Política

“Povo quer novas ideias, mudanças e alternância de poder em Goiás”

Redação DM

Publicado em 2 de fevereiro de 2018 às 00:56 | Atualizado há 8 anos

“É preciso ter alternância, mudança, renovação e reoxigenação dos parti­dos”, é o que acredita o ex-governador e ex-prefeito de Aparecida de Goiâ­nia Maguito Vilela (MDB), em re­lação ao momento político e com a aproximação das eleições para o governo do Estado. Em entrevista ao Diário da Manhã, Maguito ressal­ta que a população brasileira anseia por governantes que sejam honestos, tenham seriedade e idealismo e se preocupem com as necessidades do povo. O ex-prefeito, que esteve esta semana em Brasília em um almo­ço com o presidente Michel Temer (MDB), destaca que Temer “está pro­curando colocar o Brasil nos trilhos, está procurando fazer o melhor para o País e está conseguindo”, afirma. A respeito da sucessão estadual e alian­ça entre oposições, Maguito reforça que somente após as convenções será possível definir alianças e no­mes que disputarão o cargo. Em re­lação à candidatura de Daniel Vilela (MDB) ao governo do Estado, Ma­guito é enfático: “Não sou candidato a nada para facilitar a vida pública dele [Daniel Vilela]. Já dei a minha contribuição, já fui tudo o que quis ser na política, tenho que oportuni­zar os mais jovens, como o Daniel, a também alcançarem os seus sonhos”.

 

 

 

A ÍNTEGRA DA ENTREVISTA

 

Diário da Manhã – Maguito, o senhor esteve com o presidente Michel Temer (MDB), almoçou com ele. Como o senhor analisa a situação política do País?

Maguito Vilela – Conversei bastante com o presidente Mi­chel Temer, embora a populari­dade dele esteja baixa, na reali­dade ele é um presidente que está fazendo o dever de casa corre­tamente, está procurando colo­car o Brasil nos trilhos, está pro­curando fazer o melhor para o país e está conseguindo. Os nú­meros estão aí para quem qui­ser ver, a inflação caiu bastante, a taxa Selic e taxa de juros caiu imensamente. Ele sancionou a lei do Reurb, que proporciona a todos os brasileiros regularizar suas propriedades, sejam rurais ou urbanas. Ele fez a reforma do Ensino Médio. Enfim, o presiden­te Temer está procurando fazer o que é importante para o Brasil e isso todos nós estamos testemu­nhando. É lógico que em função de estar enfrentando as reformas ele está com a popularidade bai­xa. Mas a história vai registrar que o presidente está no cami­nho correto, ele está querendo acabar com aquilo que está er­rado no país e fazer o que cer­to. Conversamos também sobre política, eleições este ano. Acre­dito que este ano todos nós te­mos de estar conversando com a população sobre os nossos can­didatos, o futuro do nosso Esta­do, o futuro das nossas cidades, o país que queremos, o futuro do nosso País. Penso que todos nós temos responsabilidade e pro­curar orientar a população da melhor forma possível. Acredi­to que temos que eleger candi­datos que estão comprometidos com a paz, comprometidos com o progresso, com o desenvolvi­mento. Pessoas que tenham ideal e vontade de servir nossas cida­des. A eleição agora é estadual e federal, que tenham vontade de ajudar os nossos Estados e o nosso País. De forma que o pre­sidente Temer está muito aber­to às conversações para poder continuar fazendo uma política correta. Também conversamos, naturalmente, sobre as eleições em Goiás. É lógico que ele sabe que aqui tem três candidatos já colocados e vão surgir outros de outros partidos, mas que o vice­-governador José Eliton é o can­didato do governo, o Daniel Vi­lela é o pré-candidato do MDB e o Ronaldo Caiado que é o pré­-candidato pelo DEM. São pes­soas que têm serviços prestados, que querem trabalhar pelo esta­do, mas o presidente Temer sabe que o candidato do MDB é o Da­niel e me disse que vai torcer para que o Daniel possa ser eleito em Goiás. Mas essa é uma discussão que começa a ser travada agora com os eleitores.

Diário da Manhã – O senhor acredita que a tendência é manter as candidaturas de Caiado e Daniel no primeiro turno ou, até as convenções, há possibilidade de convergência?

