Esportes

Faltou gol e sobrou cobrança

Redação DM

Publicado em 17 de junho de 2018 às 02:05 | Atualizado há 8 anos

Na noite de ontem, Vila Nova e Atlético fizeram o clássico Atletigre no Serra Dourada. O duelo válido pela 11ª rodada da Série B terminou empatado pelo placar de 0 a 0, resultado ruim para as duas equipes. Entretanto, apesar da seca de gols, o jogo foi até movi­mentado com direito a grandes de­fesas dos goleiros e duas bolas chu­tadas na trave pelo time colorado.

O resultado decretou o sétimo jogo seguido do Vila sem vencer na Série B, já o rubro-negro so­mou a quinta partida consecutiva sem triunfar. Na próxima rodada, os dois times vão tentar quebrar a seca fora de casa, no sábado (23). Enquanto o Tigre vai encarar o Boa Esporte, o Dragão duela con­tra o Sampaio Corrêa.

O JOGO

O Tigre e o Dragão fizeram um duelo agitado e equilibrado no Es­tádio Serra Dourada. No primeiro tempo, as equipes criaram bastante e se valeram das finalizações de lon­ga distância para levar perigo.

A primeira oportunidade do jogo foi do Atlético. Logo aos 16 minu­tos de bola rolando, o atacante Jú­lio César recebeu na intermediária, avançou com liberdade pelo setor esquerdo e arriscou de longe. O chu­te rasteiro teve potência, mas aca­bou não tomando a direção do gol.

Minutos mais tarde, em mais um arremate de fora da área, Pa­sinato precisou trabalhar e fez isso de forma espetacular. Após cruza­mento para a área colorada, Wes­ley Matos cortou parcialmente e Tomas Bastos ficou com a bola dominada na entrada da área. O camisa 10 puxou para perna es­querda e soltou uma bomba. A bola tinha o endereço do ângulo esquerdo, contudo o arqueiro do Vila se esticou todo para de mão trocada espalmar para escanteio.

A resposta do Vila veio em dois atos e sempre na mesma moeda. Aos 40, Alan Mineiro tentou sur­preender o goleiro Jefferson chu­tando de longe. A bola passou com perigo por sobre o gol. Cinco minu­tos depois mais uma vez o camisa 10 arriscou, dessa vez de canhota. A bola foi para fora.

Na segunda etapa o duelo se­guiu equilibrado. O jogo aéreo pas­sou a ser também uma opção para as equipes. Aos 9, Júnior Brandão aproveitou cruzamento de Júlio César para golpear de cabeça, mas mandou para fora.

A melhor oportunidade da par­tida saiu aos 21 minutos. Dessa vez quem ganhou pelo alto foi o peque­nino Maguinho. Depois de cruza­mento Reis, o lateral surgiu como elemento surpresa em meio à zaga para testar como manda o manual. Depois da conclusão, a bola quicou no gramado e só parou na trave es­querda do Serra Dourada.

Da metade para o fim do se­gundo tempo a história do jogo mudou um pouco de figura. O Vila parecia lutar mais pela vitó­ria e chegou a pressionar o Dragão que se fechava para tentar apro­veitar alguns contra-ataques.

Com grande volume de jogo o colorado tentou diversas vezes ba­lançar as redes, mas a história aca­bou se repetindo, faltava organiza­ção ofensiva e o último passe para que o gol saísse. No último lance do duelo, Alex Henrique se jogou na bola, dentro da pequena área, para aproveitar cruzamento de Reis, con­tudo a redonda mais uma vez aca­bou explodindo no poste.

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