Eleição ao Senado congestiona a base aliada
Redação DM
Publicado em 20 de fevereiro de 2018 às 02:03 | Atualizado há 1 ano
- Marconi Perillo (PSDB) e Lúcia Vânia (PSB) saem na frente. Vilmar Rocha (PSD) sofre isolamento. Demóstenes Torres (PTB) quer vaga
- Wilder Morais (PP) dá ultimato e pode ganhar a primeira suplência como prêmio-consolação. Pedro Chaves (MDB) corre por fora
- Os Democratas apostam em um acordo com PRP para lançar o polêmico radialista e vereador Jorge Kajuru
- PT teria os nomes de Pedro Wilson, ex-prefeito de Goiânia, e de Fausto Jaime, médico e ex-prefeito de Cumari
CONGESTIONADO. Assim encontra-se o caminho para o Senado. Nas eleições de 2018, em Goiás. Duas vagas em disputa. O pleito ocorrerá dia 7 de outubro. Primeiro, no bloco de poder hegemônico no Estado, há exatos 20 anos. Desde a derrota histórica de Iris Rezende, em 1998. Sob 16 anos de Tempo Velho. Da base aliada, Marconi Perillo [PSDB], atual inquilino da Casa Verde, é o primeiro nome à Casa de Leis. Ninguém irá contestá-lo. Ponto final. A segunda vaga, sim, é alvo de cobiça. Lúcia Vânia [PSB] sai na pole position. Bem à frente. É o que apontam as pesquisas de consumo interno. Tanto é que Vilmar Rocha, presidente do PSD, deixou a Secima, entrou em férias e distanciou-se de José Eliton [PSDB]. Presidente do PP, Wilder Morais exige uma definição até o mês de abril. Suplente de Demóstenes Torres que assumiu a vaga após a Operação Monte Carlo, 2012, ele quer o direito de concorrer. Não há espaço. Uma primeira suplência poderá lhe ser oferecida como prêmio-consolação. Não se sabe se ele irá aceitá-la.
Anabolizado pelo deputado federal e presidente do PTB, Jovair Arantes, aliado incondicional de Michel Temer [MDB], o ‘vampiro da Tuiuti’, relator do impeachment, na verdade, um golpe parlamentar, líquido, frio, contra a presidente da República eleita com 54,5 milhões de votos válidos em outubro de 2014, Dilma Rousseff, acusada de supostas ‘pedaladas fiscais’, em 2016, o procurador do Ministério Público Estadual [GO] Demóstenes Xavier Torres sonha em voltar ao Congresso Nacional pelas urnas eletrônicas. O seu poder de fogo é limitado. Magda Mofatto, mandachuvas do PR, admite que não haverá espaço na chapa majoritária e já prepara mesmo o caminho para a sua reeleição. O evangélico João Campos, hoje no PRB, a legenda de aluguel da Igreja Universal do Reino de Deus, do grupo midiático Record e do controverso ‘bispo’ Edir Macedo, acusado de explorar a fé alheia, não faz mais parte do seleto time dos postulantes ao Senado. É candidato à Câmara dos Deputados, em Brasília, a Capital da República.
Líder até então nas pesquisas de intenção de votos [não oficiais] da eleição ao Governo do Estado de Goiás, o senador da República e presidente regional do Democratas, Ronaldo Caiado, já derrotado em 1994 na disputa pelo mesmo cargo, possui apenas o radialista Jorge Kajuru [PRP], vereador em Goiânia, como opção para a primeira vaga. O democrata aposta em um eventual acordo com Daniel Vilela [MDB], deputado federal, para completar a sua chapa majoritária. O filho de Maguito Vilela também encontra um caminhão de dificuldades para achar dois nomes com densidade eleitoral para o Senado Federal. Deputado federal, Pedro Chaves ensaia registrar a sua pré-candidatura. Nada oficial. Até o momento. ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, ex-governador de Goiás, ex-senador, Maguito Vilela [MDB] é citado. Apesar disso, o velho dirigente não manifestou interesse em participar do processo eleitoral. Prefeito de Goiânia, Iris Rezende Machado [MDB] adota, hoje, a tática do silêncio. Sepulcral.

ESQUERDA
Com o ex–operário metalúrgico e ex-presidente da República por dois mandatos consecutivos [2003-2006 e 2007-2010] líder, isolado, nas pesquisas de opinião pública, institutos Vox Populi, Datafolha, CNT/Sensus, Luiz Inácio Lula da Silva, apesar de condenado, em segunda instância, pelo TRF, de Porto Alegre, o PT de Goiás quer reeditar 2002 e lançar chapa própria. A ex–deputada federal Marina Pignataro Sant’Anna é lembrada para o governo estadual. Valdi Camarcio Bezerra e Osmar Magalhães, ex-deputados estaduais, alternativas para a vice. O ex-prefeito de Goiânia e ex-reitor da então Universidade Católica de Goiás Pedro Wilson Guimarães e o fundador do PT, médico, mestre em Medicina Tropical e doutorando, em Portugal, em Bioética, ex-prefeito de Cumari, Fausto Jaime, constituem, hoje, os pré-candidatos do PT ao Senado. Para as suplências, Edilberto de Castro Dias, ex–presidente da Comurg; Athos Magno Costa e Silva, ex-deputado estadual. Além de Neyde Aparecida, ex-deputada federal. Assim como o jornalista Antônio Pinheiro Salles, ex-preso político
