Cotidiano

Número de casos de conjuntivite cresce

Redação DM

Publicado em 20 de fevereiro de 2018 às 01:32 | Atualizado há 8 anos

Desde o fim do carnaval, a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) tem acompa­nhado um aumento nos casos de conjuntivite na capital e surtos da doença já estão sendo monitora­dos. Medidas de higiene são fun­damentais para evitar a transmis­são e contágio da infecção.

Inicialmente, foi verificado um aumento no atendimento de casos da doença nos Centro de Assistência Integral à Saúde (Cais) Amendoeiras e Chácara do Governador. Logo em segui­da, surtos intradomiciliares fo­ram notificados em moradores da região Leste de Goiânia. Os pacientes estão sendo acompa­nhados conforme critérios de vi­gilância epidemiológica.

Ainda não se sabe ao certo qual é o agente que circula em Goiânia. ‘Pode ser viral ou bac­teriana, mas é preciso investi­gar’, pondera Flúvia Amorim. A doença causada por vírus é mais resistente e circula com mais facilidade no ar. Equipes da SMS monitoram pacientes diagnosticados e realizam co­leta de material para exames laboratoriais.

Casos de conjuntivite têm sido registrados desde o início do ano em diferentes Estados brasileiros, como Mato Grosso e São Paulo, e em cidades goianas, como Caldas Novas. ‘A aglome­ração de pessoas durante o car­naval é um fator de risco para circulação da doença’, alerta a su­perintendente de Vigilância em Saúde da SMS, Flúvia Amorim.

PREVENÇÃO

Para evitar que a doença se pro­pague, medidas de higiene são fun­damentais. Para reduzir as chances de contágio e transmissão, o indi­cado é higienizar com frequencia o rosto e as mãos, usando água e sabonete líquido. Se não for pos­sível, o álcool em gel é uma opção.

Deve evitar coçar os olhos e tocar em objetos, aumentar o intervalo de troca de toalhas ou utilizar materiais descartá­veis para enxugar rosto e mãos e não compartilhar produtos de uso pessoal, como maquiagens, por exemplo.

‘Quem já está infectado tam­bém deve adotar medidas para evitar a transmissão’, orienta a superintendente de Vigilância em Saúde da SMS. Além de hi­gienização do rosto e mãos, entre as recomendações também es­tão evitar frequentar locais com aglomerações de pessoas, como escolas, creches, locais de traba­lho, piscinas, academias, bares e clubes, e trocar as fronhas dos travesseiros diariamente.

Durante o período de circula­ção da doença, diretores e coor­denadores de escolas e creches e responsáveis por hotéis, clubes e academias devem ficar aten­tos e reforçar as medidas de hi­giene nos locais.

Toda pessoa deve procurar o serviço de saúde em caso de suspeita de conjuntivite para diagnóstico, orientações quan­to ao tratamento e controle. Os trabalhadores devem ser afas­tados do ambiente de trabalho, conforme recomendação médi­ca para o retorno.

DOENÇA

A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, uma membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular (o branco dos olhos) e o interior das pálpebras. Em geral, a doença ata­ca os dois olhos e pode durar de uma semana a 15 dias.

Traumas, alergias, irritação química (exemplo: protetores solares que com o suor irritam os olhos) e infecções por vírus, bactérias ou fungos são as cau­sas mais frequentes. ‘Como as causas mais frequentes são as infeções e alergias, os pacientes que apresentam os sintomas de­vem procurar o serviço de saúde e evitar a automedicação’, desta­ca Flúvia Amorim.

 

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