Brasil

Catalão enfrenta, hoje, o caos

Redação DM

Publicado em 28 de fevereiro de 2018 às 00:10 | Atualizado há 8 anos

De­pois da cri­se hí­dri­ca, a Sa­ú­de Pú­bli­ca na UTI [Uni­da­de de Te­ra­pia In­ten­si­va]. Com a de­sa-ti­va­ção gra­du­al da Uni­da­de de Pron­to-Aten­di­men­to, a UPA. A atu­al ad­mi­nis­tra­ção mu­ni­ci­pal pro­mo­veu um cor­te na car­ne nos gas­tos. De R$ 6 mi­lhões. O que se tra­duz nas lon­gas fi­las pa­ra aten­di­men­to, re­du­ção do nú­me­ro de mé­di­cos e de es­pe­cia­li­da­des, au­men­to do tem­po de es­pe­ra. O mu­ni­cí­pio vi­ve, ho­je, a sua mais gra­ve cri­se no se­tor. Es­tra­té­gi­co pa­ra a po­pu­la­ção de bai­xa ren­da. Que não pos­sui a al­ter­na­ti­va do Pla­no Pri­va­do de Sa­ú­de. O que é la­men­tá­vel.

Alar­de­a­da aos qua­tro ven­tos du­ran­te a cam­pa­nha elei­to­ral de 2016, a cons­tru­ção da UTI Neo-na­tal nun­ca saiu do pa­pel. Du­as Uni­da­des Bá­si­cas de Sa­ú­de fi­ca­ram ape­nas no blá-blá-blá. Co-mo sem­pre. O elei­tor so­fre as agru­ras de um sis­te­ma de sa­ú­de sem re­so­lu­ti­vi­da­de. Além dis­so, o Exe­cu­ti­vo Mu­ni­ci­pal, sob o con­tro­le do Tem­po Ve­lho, aca­bou com o Ren­da Ci­da­dã Mu­ni­ci­pal. Mais: ex­tin­guiu o Pro­gra­ma Lo­te Le­gal. Em tem­po: li­qui­dou com o Che­que Mo­ra­dia de R$ 4 mil pa­ra os des­va­li­dos e ex­cluí­dos do exer­cí­cio dos di­rei­tos à ci­da­da­nia. Co­mo a mo­ra­dia. Tris­te.

O Pla­no de Car­gos e Sa­lá­ri­os dos tra­ba­lha­do­res da Edu­ca­ção, área fun­da­men­tal em um Pa­ís que ne­ces­si­ta in­gres­sar na ‘Era da Mo­der­ni­da­de’, no Sé­cu­lo 21, es­tá ame­a­ça­do. As­sim co­mo a Da­ta-Ba­se dos ser­vi­do­res pú­bli­cos mu­ni­ci­pa­is. Di­rei­tos de­vem ser am­pli­a­dos, não des­tru­í­dos. É o que de­fen­do. Pa­ra quem anun­ci­a­va que ama­va o fu­te­bol, a ma­nu­ten­ção do Crac na se­gun­da di­vi­são do Fu­te­bol Go­i­a­no, tam­bém de­no­mi­na­da de Di­vi­são de Aces­so, con­tri­bui pa­ra re­du­zir a au­to­es­ti­ma do tor­ce­dor da ci­da­de.  Ca­ta­lão não po­de di­vor­ci­ar-se do Go­ver­no do Es­ta­do.

Em tem­po de cri­se eco­nô­mi­ca, en­saio de re­tor­no da in­fla­ção, ta­xa de ju­ros ele­va­das,  es­ca­la­da do de­sem­pre­go, com mais de 14 mi­lhões de tra­ba­lha­do­res de bra­ços cru­za­dos, de­sa­ce­le­ra­ção in­dus­tri­al e o ce­ná­rio in­ter­na­ci­o­nal ad­ver­so, o po­der pú­bli­co mu­ni­ci­pal tem as fun­ções cí­vi­ca e so­ci­al de mi­ni­mi­zar os efei­tos de­le­té­rios que atin­gem o ci­da­dão no mu­ni­cí­pio. Que é on­de ele mo­ra. Com a sua fa­mí­lia. O Exe­cu­ti­vo de Ca­ta­lão não en­xer­ga as­sim. Um de­sas­tre pa­ra os tra­ba­lha­do­res da ci­da­de e do cam­po, pa­ra os mi­cros, pe­que­nos e mé­di­os em­pre­sá­rios.

 

(Jar­del Seb­ba, mé­di­co, se­cre­tá­rio de Es­ta­do de Ges­tão de Ga­bi­ne­te, ex-pre­si­den­te da As­sem­bleia Le­gis­la­ti­va do Es­ta­do de Go­i­ás, ex-pre­fei­to de Ca­ta­lão e mem­bro do PSDB)

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