Maguito – Lógico que em po­lítica tudo é possível, estamos conversando e procurando me­lhor caminho para o Estado de Goiás. Acredito que até as con­venções muita coisa vai aconte­cer, as alianças estão sendo fei­tas ou serão feitas, os partidos vão deixar claras suas opções por este ou aquele candidato. Mas estamos conversando com todo mundo procurando o me­lhor caminho. O que vai acon­tecer ninguém sabe, se teremos três, quatro, cinco ou seis can­didatos. Enfim, isso só o futuro vai nos dizer e esse futuro está próximo, acredito que em março tem a janela, aqueles que querem mudar de partido vão mudar os que querem continuar vão con­tinuar e penso que em março é o mês ideal para se fazer as alian­ças e nós vamos ter as definições.

Diário da Manhã – O senhor acredita que o grupo do governador Marconi Perillo (PSDB), que está no poder há quase 20 anos, caminha para momento de fadiga ou ainda a oposição pode correr risco?

Maguito – É preciso ter alter­nância, é preciso ter mudança, é preciso ter renovação e reoxi­genação dos partidos. Vejo que há um sentimento de mudan­ça, mas a mudança tem que ser responsável, equilibrada, a mu­dança tem que ser para muito melhor. Então, vamos acompa­nhando os acontecimentos, mas o governador é um político há­bil, tem a máquina na mão, o Ronaldo é um candidato tam­bém forte e um senador que tem feito um bom trabalho e tem um partido tradicional no país. O Daniel é um jovem, que acena com esperança de renovação, reoxigenação, de ideias novas e um novo modo de fazer políti­ca. Enfim, todos os pré-candida­tos vão ter oportunidade de colo­car suas ideias, mas o certo é que há um sentimento de mudança.

Diário da Manhã – O que o eleitorado espera dos políticos e dos partidos nas eleições deste ano?

Maguito – Seriedade, traba­lho, honestidade e idealismo. Os candidatos e os partidos polí­ticos têm que entender que eles têm que estar a serviço da popu­lação e fazer o bem para o povo, melhorar a qualidade de vida do povo, fazer o Estado se desen­volver. A infraestrutura ainda é precária, precisa de muita coisa para o Estado de Goiás se desen­volver, na área do agronegócio por exemplo, que é a mola pro­pulsora do nosso estado. Goiás é um grande produtor de alimen­tos, de grãos e carnes, todo tipo de carne. Esse Estado precisa de uma infraestrutura muito boa para escoar sua produção, para exportar sua produção. Nós pro­duzimos muito açúcar, álcool, o estado de Goiás hoje está prepa­rado para voar, mas precisa de infraestrutura e apoio, precisa rediscutir com os empresários os incentivos fiscais. São os em­presários que geram riquezas, que geram divisas para o Esta­do, apesar dos pesar eles têm de ser vistos com muito bons olhos, porque eles [empresários] promo­vem o desenvolvimento. O Esta­do também tem que olhar pela agricultura, pela pecuária, pelo comércio, tem que olhar pelos pobres e menos favorecidos. É lógico que tem que gerar muitos empregos para melhorar a quali­dade de vida dos menos favoreci­dos, dos mais humildes. Acredito que o candidato, político, admi­nistrador, governante, tem que olhar com muito carinho pela classe desempregada, tem que apoiar mais as famílias humil­des. O político tem que pensar em apoiar os empresários, mas tem que também olhar pelas classes menos desfavorecidas.

Diário da Manhã – O senhor acredita que o MDB controlar as grandes prefeituras como Goiânia, Aparecida, Rio Verde, Catalão, Formosa, Goianésia, Mineiros é um trunfo eleitoral do partido?

Maguito – Sem dúvida nenhu­ma. E o MDB tem a responsa­bilidade com o Estado de apre­sentar um candidato que tenha talento, equilíbrio, juventude, for­ça e experiência na vida públi­ca para poder contribuir com a democracia. Se o MDB não lan­çar um candidato está prestan­do um desserviço a Goiás e um desserviço à democracia, como os outros partidos também. O PSDB, PT, DEM são grandes, porque não lançam candida­tos? A sociedade tem o direito de ter um leque grande de opções para votar. Então, o MDB nun­ca deixou de lançar um candi­dato ao governo do Estado, foi Iris, fui eu, foi o Naftali, o próprio ex-governador Agenor Rezende, todo mundo teve oportunidade de ajudar o Estado. Agora, um partido com essa grandeza, com essa dimensão, com tantos pre­feitos não vai ter um candidato a governador? Isso é um desser­viço à democracia e um desser­viço ao estado de Goiás.

