Daniel Vilela joga fichas no segundo turno
Redação DM
Publicado em 4 de maio de 2018 às 02:18 | Atualizado há 8 anos
O clássico de Glauber Rocha “Deus e o Diabo na Terra do Sol” ficou imortalizado pela cena final no duelo entre Corisco (Oton Bastos) e Antônio das Mortes (Maurício do Vale). A música “Se entrega Corisco!”, de Sergio Ricardo compõe a cena, quando Antônio das Mortes grita ordenando que Corisco se entregue. A resposta vem no refrão da música: “Eu não me entrego não. Não me entrego ao tenente, não me entrego ao capitão, só me entrego na morte com o Parabelum na mão”! Assim como no clássico do cinema nacional, o MDB também não se entrega. Aos trancos e barrancos o partido vem se sustentando como maior partido de oposição em Goiás. Desde a perda do poder em 1998 para o PSDB de Marconi Perillo o partido acumula cinco derrotas nas eleições estaduais, mas, mesmo não vencendo, o PMDB/MDB tem mantido um eleitorado fiel no Estado. E é neste eleitorado que Daniel Vilela aposta para ir para o segundo turno.
Em 2002, com Maguito Vilela como candidato a governador, sem coligação, o PMDB alcançou 32,79% dos votos no primeiro turno. Em 2006, com Maguito novamente na disputa, desta vez em aliança com cinco partidos (PMDB, PDT, PSC, PTC, Prona) somou 41,17% no primeiro turno e 42,86% no segundo turno. No pleito de 2010, com uma aliança menor (PMDB, PT, PC do B), Iris Rezende contabilizou 36,38% no primeiro e 47,01% no segundo turno. Em 2014, a aliança PMDB, DEM, SD, PC do B, PRTB, PTN, PPL atingiu 28,40% no primeiro turno e 42,56% no segundo turno. A média das quatro últimas eleições revela que o PMDB/ MDB teve 34,69% dos votos dos eleitores goianos. É lógico que não se faz este tipo de média para comparar eleições, este número é apenas um indicativo de que os emedebistas têm tido não menos do que um terço dos votos dos eleitores goianos. Este número, de repetido em 2018, indica que o partido pode sim garantir uma vaga no segundo turno.
DECLARAÇÕES
Em suas declarações mais recentes à imprensa, uma delas durante entrevista à TV Record Goiás, Daniel Vilela dá indicativos de que acredita nesta fidelidade do eleitorado MDB à legenda. Segundo ele, Goiás precisa exercitar o debate entre os projetos que estão postos nestas eleições. Questionado do por que não foi consolidada a aliança com o DEM, ele responde que “Caiado nunca me procurou para construir um projeto para Goiás, sempre foi no intuito de fazer uma aliança para vencer as eleições”. Mais à frente, ressalta que “o eleitor vai julgar os 20 anos deste governo que aí está”, e finaliza comparando: “Hoje na política em Goiás, se fala muito e se trabalha pouco. O MDB, nas suas administrações municipais, tem falado pouco e realizado muito”.
Daniel Vilela remete ao bom desempenho do MDB nas administrações de Goiânia e de Aparecida de Goiânia o ponto de comparação com os seus adversários, principalmente com o governo do Estado. “Em Aparecida assumimos com 4.000 CNPJs ativos e entregamos , oito anos depois, com mais de 40 mil CNPJ´s ativos. Nunca uma administração criou tantas oportunidades de geração de emprego e renda”, enfatiza, numa referência direta à gestão do ex-prefeito Maguito Vilela. Sobre Goiânia, ele salienta que “o prefeito Iris sempre enconra cenários de dificuldades ao assumir a administração e sempre entrega esta administração com muitas realizações. O que falta em Goiás é trabalho e o MDB fala menos e trabalha muito”, assegura.