divulgar nota do Ministério da Justiça a respeito da assinatura de um pacto para construção de políticas públicas para proteção das mulheres.
O chamado “Pacto pela Implementação de Políticas Públicas de Prevenção e Combate à Violência contra as Mulheres” é assinado por dez órgãos e prevê ações para o “aperfeiçoamento do marco normativo de proteção às mulheres em situação de violência, proposição de políticas de geração de renda para essas mulheres, bem como medidas preventivas da paz familiar”, conforme nota do MJSP.
O pacto também propõe programas educativos de prevenção à violência contra a mulher e programas de ressocialização do agressor, elaboração de protocolos de atendimento das vítimas para os agentes de segurança pública, políticas de combate ao tráfico internacional de mulheres e protocolos para atendimento das mulheres vítimas de violência no exterior.
Tendo em vista a suposta relativização da violência por parte do ministro, confira a seguir algumas das críticas recebidas.
Confira também a postagem de Moro, que coloca em questão a pretensa superioridade que não só “não mais existe”, como na verdade, nunca existiu.