Diário da Manhã – Embora o senhor não admita disputar as eleições este ano, seu nome tem figurado nas pesquisas, tanto para governador quando senador.

Maguito – Não sou candida­to a nada. Sou um homem deci­dido, quando quis ser candidato procurei, postulei e fui candida­to. Hoje, não serei candidato em hipótese nenhuma, até porque tem o meu filho que é pré-candi­dato a governador e vou ajudá­-lo e apoiá-lo, vou incentivá-lo a continuar sendo pré-candida­to e a ser o candidato a governa­dor pelo MDB. Sou um político leal, um político decidido, sou um político que nunca sai do meu partido e nunca traí ninguém da vida pública ou meu partido. Não sou eu que vou trair o sonho do meu filho, vou apoiá-lo decidi­damente. Não sou candidato a nada para facilitar a vida públi­ca dele [Daniel Vilela]. Já dei a minha contribuição, já fui tudo o que quis ser na política, tenho que oportunizar os mais jovens, como o Daniel, a também alcan­çarem os seus sonhos.

Diário da Manhã – A pesquisa DataFolha revela que há mais de 20 candidatos à presidência da República, nomes antigos e novos. Quem o senhor acredita está à altura de governar o País?

Maguito – Acredito que todos que estão sendo comentados tem o seu valor e sua história. Vamos aguardar a definição e depois é possível fazer uma análise me­lhor desses candidatos.

Diário da Manhã – Goiás tem um nome importante, que é o do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. O senhor vê com otimismo uma possível candidatura dele?

Maguito – Excelente nome. No mundo econômico e financeiro não existe nome melhor. Mas não dis­putou ainda um cargo tão eleva­do como presidente da República, então vamos ver se ele tem dispo­sição, alianças, se ele terá parti­dos para apoiá-lo. Isso só o tem­po vai nos mostrar, mas é lógico que o goiano Henrique Meirelles é um homem muito interessante como candidato, como muitos ou­tros nomes que o Brasil tem e é im­portante que a população esco­lha alguém que vá governar bem o nosso país. Temos que lutar mui­to para melhor o nosso estado e o nosso país. O povo está inseguro, precisamos ter um projeto para a Segurança Pública, correto em Goiás e no nosso país, e na saúde, educação, meio ambiente. Mas te­mos um leque de problemas muito grande e que precisam ser bem re­solvidos no nosso Estado e no Brasil.

Diário da Manhã – Tem muita gente que acredita que do ponto de vista político o ex-presidente Lula deveria participar das eleições. Qual o seu ponto de vista?

Maguito – O presidente Lula deu sua contribuição para o Brasil, fundou um partido grande hoje no país, mas esse é um problema do PT e do próprio presidente Lula. Ele, infelizmente, está enfrentan­do problemas na Justiça, precisa ver como vai ficar nessa situação. Mas é um nome que, hoje, despon­ta nas pesquisas e está em primei­ro lugar. Se as pesquisas indicam que é um nome que figura em pri­meiro lugar em todas as pesqui­sas é porque tem valor, porque tem apoio da população. Agora, é pre­ciso ver como vai ficar a situação jurídica dele. Vamos aguardar os acontecimentos.

 



A história vai registrar que o presidente Temer está no caminho correto, está querendo acabar com aquilo que está errado no País e fazer o que é certo”

 

O eleitor espera do político seriedade, trabalho, honestidade e idealismo. Os candidatos e os partidos políticos têm que entender que eles têm que estar a serviço da população e fazer o bem para o povo, melhorar a qualidade de vida do povo, fazer o Estado se desenvolver”

 

Já disse e repito: não sou candidato a nada. Meu compromisso é ajudar o MDB e o Daniel nestas eleições. Defendo renovação política e Daniel encarna esse sentimento”

Tags

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia