Cotidiano

Safra da esperança

Redação DM

Publicado em 12 de julho de 2017 às 03:24 | Atualizado há 1 ano

  • E o resultado é uma safra recorde: 240,3 milhões de toneladas, apresentando um aumento de 30,1% em relação ao ano agrícola anterior. Goiás dá a sua cota com uma produção de 26,6 milhões de toneladas. O Banco do Brasil, principal agente financeiro do meio rural, abre os cofres para a safra 2017/2018, disponibilizando o volume de R$103 bilhões. Um detalhe: com muito menos burocracia e liberação mais rápida. Do jeito que o produtor gosta com a sua natural simplicidade

BB disponibiliza R$ 103 bilhões para a safra 2017/18 

O Banco do Brasil vai destinar R$ 103 bilhões em recursos para a safra 2017/18. Desse total, R$ 11,5 bilhões serão destinados para as empresas da cadeia do agronegócio e R$ 91,5 bilhões em crédito rural aos produtores e cooperativas. Do montante, R$ 72,1 bilhões serão direcionados para operações de custeio e comercialização e R$ 19,4 bilhões para créditos de investimento agropecuário.

O BB também reduziu a quantidade de declarações necessárias para o processo de crédito, tornando o processo de contratação mais ágil.

Taxas – Redução das taxas em um ponto percentual para as linhas de custeio, investimento e comercialização da agricultura empresarial.

PRONAMP – Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural: Em continuidade à política de apoio ao Médio Produtor Rural, destinando R$ 15,5 bilhões nesta safra.

PRONAF–Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar: Sendo o principal banco da agricultura familiar, o BB estima aplicar R$ 14,6 bilhões. Além da manutenção das reduzidas taxas para financiamento através do Pronaf entre 2,5% ao ano e 5,5% ao ano.

PRONAF Mais Alimentos – A linha de crédito para investimento do Pronaf, o Pronaf Mais Alimentos, terá R$ 6,5 bilhões para financiamentos na safra 2017/18.

ABC – Programa Agricultura de Baixo Carbono: O Banco do Brasil apoia a agricultura sustentável através do Programa ABC. Na safra 2017/18, o BB projeta conceder mais de R$ 1,5 bilhão em financiamentos destinados a essa finalidade.

Armazenagem – Demonstrando o apoio creditício ao melhoramento da infraestrutura do País e da capacidade estática da armazenagem, o Banco do Brasil estima aplicar R$ 1 bilhão por meio do Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) na safra 2017/18.

INOVAGRO – Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária: O Banco do Brasil incentiva a incorporação de inovação tecnológica no campo, a adição de boas práticas agropecuárias e a agregação de valor no campo. Para tanto, projeta financiar R$ 1 bilhão por meio do Inovagro na safra 2017/18. A abrangência do programa foi ampliada com a inclusão de equipamentos de agricultura de precisão e de sistemas de conectividade, para a gestão das atividades agropecuárias, entre as atividades financiadas pelo programa.

Moderfrota – Em continuidade ao apoio à modernização no agronegócio, o Banco do Brasil estima aplicar R$ 700 milhões para operações de investimento por meio do Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota).

Empresas do Agronegócio – O Banco do Brasil, fortalecendo os elos com o segmento produtivo antes e depois da porteira, disponibiliza R$ 11,5 bilhões para as empresas da cadeia do agronegócio.

Soluções para o Banco do Brasil 

Investe Agro – Lançada em fevereiro de 2017, a linha de crédito é destinada ao financiamento de máquinas novas ou usadas, de fabricação nacional ou importada, inclusive da linha amarela (retroescavadeira, pá carregadeiras, etc); veículos de carga; embarcações e aeronaves; benfeitorias; correção de solo; reforma de pastagens; aquisição de animais para cria, etc.

Destaques da linha: agilidade e facilidade de contratação.

Agências Especializadas Agro- Implantado o Atendimento especializado Agro em 13 agências do país. O modelo contempla horário estendido de funcionamento, atendimento agendado, consultoria de engenheiros agrônomos e capacitação específica para os funcionários das unidades.

Correspondentes Comerciais Agro – Empresas conveniadas que iniciam as operações de crédito para clientes do Banco do Brasil. Há dois modelos de atuação:

Correspondente Pronaf: são cooperativas, associações, federações, empresas de assistência técnica e empresas públicas de direito privado. Estas empresas acolhem operações de Pronaf Custeio e do Pronaf Mais Alimento. Cerca de 22% das operações do Pronaf da Safra 2016/2017 foram originadas pelos correspondentes.

Esteira Agro: são revendas de máquinas e implementos agrícolas que originam as operações de investimento para seus clientes.

Programa BB Agro Energia–Programa para financiamento de usinas geradoras de energia solar, eólica e biomassa. Como benefícios para o produtor: há redução dos custos de produção, geração de energia limpa, reserva e compensação, energia para quem não tem, além da tecnologia no campo. As operações possuem prazo de até 10 anos.

Apoio à Bovinocultura – O setor é objeto de tratamento específico no Banco do Brasil, com a definição de procedimentos simplificados para prorrogação.

Tendo em conta que o mercado de carnes ainda passa por período de oscilações, mediante solicitação do mutuário, as parcelas vencidas e vincendas entre 01.03.2017 e 31.12.2017 podem ter seus cronogramas reprogramados para um ano ao final do contrato.

Caravana FCO – Eventos realizados em 38 municípios da região Centro-Oeste, com palestras e balcão de negócios, visando fortalecer a parceria com o setor produtivo e apoiar o desenvolvimento da região. O montante disponibilizado atinge R$ 10,3 bilhões.

