Esportes

Reencontro em momento inverso

Redação DM

Publicado em 25 de agosto de 2018 às 04:54 | Atualizado há 1 ano

Com tumulto e mistério, Vila busca reabilitação diante do rival

O Vila Nova encerrou sua movimentada semana de preparação para o clássi­co contra o Goiás, na manhã de ontem. As duas últimas ativida­des antes do jogo foram realiza­das com portões fechados para a imprensa. O clima é de misté­rio total em relação à escalação do time colorado. O técnico He­merson Maria sequer concedeu entrevista coletiva antes do duelo.

O que se sabe é que o volante Wellington Reis, suspenso pelo ter­ceiro cartão amarelo, não atua. Vila Nova e Goiás se enfrentam logo mais às 16h30, no Serra Dourada, pela 23ª rodada da Série B.

Nos últimos dias o elenco do Vila tem sido cobrado por seu tor­cedor pela sequência ruim na Sé­rie B. Após o penúltimo treino, cer­ca de 70 torcedores estiveram no Onésio Brasileiro Alvarenga para conversar pessoalmente com os jogadores. O Tigre ainda não ven­ceu no returno da Série B, e sequer marcou gols. Situação diferente do rival de logo mais, que vem emba­lado, com 100% de aproveitamen­to no segundo turno.

“O momento deles é bem me­lhor, isso não temos como negar. Mas acho que em clássico isso fica de lado. Quando a bola começar a rolar não existe favorito, não existe melhor momento. Ganha quem se doar mais dentro de campo e estiver em um dia melhor. Inde­pendente deles estarem bem e a gente em uma fase ruim, por ser clássico não podemos levar isso em consideração”, analisou o meia Alan Mineiro sobre o assunto.

Para o lateral Maguinho, apesar do momento turbulento, o Vila não pode se desesperar antes do clássi­co. E quando perguntado se seria preciso fazer uma marcação espe­cial no atacante Michael, que vem sendo um dos principais nomes do campeonato, Maguinho respon­deu da seguinte maneira.

“A gente já conhece o Michael, sabemos da característica dele. Será mais um jogo na minha car­reira, é mais uma grande oportu­nidade, uma rivalidade grande e estou tranquilo. O que tiver que ser feito para anular ele nós va­mos fazer. E para contribuir no ataque também. Não tem deses­pero, será um jogo normal e va­mos nos preparar para fazer uma grande partida”, disse o lateral.

 

Carrasco em clássicos, Alan Mineiro espera reação colorada

A esperança da reabilitação do Vila Nova passa pelos pés do meia Alan Mineiro. O camisa 10 tem sido o principal jogador do Tigre, mesmo na atual fase ruim. Artilheiro do time na Série B, com cinco gols marca­dos, Alan carrega um histórico mui­to satisfatório nos clássicos contra o Goiás. Nos três jogos que disputou pelo colorado contra o esmeraldi­no, o meia anotou quatro gols. Se­gundo o próprio jogador, o clássico é uma grande oportunidade para dar a volta por cima.

“Devemos uma resposta sim para o nosso torcedor porque eles têm marcado presença, têm nos in­centivado, cobrado também. Nada melhor que um clássico, por ser um jogo que move a cidade, para a gen­te poder se reerguer e voltar ao cami­nho da vitória, principalmente no Serra Dourada”, disse. (J.P.D)

 

Árbitro: Anderson Daronco (Fifa-RS)

Assistentes: Rafael da Silva Alves (RS) e Jorge Eduardo Bernardi (RS)

Horário: 16h30

Local: Estádio Serra Dourada, Goiânia (GO)

Preço dos ingressos: R$ 20 (arquibancadas) e R$ 60 (cadeiras). Quem apostar na Timemania com o Vila Nova como time do coração paga meia-entrada


 

Empolgado, Goiás tenta furar melhor defesa da Série B

Pedro Hara

Invicto no segundo turno, o Goiás coloca hoje sua inven­cibilidade em campo. O time tem pela frente o rival Vila Nova, equipe que ainda não venceu nes­se segundo turno, mas que ainda está na briga pelo G-4. Antes da bola rolar no clássico, o treinador Ney Franco destacou a boa defesa da equipe adversária, mas pediu atenção com todo o time colorado, que segundo o comandante é bem treinado por Hemerson Maria.

“Na parte defensiva é a equipe mais consistente, que menos gols tomou no campeonato. Forte em bolas paradas, então é uma equi­pe muito bem montada pelo He­merson Maria, que tem um elen­co enxuto e que trabalhou muito tempo dentro do G-4 e está próxi­mo dele”, falou o treinador sobre os pontos fortes do Vila Nova.

Apesar do bom momento que vive o Goiás, dentro do G-4 e in­victo no segundo turno, o treina­dor descartou esses fatores para considerar o esmeraldino favo­rito para o clássico. Segundo Ney Franco, por se tratar de um clás­sico, tudo que as equipes fize­ram até agora precisa ser descar­tado. Ainda para o comandante, o Goiás precisa saber jogar tendo contra si a torcida adversária, já que a partida terá mando do Vila Nova e será com torcida única.

“Um jogo como esse você tem que desprezar o bom momento do Goiás, a questão que o Vila ainda não perdeu para o Goiás essa tem­porada. Nada disso vale. Quando tem um clássico, o jogo se iguala. O mando de campo é do Vila Nova com a sua torcida. Vai ser um jogo muito igual e dentro dessa igualdade primeiramente espero que a equipe tenha a capacidade para jogar bem, fazer um grande jogo e ter condições de vencer”, minimizou o treinador.

Como é normal em clássicos, o treinador escondeu o time que irá entrar em campo, no entanto adian­tou que mudanças devem ser feitas para que a equipe tenha um melhor desempenho na partida de hoje.

“Deve ter uma alteração na equipe, mas vocês (repórteres) só vão ficar sabendo minutos an­tes do jogo. O esquema tático é o mesmo, mas talvez a gente mude uma ou duas peças na equipe. As mudanças são de jogador por jo­gador, muito em função do adver­sário. A gente deu uma estuda­da no adversário e a gente quer mudar a característica da equipe para esse jogo”, adiantou o treina­dor as mudanças na equipe, mas sem adiantar nomes.

 

Em nova posição, Giovanni fala sobre evolução da equipe

Contratado no início do ano após ser rebaixado com o Náutico em 2017, o meia Giovanni chegou com status ao esmeraldino e começou a temporada como titular com Hé­lio dos Anjos. Porém, o jogador aos poucos foi perdendo espaço e come­çou a figurar no banco de reservas.

Após a chegada de Ney Franco, as­simcomotodaaequipe, Giovannisu­biu de produção. Como segundo ho­mem de meio campo, apoiando no ataque e ajudando na defesa, o joga­dor se tornou um dos pilares na recu­peração da equipe no campeonato. Antes do clássico, ele creditou a boa fase pela mudança de postura dos jo­gadoresepelachegadadeNeyFranco.

“Dentro de campo a vontade e determinação que o grupo vem tendo. Está todo mundo de para­béns, a comissão e todos que tra­balham no clube. Vejo uma cres­cente muito grande desde que o Ney chegou, o time está jogan­do muito bem e tem uma cara, está tudo encaixado. Fora de cam­po não mudou muita coisa, por­que aqui todo mundo sempre foi amigo, os resultados não estavam aparecendo. O que foi fundamen­tal foi a postura dos jogadores”, fa­lou o jogador sobre a melhora da equipe na Série B. (P.H)

 

 

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