Política

Baldy deve deixar ministério para disputar reeleição pelo PP

Redação DM

Publicado em 14 de janeiro de 2018 às 01:50 | Atualizado há 8 anos

Alexandre Baldy (foto) deve­rá deixar o Ministério das Cidades até 7 de abril – data-limite para desincompatibilização -, retor­nar à Câmara Federal para dis­putar mandato à reeleição em 7 de outubro próximo. Pelo me­nos é o que tem deixado transpi­rar nas conversas com prefeitos, presidentes de partidos e parla­mentares que o visitam na Espla­nada dos Ministérios, em Brasília.

Baldy já recebeu convites de mais de 10 dos 35 partidos exis­tentes no País, já que está sem fi­liação desde que deixou o Pode­mos, em dezembro, atritado com a presidente nacional da legenda, Renata Abreu (SP). Ele contrariou o comando do Podemos ao votar, duas vezes, em favor de Michel Te­mer nos processos em que o MPF pedia autorização da Câmara Fe­deral para que o STF investigasse o presidente da República.

Nas conversas com lideran­ças políticas nacionais e goianas, Alexandre Baldy sinaliza que vai mesmo filiar-se ao PP (agora Pro­gressistas), a convite dos sena­dores Ciro Nogueira (nacional) e Wilder Morais (estadual).

Baldy tem dito aos políticos que não pretende se afastar do grupo político liderado pelo governador Marconi Perillo (PSDB) em Goiás. Como se sabe, o jovem empresá­rio de 37 anos iniciou sua carreira política no PSDB, pelas mãos de Marconi Perillo. O primeiro car­go público que ocupou – a secre­taria estadual de Indústria e Co­mércio – foi no governo Marconi.

Logo que foi empossado no cargo de ministro das Cidades, Ale­xandr Baldy foi citado, por parla­mentares, prefeitos e vereadores goianos, como possível candidato a governador de Goiás nas eleições deste ano. De imediato, o ministro descartou a possibilidade de con­correr ao Palácio das Esmeraldas.

O MDB de Iris Rezende, Ma­guito Vilela, Gustavo Mendanha e Daniel Vilela insiste em obter o ingresso de Alexandre Baldy, mas até agora não obteve êxito. Bal­dy tem dificuldades também em filiar-se, por exemplo, no DEM de Ronaldo Caiado, em razão de suas “raízes marconistas”.

Alexandre Baldy vai conver­sar com o presidente Michel Te­mer para acertar a sua saída do Mi­nistério das Cidades no início de abril. Com o retorno de Baldy à Câ­mara Federal, Sandes Júnior (PP) voltará à condição de suplente

 

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