Política

Vereadores indiciados por desvio de mais de R$ 12 mil em gasolina

Redação DM

Publicado em 7 de fevereiro de 2018 às 00:55 | Atualizado há 8 anos

A Polícia Civil indiciou dois ve­readores, oito servidores da Câmara Municipal de Inhumas, um empre­sário e o contador de um posto de combustível por crimes de dispensa ilegal e fraude em licitação, além de peculato. O empresário Celso Duar­te de Paula está envolvido.

De acordo com o delegado Humberto Teófilo, o grupo desviou mais de R$ 12 mil em gasolina en­tre janeiro e setembro de 2016. O va­lor corresponderia a 3,2 mil litros. “Só nos recessos parlamentares a Câmara gastou aproximadamen­te R$ 2,2 mil no mês de janeiro e R$ 2,7 mil no mês de julho, sendo que a frota oficial da cada legislativa é composta apenas por duas motos e um carro”, afirmou o delegado.

A investigação apontou que Celso, que é dono de um posto de combustível, foi beneficiado de forma ilegal em uma dispensa de licitação. Posteriormente, ele também teria sido favorecido em uma licitação supostamente frau­dada no valor de R$ 26 mil.

Na lista dos 12 indiciados es­tão ainda os vereadores Lean­dro Vieira Essado e Gleiton Luiz Roque – que, à época, era presi­dente da Câmara Municipal. Di­retores da Casa, membros da Comissão de Licitação, asses­sor jurídico, advogado, o conta­dor da Câmara e o contador do posto de combustível compõe o restante dos alvos do inquérito.

FIRMINÓPOLIS

O prefeito de Firminópolis, Jorge José de Souza, e os secre­tário municipais de Administra­ção, Gilson José de Mesquita, e de Educação, Joana D’Arc Falo­ne Nunes, estão proibidos de uti­lizar os prédios públicos munici­pais para fins particulares. A decisão do juiz Eduardo Cardoso Gerhardt acolheu pedido feito em ação ci­vil pública proposta pelo promotor de Justiça Ricardo Lemos Guerra.

De acordo com magistrado, o MP apresentou documentalmen­te “fortes indícios da falta de zelo dos réus para com a coisa públi­ca, incidindo, assim, na quebra do princípio constitucional da morali­dade administrativa, além dos de­veres de honestidade e ética, que culminaram com ‘empréstimo’ de um prédio público a particulares”

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