Soluções digitais 

Gerenciador Financeiro – Produtor Rural: A solução visa atender as necessidades dos produtores rurais com soluções financeiras, com as mesmas funções disponibilizadas para as empresas, como folha de pagamento, cobranças, etc.

Simuladores: clientes produtores rurais podem simular financiamentos rurais por meio do aplicativo BB, verificando prazos e prestações.

Extratos e Lançamento Futuro: Até recentemente o produtor rural precisava ir até a sua agência para conseguir um extrato do seu financiamento. Agora, já é possível acessar os extratos via aplicativo BB. Como também é possível verificar os lançamentos futuros de suas parcelas de financiamento rural

Geo Mapa Rural: Aplicativo pelo qual o produtor faz e a geo localização de sua propriedade e envias as coordenadas diretamente para o sistema do BB. O BB já recebeu mais de 200 mil áreas geo localizadas.

Contratação de operações de custeio e investimento via mobile: Cliente contrata suas operações diretamente do celular ou tablet, indo à agência apenas para assinar o contrato.

 

Grãos devem atingir supersafra de 237 milhões de toneladas  

A produção de grãos na safra 2016/17 pode chegar a 237,2 milhões de toneladas, com um aumento de 27,1%, ou 50,6 milhões de toneladas frente as 186,6 milhões da safra passada. Os números são da 10ª estimativa da atual safra,  divulgada ontem (11) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A supersafra atual se deve a condições climáticas favoráveis e ao aumento da produtividade média de todas as culturas, com destaque para soja e milho, que tiveram alto nível de aplicação tecnológica. A produtividade da soja subiu de 2.870 para 3.362 kg/ha na atual safra e a do milho total, de 4.178 para 5.522 kg/ha.

Também é resultado de uma pequena ampliação de área de 3,9%. A soma de todas as culturas pode chegar a 60,6 milhões de hectares, frente aos 58,3 milhões de ha da safra 2015/2016.

Os números da produção e área da soja permanecem os mesmos do último levantamento. A cultura deve crescer 19,4% e chegar a 113,9 milhões de toneladas, com ampliação de 1,9% na área plantada estimada em 33,9 milhões de hectares. Quanto ao milho total, a produção deve alcançar 96 milhões de toneladas, 44,3% acima da safra 2015/2016. A previsão é de 30,4 milhões de toneladas para a primeira safra e de 65,6 milhões para a segunda. A área total deve alcançar 17,4 milhões de hectares, com um crescimento de 9,2%. As duas culturas respondem por 88,5% dos grãos produzidos no País.

A produção e a área do feijão total também ficaram próximas dos números do levantamento anterior, devendo atingir 3,4 milhões de toneladas, numa área de 3,1 milhões de hectares. O feijão primeira safra, que já está colhido, detém uma produção de 1,39 milhão de toneladas, resultado 34,3% superior ao produzido em 2015/2016. Já a segunda safra deve alcançar 1,24 milhão de toneladas, sendo 613,8 mil toneladas do grão cores, 187 mil toneladas do preto e 439,6 mil toneladas do feijão caupi. No caso do algodão pluma, o crescimento é de 15,2%, podendo alcançar 1,5 milhão de toneladas, frente a uma estimativa de redução de 1,7% na área cultivada.

Culturas de inverno  

A previsão é de queda de 9,6% na área de trigo, podendo chegar a 1,93 milhão de hectares contra 2,1 milhões de ha da safra passada. A produção, com isso, deve recuar 17,1% e chegar a 5,6 milhões de toneladas frente as 6,7 milhões de t de 2016. Ao contrário do trigo, a aveia eleva a área em 15,3%, podendo alcançar 336 mil hectares, com uma produção estimada em 835,3 mil toneladas.

A pesquisa foi realizada no período de 18 a 24 de junho em todas as regiões produtoras, quando foram consultadas diversas instituições e informantes cadastrados em todo o País.

 

 

Goiás aumenta a previsão da safra em 39,6%  

A previsão de junho de 2017 para a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas aponta uma produção de 23,6 milhões de toneladas no Estado de Goiás no ano, indicando um aumento de 39,6% em relação à safra de 2016 (16,9 milhões de toneladas).

A produção nacional prevista para 2017 em junho é de 240,3 milhões de toneladas, apresentando aumento de 30,1% em relação ao ano anterior. A estimativa de área a ser colhida de cereais, leguminosas e oleaginosas para o Estado foi de aproximadamente 5,3 milhões de hectares, 5,9% maior que a área colhida em 2016 (aproximadamente 5 milhões de hectares). Para o Brasil, a área colhida ficou em torno de 61 milhões de hectares, o que representa um crescimento de 7% em relação à área colhida em 2016 (57,1 milhões de hectares).

Seguindo a tendência da estimativa do mês anterior, o Estado de Goiás permanece como terceiro colocado na produção de feijão (total), contribuindo com 9,8% de participação na produção nacional. Em relação ao feijão 3ª safra, a previsão é de redução, Goiás mantém-se como segundo maior produtor do País, 31,8% do total nacional, redução de 1,8% em relação a maio.

Outros destaques de Goiás, em relação ao mês anterior, são: o incremento de 30,2% na produção de cebola, tendo passado para 135,3 mil toneladas; o aumento de 4,5% no rendimento médio do milho (em grão), acréscimo de 380.700 toneladas; e aumento de (0,2%) na estimativa de produção de soja (em grão), acréscimo de 22.769 toneladas. Cereais, leguminosas e oleaginosas: caroço de algodão, amendoim, arroz, feijão, mamona, milho, soja, aveia, centeio, cevada, girassol, sorgo, trigo e triticale.

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