Esportes

Hora de medir forças: Goiás X Vila Nova

Redação DM

Publicado em 21 de janeiro de 2018 às 00:47 | Atualizado há 1 ano

Após estrear com vitória diante da Aparecidense, o Goiás tem pela frente o primeiro clássico da tem­porada diante do Vila Nova. Para a partida acontecerão novidades. A primeira delas é que o jogo será no Estádio Olímpico, devido à reforma do gramado do Serra Dourada. Outra é a presença apenas da torcida do Goiás. Apesar do novo local da partida, o goleiro Marcelo Rangel lamentou a mudança, principal­mente pelo fato do Olímpico re­ceber menos torcedores.

“São dois bons estádios. Por se tratar de um clássico, acho que no Serra Dourada seria melhor pra gente porque o mando é todo do Goiás e o Serra poderia ter um maior público. Já que é no Olímpico, um bom es­tádio, um gramado bom, que nossa tor­cida possa lotar o estádio e nos em­purrar para cima do adversário’’, fa­lou o goleiro.

Devido aos episódios de violência ocorridos no ano passado, um acordo foi firmado entre as diretorias para que apenas a torcida do time mandante estives­se presente no estádio. Túlio Lusto­sa, que por vezes defendeu a cami­sa do Goiás em clássicos diante do Vila Nova, lamentou que a partida tenha apenas uma torcida.

“Torcida única é sempre lamen­tável para o futebol. Eu presenciei várias vezes pelos clássicos que eu jogava, que era uma festa muito bonita. Ultimamente nos últimos anos tem sido lamentável algumas cenas que a gente tem visto, por uma parte mínima da torcida, mas que compromete todo o espetácu­lo, tira a graça que é um clássico e a rivalidade sadia. É triste ver isso, mas eu espero ver novamente um dia o Serra dividido e as duas tor­cidas fazendo a festa como sem­pre fizeram’’, lamentou o dirigente.

Para a partida, o único desfal­que do Goiás será fora de cam­po. Hélio dos Anjos foi expulso na partida diante da Apareciden­se e terá de cumprir suspensão automática. Com a ausência do treinador, o time será comanda­do por Guilherme dos Anjos, fi­lho e auxiliar do técnico. Dentro de campo, Eduardo Brock, que foi liberado na estreia volta a ser opção. Além dele, Alex Silva, foi regularizado e está à disposição. Segundo Hélio dos Anjos, a úni­ca baixa pode ser Carlos Eduardo, que recebeu uma pancada con­tra a Aparecidense. Caso não jo­gue, Maranhão é a principal op­ção para substitui-lo.

Em 19 duelos diante do colo­rado, Hélio dos Anjos tem ampla vantagem no número de vitórias. São 14 triunfos, quatro empates e apenas uma derrota. Apesar dos números expressivos, o treinador sabe que o jogo é resolvido dentro de campo e pregou respeito ao ad­versário na partida de hoje.

“Eu tenho esse jogo como jogo muito especial. Toda vida, estan­do no Goiás ou em outra equipe eu sempre procurei respeitar ao máxi­mo o Vila, que é uma equipe vibran­te, com uma participa­ção intensa do torcedor, nunca vai ser um adver­sário fácil e simples’’, des­tacou o treinador.

 

 O cara do Goiás – Marcelo Rangel

Dono da camisa 1 do Goiás desde a temporada passada, Marcelo Rangel co­meçou 2018 com a mão direita, afinal de contas foi com ela que defendeu o pênalti cobrando por Uederson, ainda no primei­ro tempo do jogo contra a Aparecidense.

Desde 2017, o arqueiro vem se notabili­zando pelo alto aproveitamento em defe­sas de pênalti. Ano passado ele defendeu 8 em 15 cobranças. Esse ano, o aprovei­tamento segue alto, em dois pênaltis co­brados ele defendeu um. No total são 9 pênaltis defendidos em 17 cobranças, aproveitamento de 52% da marca da cal.

“É muito trabalho, que desenvolve to­das as habilidades que o goleiro pode ter. Desde as categorias de base, em todas as decisões que eu fui, eu fui feliz nos pênal­tis. No profissional, também tive algumas decisões e pude pegar algumas cobran­ças. O ano que mais me marcou foi real­mente o ano passado. Em 15 cobranças podendo pegar 8 pênaltis é uma marca muito boa. Esse ano, de dois já pude fazer uma defesa’’, falou o goleiro. (P.H)

 

  • Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (Fifa)
  • Assistentes: Bruno Pires (Fifa)e Leone Carvalho
  • Horário: 17h
  • Local: Estádio Olímpico, Goiânia (GO)
  • Preço dos ingressos: R$ 40. Quem apostar na Timemania com o Goiás como time do coração paga meia-entrada


Tigre espera evolução no clássico, após estreia frustrante no Goiano

 

 Igor Pereira

Com o empate na estreia do Campeonato Goiano, diante do Iporá (1 a 1), o Vila Nova entra para o clássico de hoje muito mais pres­sionado do que o rival. O time saiu do Estádio Olímpico vaiado por sua torcida, após o tropeço, e o técnico Hemerson Maria teve apenas um treinamento para ajustar a equipe para o duelo de hoje.

O treinador reconhece que o Ti­gre esteve um pouco preso no seu primeiro compromisso, mas espe­ra evolução para o clássico, mesmo com o pouco espaço para prepara­ção: “Eu analiso mais a performance do que o resultado. Embora nós não tenhamos vencido o Iporá, houve­ram coisas boas no jogo. Contra o Goiás eu acredito que a equipe vai estar mais solta e com os jogado­res mais confiantes, principalmen­te do meio de campo para frente, para que possamos realizar jogadas e fazer gols”, analisou Hemerson.

O técnico colorado, que chegou ao clube ao final do Campeonato Goiano de 2017, vive um momento em que há muita desconfiança em torno de seu time, situação bem di­ferente ao que foi no final do ano passado. Mesmo assim, Hemer­son descarta entregar o rótulo de favorito ao rival desta tarde.

“Não jogo a responsabilidade para o outro lado. Todo clássico é dividido. Desde que eu cheguei aqui eu sei que a diferença de vi­tórias do Goiás em cima do Vila Nova é uma das maiores em clás­sicos brasileiros, mas isso é coisa do passado. O que importa são os times atuais. Nas ruas podem até considerar o Goiás como favori­to, mas temos jogadores acostu­mados com clássicos, e eu confio que eles podem trazer a vitória”, cravou o comandante alvirrubro.

Hemerson Maria fechou o trei­no de ontem, e não revelou a for­mação que enfrenta o Goiás. A ten­dência é que haja duas alterações em relação ao time que estreou no Campeonato Goiano. O go­leiro Mateus Pasinato, que por último estava no XV de Piracicaba, foi regularizado e deve as­sumir a condição de ti­tular, no lugar de Ga­briel, que falhou no gol do Iporá. No meio de campo, o volante Fag­ner pode entrar no lugar do prata da casa Batata, que fez seu primeiro jogo como profissio­nal e sentiu o peso da estreia.

Além disso, o treinador co­lorado terá mais duas opções no banco de reservas, uma vez que o volante Ryan e o meia Alaor também foram regularizados e ficam à dis­posição da co­missão téc­nica. Ryam Ramos estava no União da Madeira, de Por­tugal, en­quanto Alaor vem do Luverden­se, e foi contratado para o lugar de Sérgio Mota, que deixou o Tigre ainda na pré-tem­porada, seduzido por uma proposta do futebol chinês.

 

 O cara do Vila Nova – Mateus Pasinato

 

O goleiro Mateus Pasinato vive, aos 25 anos, o maior desafio de sua carreira no Vila Nova. Formado no futebol paulista, o arqueiro passou por Desportivo Bra­sil, Rio Preto, Olímpia e Rio Branco. Em 2013, Pasinato chegou ao XV de Piraci­caba, onde ganhou destaque. No final do ano passado, o jogador viveu uma nego­ciação frustrada com o Brentford, da se­gunda divisão da Inglaterra, que chegou a fazer testes com o goleiro, mas não con­cretizou a contratação.

Após o seu regresso, o XV de Piracicaba optou por emprestar Pasinato ao Bragan­tino. O goleiro chegou a se apresentar em Bragança Paulista, mas foi seduzido pela proposta do Vila Nova e trocou de clube ainda na pré-temporada.

“Fiquei muito feliz de vir para cá. Ano passado por detalhes o time não subiu para a Série A, então fiz a escolha de dei­xar o Bragantino, que vai disputar o Cam­peonato Paulista, mas senti confiança no projeto que me foi apresentado”, ressaltou.

 

Tags

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia