Rivais buscam equilíbrio em clássico
Redação DM
Publicado em 16 de junho de 2018 às 00:58 | Atualizado há 1 ano
O Vila Nova espera contar com o apoio de seu torcedor para colocar fim ao jejum de seis jogos sem vencer na Série B. Logo mais às 18h30, o Tigre recebe seu rival Atlético-GO no Serra Dourada, em um duelo que será marcado pela presença de torcida única colorada. A partida é válida pela 11ª rodada do Brasileiro Série B.
O técnico Hemerson Maria terá que fazer uma mudança em seu time para encarar esse clássico. Isso porque o atacante Vinícius Leite, que vinha sendo titular, sofreu uma pancada na cabeça na última rodada. O jogador continua em observação no departamento médico colorado e não será relacionado. Três atletas são cotados para herdar a vaga, Juninho, Alex Henrique e Ramon.
Apesar do comandante fazer mistério e de ter testado as três alternativas ao longo da semana, a tendência é que Juninho seja o escolhido, até porque foi ele que entrou na vaga de Vinícius Leite no decorrer do jogo contra o Guarani, após a lesão.
“Não teremos grandes mudanças. Tivemos o problema do Vinícius Leite. O restante da equipe deve ser a mesma, até porque estamos jogando bem. Talvez mudemos a maneira de marcar, não temos preocupação só com o Júnior Brandão, e sim com todo o time do Atlético-GO, que tem o melhor ataque”, comentou o treinador.
Hemerson Maria também falou a respeito do atual momento do seu time e reconheceu que há sim uma pressão para voltar a vencer. Entretanto, isso não é nenhum motivo de desespero e sim uma circunstância normal do futebol.
“Quem trabalha com o futebol sempre vai estar pressionado. Quando estávamos no G-4 a pressão era para permanecer. Agora nossa pressão é para voltar. Quem está na zona de rebaixamento tem a pressão para sair. Então é uma coisa natural, quando isso não acontece você entra em uma zona de conforto e não alcança seus objetivos na vida. O segredo é saber lidar com a pressão e acredito que o Vila está fazendo isso”, salientou o comandante.
Wesley Matos pede equipe jogando no limite
O grande diferencial do Vila nessa Série B tem sido a parte defensiva. Com apenas oito gols sofridos em 10 jogos, o Tigre é a segunda equipe menos vazada da competição. Logo mais terá pela frente um dos ataques mais produtivos, que já marcou 18 gols e conta com um dos artilheiros do torneio, Júnior Brandão. Ou seja, a defensiva colorada terá que mais uma vez mostrar seu valor.
O zagueiro Wesley Matos, um dos líderes do elenco e xerife da guarda vilanovense falou sobre o bom momento da defesa e ressaltou a confiança para seguir fazendo grandes atuações. “Nosso coletivo é muito forte. O que conversamos internamente é que se jogarmos no limite dificilmente perderemos alguma partida. Acredito que esse é o grande ponto da nossa defesa, o equilíbrio em todos os setores”, afirmou (J.P.D).

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Assistentes: Michael Correia (RJ) e Silbert Faria Sisquim (RJ)
Horário: 18h30
Local: Estádio Serra Dourada, Goiânia (GO)
Preço dos ingressos: R$ 40 (arquibancadas) e R$ 60 (cadeiras). Quem apostar na Timemania com o Vila Nova como time do coração paga meia-entrada
Tencati tenta ajustar defesa para se reabilitar diante do rival
Matheus Alves
O Atlético busca na tarde de hoje vencer o primeiro clássico contra o Vila Nova na temporada 2018. Em dois confrontos neste ano, o Dragão foi derrotado no primeiro turno do Campeonato Goiano e no returno sofreu o empate nos últimos instantes do duelo – os gols sofridos nos finais das partidas têm sido rotina no rubro-negro goiano. No objetivo de recuperar a confiança e autoestima, o Atlético aposta no trabalho diário, experiência e a busca pelo equilíbrio do elenco entre a defesa e o ataque.
Para o confronto e clássico contra o Vila Nova, o técnico Claudio Tencati deve fazer três mudanças em relação ao time que foi derrotado pelo Figueirense na última rodada. Enquanto Pedro Bambu, reestreando pelo Atlético, deve entrar no lugar de Rômulo no meio campo, as outras mudanças devem ser mais ofensivas.
É provável que André Luís entre no lugar de Renato Kayzer no ataque, enquanto Tomas Bastos pode voltar à titularidade na armação, em detrimento de João Paulo. As alterações na equipe titular são para achar um equilíbrio entre ataque e defesa do rubro-negro.
“Nós temos buscado consistência. E quando não há, precisamos buscar alternativas dentro do elenco e as mudanças ocorrem. Para o lugar do Pedro Bambu, por exemplo, é bem provável a saída de Rômulo. Além disso, falta agora na nossa equipe acertar o equilíbrio. Ofensivamente temos produzido, conseguido jogar. Mas quando sofremos gol ou uma pressão, a equipe se perde e se abala. O emocional é um ponto importante demais”, opinou o técnico Claudio Tencati.
O curioso do confronto de amanhã é o fato das duas equipes atravessarem momento ruim dentro da Série B. Para contornar uma possível crise, o técnico do Atlético busca recuperar o lado do psicológico no dia a dia, com muita conversa e dedicação nos treinamentos. Para Tencati, a rotina não é diferente no rival, que não ganha há seis jogos.
“Eu vejo que quando o resultado não acontece, os treinadores se desdobram pois precisam conseguir que os atletas retomem a confiança. E é normal a falta de confiança em momentos ruins. Automaticamente se perde o encanto e a autoestima quando a vitória não vem. Meu papel é trazer verdades no dia a dia, motivar os jogadores, traçar os objetivos e não se perder na trajetória. Tanto a nossa comissão quanto a do Vila está fazendo esse caminho para buscar o resultado positivo, que é importante para as duas partes”, avaliou Tencati
Pedro Bambu está de volta após um ano e meio no rival

Pedro Bambu está de volta. Depois de defender o rival Goiás por um ano e meio, o volante retorna ao Atlético, onde se destacou a nível nacional quando venceu a Série B de 2016. Natural de Pindaré-Mirim, no Maranhão, o atleta de 31 anos chegou ao Dragão em 2013 após passagem pelo modesto Tiradentes (CE) e permaneceu no clube até dois anos atrás, quando foi disputado por Vasco da Gama e Goiás. Na ocasião, optou pelos goianos.
Depois de passagem irregular pelo esmeraldino, sem muitas oportunidades, Bambu retorna ao clube em que foi muito bem. Com a camisa do Atlético, o maranhense fez cerca de 140 jogos na primeira passagem, e marcou seis gols. De volta, o volante busca o mesmo sucesso e tem tudo para colaborar com sua experiência e garra em campo.
“Todo mundo quer jogar e atuar. Chegou um momento em que conversei com a minha família, o Adson analisou tudo com o meu empresário e vi também que não tinha sequência onde eu estava (no Goiás). Venho para o Atlético com a consciência tranquila, independentemente se jogar ou não, pois sei que aqui todos me recebem bem”, analisou o volante Pedro Bambu sobre a volta ao Dragão. (M.A)