Política

Maguito defende a união de todos os partidos da oposição

Redação DM

Publicado em 20 de fevereiro de 2018 às 01:37 | Atualizado há 8 anos

“Se fala tanto em união das oposições, então por que não unir MDB, DEM e PT e todos os partidos que estão na oposição?”, questionou o ex-prefeito de Aparecida de Goiâ­nia e ex-governador de Goiás Ma­guito Vilela (MDB), em entrevista ao programa Politheia, na Fonte TV, no domingo, 18. De acordo com o eme­debista, a oposição em Goiás não é feita apenas pelo MDB e o DEM e se é tão importante a união das oposi­ções deve incluir todos os partidos, “sem discriminação”.

O questionamento do emede­bista foi uma resposta ao entrevis­tador professor Alberto Carlos, que questionou por que o MDB, que tem como pré-candidato a governa­dor o deputado federal e presiden­te regional da legenda, Daniel Vilela, não abre mão de candidatura pró­pria para apoiar a pré-candidatura do senador Ronaldo Caiado (DEM) ao Governo de Goiás. Maguito dis­se que a priori o MDB tem buscado conversar com todos os partidos e não tem procurado somente DEM e PSDB que já têm pré-candidatos.

Na avaliação de Maguito, quanto mais candidatos será melhor para o eleitor escolher. “Agora, se for fazer alianças, temos que fazer algo jus­to. O MDB tem história, militância na maioria dos municípios goianos, administra as duas maiores cidades do Estado e as principais cidades­-polos e tem um pré-candidato a go­vernador preparado. Então, o justo é o maior partido receber o apoio do menor e não o contrário”, sustentou.

Durante o programa, Magui­to disse que todos os pré-candi­datos colocados têm dificuldades para viabilizar suas candidaturas e que Daniel Vilela seria o que tem menor dificuldade. “O Daniel tem apoio de 95% do MDB e trabalha para ampliar a coligação, o José Eli­ton [pré-candidato do PSDB] ain­da também não tem unanimidade no partido dele e nem base aliada, o Caiado tem dificuldades em for­mar alianças. Então, é natural essas dificuldades no processo democrá­tico”, contou.

PESQUISAS

Questionado se o melhor cri­tério para a escolha do candidato de uma eventual chapa majoritá­ria composta por todos os partidos de oposição ao governador Marco­ni Perillo (PSDB), Maguito senten­ciou que pesquisa não ganha elei­ções. “Eu liderei pesquisas durante o ano inteiro e perdi a eleição num mês”, lembra o emedebista em uma clara referência ao pleito de 2006 em que ele foi ultrapassado na reta final pelo candidato Alcides Rodrigues (PP), apoiado pela base marconista.

O ex-governador acredita que no momento em que a legislação eleitoral permitir o eleitorado vai to­mar conhecimento das propostas do candidato do MDB. “Não vou deixar candidato do MDB tapear o povo. O nosso candidato vai apresentar o problema, a solução e como vai fazer para resolver. Por exemplo, na segu­rança pública, é preciso aumentar o efetivo. Hoje, o efetivo é menos que 20 anos atrás”, argumentou.

Para o emedebista, quando a população tomar conhecimento do programa de governo do MDB, que está sendo construído por vá­rias mãos, Daniel Vilela, o pré-can­didato do partido, vai subir nas pes­quisas e vencer as eleições. “Daniel realizou 18 encontros regionais do MDB em 2017 e agora tem andado em todas as cidades goianas con­versando com lideranças classistas, religiosos e comunitárias e com os prefeitos, independentemente de partido, pois a sociedade hoje quer renovação, quer o novo com bons projetos”, destacou Maguito.

 

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