“O crime no Brasil tem solução”
Redação DM
Publicado em 19 de abril de 2018 às 01:58 | Atualizado há 8 anos
Com a experiência de 30 anos na Polícia Militar de Goiás, o tenente-coronel Carlos Eduardo Belelli (PTB) pretende encarar um novo desafio em sua carreira ao entrar para a política como pré-candidato a deputado estadual. Com a bandeira da segurança pública, o militar afirmou em entrevista ao Diário da Manhã: “O crime no Brasil tem solução”. Belelli ressaltou que é preciso mudar a legislação atual e ter penas mais rígidas para os bandidos: “O que poderia contribuir e muito para redução do crime no Brasil seriam penas mais duras. O bandido deveria ter medo da pena e do sistema. Hoje, o bandido não tem medo porque ele tem tantos meios de sair de uma condenação, são tantos recursos que tem direito”.
O tenente-coronel reforçou ser contra a redução da maioridade penal, pois não acredita que tal medida possa reduzir os crimes e enfatizou o endurecimento das penas, com maior período de reclusão para menores que cometem crimes. Belelli também criticou as leis penais no Brasil: “Tem que pegar a Constituição, rasgar e limpar a bunda, a verdade é essa, principalmente com o artigo 5º, de que todos são iguais perante a lei. Quem é igual perante a lei? Porque no Brasil quem tem dinheiro não fica preso, o cidadão de bem está acuado”, enfatizou. O pré-candidato também destacou a necessidade de conscientização e educação da população brasileira: “Não adianta ficar criticando as pessoas sendo que o pior problema do Brasil ainda não teve solução, que chama-se cultura, moral e educação. Um país onde a maioria quer levar vantagem, o jeitinho brasileiro é que destrói tudo. Vejo que o Brasil precisa de uma reforma moral”.
Crítico da forma como a legislação é atualmente, o tenente-coronel destacou que o país precisa de uma reforma das leis, a começar pelas que regem a política. “Acredito que deveria ter um consenso dentro de país de se mudar as leis, começando pela política. Acho que cada estado deveria apresentar três deputados estaduais e um deputado federal, não precisaria mais que isso, e um senador. Os políticos mais caros do mundo estão no Brasil e isso tem que mudar. Política deveria ser algo de doação. Quem deveria escolher seus candidatos é a população e não a pessoa sair como candidato”, sugeriu.
CANDIDATURA
A respeito da motivação para participar do cenário político, Belelli explicou que decidiu ser pré-candidato a uma vaga na Assembleia Legislativa por querer mudanças na atual política brasileira e reforçou que sua experiência como policial contribui. “Sou pré-candidato a deputado estadual depois de pensar muito nessa situação e, principalmente, para tentar mudar alguma coisa. Vemos muitas promessas, principalmente na época das campanhas políticas, ouvimos muitas conversas, observamos muitas pessoas falarem que vão fazer e resolver, mas na verdade os problemas continuam os mesmos. Um dos pensamentos que tive foi tentar mudar o que está posto. Fiz um trabalho diferente, principalmente no tocante de combate à criminalidade”, avaliou.
PORTE DE ARMAS
Belelli enfatizou ter posicionamento favorável ao porte de armas para a população e afirmou que o governo retirou essa possibilidade dos brasileiros. “Sou a favor do porte de armas, não de banalizar, mas dar direito ao cidadão de bem a ter o porte de arma. O comerciante, agricultor, o pai de família e trabalhador que não tenha antecedentes criminais, que tenha um treinamento técnico e um tratamento psicológico para isso. Não é colocar a arma na mão de qualquer um. O Estado tirou o direito do cidadão de ter sua arma”, criticou.
Questionado em relação ao referendo realizado em 2005 durante o governo do Partido dos Trabalhadores (PT) a respeito do tema, Belelli é enfático: “O plebiscito foi feito no regime do governo do PT, no governo de Lula e Dilma, você acredita que esse plebiscito foi verdadeiro? Um regime comunista faz o plebiscito, quem foi chamado para participar? Pode ter certeza, foi só o pessoal do lado deles, não se consultou o agricultor, o trabalhador, o comerciante, o pai de família. Se consultou gente desse regime, porque, na realidade, o que o regime comunista desse deseja é desarmar a população. Quer ter a certeza que a população não tem arma para poder dominar o sistema e é o que está acontecendo no Brasil. Mas, graças a Deus estão prendendo todo mundo, os bandidos estão sendo presos. Tiro meu chapéu e faço minha continência para o juiz Sérgio Moro”.
DITADURA MILITAR
A respeito da ditadura militar no Brasil, o tenente-coronel ressaltou que foi um período em que o país teve crescimento econômico e refutou o que é ensinado a respeito dessa época. “Tivemos vários generais que comandaram o país, como também juntas militares. Quando Figueiredo entregou o Brasil, o país era a oitava potência do mundo. Na época, o Brasil construiu as maiores hidrelétricas do mundo, as maiores rodovias e ferrovias do mundo, tudo feito pelos militares que todo mundo critica que é ruim, mas quem critica são esses comunistas”, retrucou.
Belelli ressaltou que no período dos militares não se tinha notícias, como atualmente, de roubalheira na administração pública e criticou o governo petista. “Nenhum dos generais, ninguém do regime militar roubou ou extorquiu. Isso é ditadura militar? Quem fala em ditadura militar foi o pessoal que tentou implantar o comunismo no Brasil, que queria transformar o Brasil em uma Cuba ou Venezuela. No meu tempo não se via prostituição na rua, não se via homossexuais na rua, não via drogas ou menores matando nas ruas. Isso foi o regime militar, isso era tão ruim assim?”, questionou e continuou: “O problema é que quando veio o pessoal do PT e esses regimes comunistas, tirou o direito do trabalhador e começou a dar o que chamo de democracia dos porcos, ou seja, começou a dar bolsas, parou de incentivar o trabalho, de criar cursos técnicos e profissionalizantes e começou a dar bolsa para os outros comerem: ‘pega esse vale, vai ao mercado e compra uma cesta básica’. O povo não quis trabalhar mais, a verdade é essa. A maioria do povo brasileiro se acostumou com essas migalhas que são oferecidas”, enfatizou.
Um país onde a maioria quer levar vantagem, o jeitinho brasileiro é que destrói tudo. Vejo que o Brasil precisa de uma reforma moral”