Política

“Não faremos balcão de negócios com partidos”

Redação DM

Publicado em 17 de abril de 2018 às 02:09 | Atualizado há 8 anos

O presidente do MDB Goiás e pré-candidato do partido ao governo, deputado fede­ral Daniel Vilela, afirmou ontem, em entrevista à Rádio Sucesso 98,3 FM, que não fará balcão de negócios com partidos e que o MDB tem dialogado com siglas que busquem construir um novo projeto político para Goiás. “Nós defendemos uma nova prática política e não estamos dispostos a entrar nesse balcão de negócios de partidos que tentam fazer com que o pré-candidato se comprometa com situações extremamente prejudi­ciais ao governo e à população”, disse.

O parlamentar criticou a atitude do governador José Eliton de trocar o controle de secretarias de Estado por apoio político. “Estamos ven­do o atual governador participar de eventos partidários e deixar claro a negociata na qual troca o controle de pastas importantes para a popu­lação por apoio eleitoral. Anunciam os novos secretários em cima de pa­lanque. O que vale hoje, para o atual governo, não é a expertise e a capaci­dade dos quadros escolhidos para a equipe, mas somente o apoio eleito­ral. Essa é uma prática atrasada e que precisa ser banida da política”, afirma.

Daniel Vilela comentou ainda a possibilidade de apoio de par­tidos ao projeto que o MDB está construindo junto da população. “Estarão ao nosso lado os parti­dos convergentes no pensamen­to de uma nova prática política e administrativa para Goiás. Es­tamos conversando com PRTB, PRP, PSD, PP e tantos outros.” A coluna Giro, do jornal O Popular, traz a informação de que o PRTB deve anunciar apoio em breve.

“O que temos visto é que alguns acabam inflando seu arco de alian­ças, mesmo sem ter nada fecha­do, para tentar induzir uma ideia de força. Essa é outra prática anti­ga que visa enganar a população”, afirma o pré-candidato do MDB. Durante a entrevista ao jornalista Oloares Ferreira e ao cientista po­lítico Jones Matos, Daniel reafir­mou que as decisões sobre alian­ças acontecem na véspera do prazo final das convenções, que neste ano se findam no início de agosto.

DIÁLOGO COM PT

Com a saída do PT do ra­dar de uma eventual coliga­ção para a sucessão estadual, o MDB pode repetir 2006, quan­do Maguito Vilela foi candidato a governador e não fechou alian­ça com nenhuma força partidá­ria. Acabou perdendo a eleição.

O pré-candidato a governador pelo MDB, Daniel Vilela, man­tém diálogo com Antônio Gomi­de, que quer ser seu vice ou can­didato a senador. O problema é que Kátia Maria, presidente do PT, está empolgada e quer ser can­didata a governadora de Goiás.

Os petistas sugerem que terão de organizar um palanque para seu candidato a presidente, Fer­nando Haddad, em Goiás. Só re­toricamente, para consumo pú­blico, o PT ainda acredita na possibilidade de que Lula da Sil­va pode ser candidato a presidente.

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