Em posições opostas na tabela, Tigre e Dragão fazem segundo clássico do Campeonato
Redação DM
Publicado em 27 de janeiro de 2018 às 01:08 | Atualizado há 1 ano
Dos três times da capital, o Vila Nova foi o último a se apresentar para a pré-temporada e iniciar a preparação para o Campeoanato Goiano. Mesmo com o pouco tempo de trabalho, o Tigre vem suportando bem a maratona de jogos, ainda não perdeu no estadual e chega para o clássico de hoje, diante do Atlético, com todo o seu elenco à disposição.
Com dois empates (contra Iporá e Anapolina) e uma vitória (em cima do Goiás), o colorado se mantém invicto no ano, e lidera o Grupo B, com 5 pontos. Mesmo com a performance positiva, o técnico Hemerso Maria está em alerta para o desgaste do grupo de jogadores.
“O início de temporada está alucinante. Nossa pré-temporada foi intensa e o campeonato não está suave. Tivemos o Iporá, vencemos o clássico e não tivemos nem tempo de desfrutar. Enfrentamos um jogo difícil contra a Anapolina e agora já temos outro clássico. Tem que haver alguns cuidados. Nós estamos repetindo a escalação e já estamos vendo sinais de desgastes”, ressaltou o treinador.
A atenção em cima desse fator vem tendo resultados, uma vez que o elenco colorado não tem nenhum jogador no departamento médico. “Problemas vão acontecer. Clubes como Corinthians, Flamengo e Palmeiras, que tem mais estrutura e elencos maiores, também têm jogadores no departamento médico. O que a gente faz é um trabalho preventivo para que isso não aconteça. Pensamos em poupar alguns jogadores contra a Anapolina, mas conseguimos recuperar os atletas e colocar em condição de jogo”, destacou o comandante, que não indicou se irá ou não poupar algum jogador.
E m relação ao duelo de hoje, Hemerson Maria espera umjogocomplicado, mesmo enfrentando um rival que vive um momento de instabilidade na competição. “Cada jogador reage de uma maneira diferente. Quando eu estou pressionado, eu costumo ter mais rendimento. Se tiver vários jogadores do Atlético com esse perfil, complica até mais para nós. Agora tem jogador que é mais melancólico, que não é acostumado a receber cobrança e sente a pressão. Apara enfrentar um Atlético forte, porque no clássico o estado anímico se iguala”, finalizou o treinador.
O cara do Vila: Diego Giaretta
Em meio a vários jogadores jovens da categoria de base, que nos últimos dois anos se integraram ao elenco profissional, se destaca a experiência de Diego Giaretta. O zagueiro, que também atua como lateral esquerdo, é bem rodado no futebol brasileiro, e chega para o Vila Nova para exercer o papel de liderança.
Aos 34 anos, Giaretta é de longe o jogador mais velho do elenco colorado – os mais próximos dele são o lateral esquerdo Anderson Luís e o volante Fagner, com 29 anos. Além do papel de liderança, o zagueiro vem com a responsabilidade de manter a solidez defensiva, principal destaque do Tigre na temporada 2017. Com alta rodagem no futebol brasileiro, Giaretta tem como clubes de destaque o Grêmio, Figueirense e Botafogo. Nos anos de 2012 e 2013, o jogador também defendeu o Atlético, que será o seu adversário de hoje.
Árbitro: Eduardo Tomaz
Assistentes: Fabrício Vilarinho (Fifa) e Alexandre Amaral
Horário: 17h
Local: Estádio Olímpico, Goiânia (GO)
Preço dos ingressos: R$ 40. Quem apostar na Timemania com Vila Nova ou Atlético como time do coração paga meia-entrada
Sob pressão, Atlético quer vitória para evitar crise no início do ano
Matheus Alves
Depois de três rodadas no Campeonato Goiano e nenhuma vitória, o Atlético chega muito mais pressionado para o clássico diante do Vila Nova. Além da derrota para a Aparecidense por 2 a 1 na última rodada, a equipe empatou em duas oportunidades: 2 a 2, contra o Itumbiara, e 0 a 0 com o Grêmio Anápolis. Diante do cenário negativo e a lanterna de seu grupo, a torcida já demonstra impaciência com diretoria e comissão técnica.
Para o derby contra o Vila Nova, o técnico João Paulo Sanches tem várias dúvidas em mente e alguns lesionados sem condições de jogo. O atacante Élder Santana, com lesão muscular na coxa esquerda, está vetado pelo departamento médico. Além disso, o meia Jorginho é dúvida – e não participou do último treino antes da partida – por conta de um desconforto muscular. Em contrapartida, o volante Rodrigo está relacionado pela primeira vez e o meia Tomas Bastos está à disposição depois de sofrer uma pancada.
“Há o desgaste psicológico no elenco. Quando não se tem vitória, dificulta alguns aspectos do trabalho como autoestima e confiança. Usei uma expressão e falei para eles: o futebol é desumano e não existe verdade. Se vencermos o clássico, o Atlético volta a ser uma grande força no estado. Não vencendo, há a crise e teremos que enfrentar tudo isso”, avaliou o técnico João Paulo Sanches.
O Dragão deste ano é totalmente remodelado em relação ao elenco que terminou a temporada passada e a busca pelo entrosamento entre os novos jogadores é incessante. O adversário, por outro lado, contém vários atletas remanescentes e conta com o técnico Hemerson Maria invicto em clássicos desde que assumiu o colorado: são duas vitórias e um empate contra o Goiás. Para João Paulo Sanches, a sequência de trabalho é fundamental para o retrospecto.
“Hemerson é um treinador que consegue passar o seu espírito para a equipe. É um time organizado e intenso. O Vila Nova, independente se eram titulares ou não, inicia o jogo de amanhã com sete atletas remanescentes. O Atlético com três ou quatro. Esse entrosamento também é preponderante para que o Hemerson consiga se dar bem nos resultados recentes”, decretou o técnico do Atlético.

O cara do Atlético: Tomas Bastos
Tomas chegou ao rubro-negro com status de titular, mas apenas na última rodada, na derrota para a Aparecidense, conseguiu estrear entre os onze iniciais por problemas na documentação. O meia de 25 anos, que veio do Coritiba, conseguiu marcar o seu primeiro gol com a camisa atleticana contra o Camaleão. Se destacou na Série B de 2014 pelo Boa Esporte, onde foi vice artilheiro com 15 gols.
O atleta tem por principais características a armação das jogadas no meio-campo, além da qualidade na bola parada, seja nos escanteios ou faltas, além do chute de longa distância. Diante da Aparecidense, vinha se destacando na partida, mas teve de ser substituído após sofrer uma forte pancada no braço direito. Houve suspeita de fratura, mas não passou de um susto. O meio-campista está apto para enfrentar o Vila Nova no clássico e vem treinando entre os titulares.
Divisão de torcidas – Estádio Olímpico

