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Manga de Vento programa apresentação do projeto Performar Arquivos

Redação DM

Publicado em 13 de junho de 2018 às 00:07 | Atualizado há 1 ano

A busca pelo equilíbrio é uma constante no ro­teiro do filme Pendular, conjunção interdependente das linguagens do cinema, da escul­tura e da dança. O longa-metra­gem será exibido em 15 de junho (sexta), às 20 horas, no Cine Cul­tura, com comentário da dire­tora Júlia Murat, da coreógrafa Flávia Meireles e mediação do cineasta Benedito Ferreira. A ati­vidade integra a Manga de Vento – Mostra Expandida de Dança, que conta com apoio do Fundo de Arte e Cultura de Goiás.

A mostra expandida de dan­ça se iniciou em maio e segue até outubro de 2018. Este mês, além da exibição comentada de Pendular, a Manga de Vento ain­da programa um encontro para apresentação de resultados do projeto Performar Arquivos, coor­denado pelas pesquisadoras Flá­via Meirelles e Nirvana Marinho. A comunicação aberta ao públi­co está marcada também para a sexta (15/6), às 17 horas, no Tea­tro do Centro Cultural da UFG.

De acordo com o curador da Manga de Vento, o coreógrafo e bailarino Kleber Damaso, a mos­tra demonstra fôlego diante do de­safio de encontrar outras manei­ras de compartilhar publicamente experiências que têm contribuído para transformar a compreensão de arte, especialmente da dança. “Esta edição aposta na história e na trajetória (de artistas, obras e pensamentos que os perpassam), no ímpeto de reposicionar o lugar e a importância da Arte no âmbi­to social”, esclarece.

Para Damaso, a aproximação com o projeto Performar Arqui­vos resulta do interesse comum em “friccionar” conceitos da Arte e da História, do ponto de vista teóri­co. “Dois campos de conhecimen­to que se nutrem, mas que muitas vezes operam de maneira isola­da, em suas especificidades”, re­flete o curador. Performar Arqui­vos é uma proposição do grupo Ação Vizinhas, reunindo estudio­sos, professores e grupos de pes­quisa de Goiânia, Acre, Rio de Ja­neiro e São Paulo.

Através de convocatória públi­ca, o projeto aproximou os grupos de pesquisa Olhares pra Dança (GO), com as pesquisadoras Lu­ciana Ribeiro e Valéria Figueiredo; Temas de Dança (RJ), com Flavia Meireles; Cartografia de Ficções (SP) e Acervo Mariposa (SP), com Nirvana Marinho, além dos pes­quisadores e artistas como Kleber Damaso (diretor do Centro Cul­tural UFG), Rousejanny Ferreira (coordenadora do Curso de Dan­ça do IFG), Rafael Guarato (coor­denador do Curso de Dança da UFG), Ana Carolina Wenceslau, Marlini Dorneles de Lima (coor­denadora de Ações Afirmativas da UFG) e a acreana Valeska Alvim.

CINEMA

A elaboração da dramaturgia de Pendular surgiu a partir do pro­cesso de residência artística. No longa de ficção, um jovem casal se instala num galpão industrial abandonado. Uma faixa laranja, colada no chão, divide a área em duas porções iguais: à direita, o ateliê de escultura dele; à esquer­da, o estúdio de dança dela.

O filme acontece neste cená­rio, onde arte, performances e in­timidade se misturam e onde os personagens perdem lentamente sua capacidade de distinguir entre seus projetos artísticos, seu passa­do e sua relação afetiva. “Pendular é baseado naquelas coisas que de­liberadamente se escolhe não con­tar em um relacionamento. Aque­les segredos íntimos que nunca dividimos”, comenta Júlia Murat.

A combinação de diferentes linguagens é uma marca da traje­tória artística da diretora. Em His­tórias que só existem quando lem­bradas, as fotografias criadas para o filme foram parte de uma expo­sição no Centro Cultural Parque Lage. Desta vez, as artistas Elisa Bracher e Marina Kossovski foram convidadas a criar as esculturas que respondem, simultaneamen­te, a dois chamados: as caracterís­ticas do personagem (homem, es­cultor, amante) e a manifestações do equilíbrio, como tensão, movi­mento, suspensão.

A coreografia de Flávia Meire­les para Pendular procurou explo­rar a relação entre gestos cotidia­nos e movimentos de dança, uma ideia originária do filme A Roda da Fortuna, de Vincent Minnel­li, com interpretação de Fred As­taire e Cyd Charisse. Nas palavras da coreógrafa, “nas cenas de dan­ça trabalhamos duas instâncias: a dança enquanto exercício, ou trei­no (onde a bailarina e seu parcei­ro estão ensaiando); a dança en­quanto ‘número musical’ (cenas onde a narrativa do filme é inter­rompida para acompanharmos o trabalho da personagem).

Pendular foi exibido no Festival de Berlim e premiado pela Fede­ração Internacional de Críticos de Cinema (Fipresci), que destacou a “qualidade visual”, “força narra­tiva” e “originalidade dramática e estética”. Júlia Murat foi citada em uma lista de oito cineastas em des­taque, publicada pelo jornal ame­ricano The New York Times.

15 DE JUNHO (SEXTA-FEIRA)

Performar Arquivos – comunicação aberta e apresentação das pesquisas –

17h, no Centro Cultural UFG. Entrada franca

Pendular (2017–Brasil/Argentina/França. 105 minutos. Classificação: 18 anos)

Sessão comentada do filme, com presença da diretora Júlia Murat e da coreógrafa Flávia Meireles. Mediação: Benedito Ferreira –

20h, no Cine Cultura. Entrada franca

Contatos:

Flávia Meireles (21 982087835)

Júlia Murat (21 991302544)

Kleber Damaso (62 982527447)

Larissa Mundim – assessoria de imprensa (62 999681658)

SOBRE JÚLIA MURAT

Nasceu no Rio de Janeiro em 1979. Se formou na Universidade Federal do Rio de Janeiro em design gráfico e na Escola de Cinema Darcy Ribeiro como roteirista. Júlia realizou curtas-metragens, vídeos experimentais e videoinstalações. Também possui uma longa experiência trabalhando como editora, assistente de direção e assistente de câmera. Dia dos pais, seu documentário longa-metragem estreou no Cinéma du réel em 2008. Histórias que só existem quando lembradas, seu primeiro longa-metragem de ficção, estreou em Veneza em 2011, foi selecionado em San Sebastian, Toronto, Roterdã, New Directors New Films, e ganhou 39 prêmios internacionais, incluindo Melhor Filme de Abu Dhabi, Sofia e Lima. Pendular é seu segundo longa-metragem. Júlia está finalizando também o documentário Operações de garantia da lei e da ordem.

SOBRE FLÁVIA MEIRELES

Interessada nas relações entre arte e política, Flávia Meireles é Doutoranda em Comunicação e Cultura (ECO/UFRJ), Mestra em Artes Visuais (EBA/UFRJ) e Licenciada em Dança (Faculdade Angel Vianna). Como pesquisadora, coordena o grupo de pesquisa Temas da Dança, voltado para arquivos e histórias das danças, e, como professora, vem ministrando a oficina Dramaturgia em Dança em diversas cidades. Como artista, participou de residências no Le Vivat: Scène conventionné d’Armentières e no Centre d’exchange des Récollets, ambos na França, recebeu o prêmio ZKB Patronage Prize 2010 do Festival Theatrespektakel Zurich (2010) pela performance Em redor do buraco tudo é beira e trabalhou com os coreógrafos Paulo Caldas, João Saldanha, Gustavo Ciríaco, etc.

SOBRE BENEDITO FERREIRA

Artista visual, realizador audiovisual e diretor de arte. Dirigi o Estúdio BÃO, uma jovem produtora de artes visuais e audiovisual. Atua como professor substituto da Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal de Goiás (UFG). Mestrando do Programa de Arte e Cultura Visual da UFG com pesquisa focada em cinema brasileiro dos anos 1970. Formado em Audiovisual pela Universidade Estadual de Goiás (UEG) e especialização em Artes Visuais pela Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho (UNESP). Cursou Cenografia e Figurino na SP Escola de Teatro–Centro de Formação das Artes do Palco.

 

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DA MANGA DE VENTO – MOSTRA EXPANDIDA DE DANÇA:

15/6 – 17H

Performar Arquivos

ENTRADA FRANCA

15/6 – 20H

Pendular| Flávia Meireles e Júlia Murat

(Classificação indicativa: 18 anos). ENTRADA FRANCA

5/7 – 15H

Workshop: “Energía y Trabajo em Pareja”

Com Álvaro Esteban e Laura Aris (Espanha)

6/7 – 20H

Open Wound + Antípodas + Cualquier Mañana | Álvaro Esteban e Laura Aris (Espanha)

(Classificação indicativa: 16 anos)

7/7 – 10H

Workshop: “Desde Aquí”

Com Daniel Abreu (Espanha)

7/7 – 20H

Perro | Daniel Abreu (Espanha)

(Classificação indicativa: 18 anos)

28/7 – 20H

De Parte de Ella | Carmen Werner (Espanha)

(Classificação indicativa: 16 anos)

Retrospectiva Wagner Schwartz

27/8 – 20H

Domínio público | Elizabete Finger, Maikon K, Renata Carvalho e Wagner Schwartz

(Classificação indicativa: 18 anos)

28/8 – 20H

Piranha | Wagner Schwartz

(Classificação indicativa: 16 anos)

30/8 – 20H

Transobjeto | Wagner Schwartz

(Classificação indicativa: 18 anos)

29/8 – 20H

Tanque – Uma opera molhada | Dudude Hermmann e Marco Paulo Rolla (MG)

(Classificação indicativa: 18 anos)

31/8 – 20H

Sublime Travessia | Dudude Hermmann (MG)

(Classificação indicativa: 16 anos)

1/9 – 20H

Entre ver | Denise Stutz (RJ)

(Classificação indicativa: 16 anos)

1/9 – 20H

Oficina: “Dançar Dói”

Com Clarice Lima e Aline Bonamin (SP)

2/9 – 20H

Intérpretes em crise | Clarice Lima e Aline Bonamin (SP)

(Classificação indicativa: LIVRE)

20/10 – 23h

Serão Performático no Cabaré Voltaire | Grupo Empreza (GO)

(Classificação indicativa: 18 anos)

23/10 – 20H

Protocolo Elefante | Grupo Cena 11 (SC)

(Classificação indicativa: 18 anos)

 

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