Política

O militar que defende o diálogo na política

Redação DM

Publicado em 3 de maio de 2018 às 03:17 | Atualizado há 8 anos

Para Avelar Lopes de Viveiros, o motociclista não é apenas alguém que anda por aí em veículo de duas rodas. É também um cidadão que vota e paga impostos. Apesar disso, nunca é lembrado nos planos dos administradores públicos. Quase sempre é discriminado, tratado preconceituosamente como cau­sadores de acidentes e tumultua­dores do trânsito.

“A grande maioria dos motoci­clistas são trabalhadores, é gente que usa a moto para trabalhar ou para ir e vir do trabalho”, diz Viveiros, que é coronel PM da reserva, com uma longa folha de serviços prestados ao Estado de Goiás. Entre as mui­tas missões que cumpriu, Coronel Viveiros comandou o batalhão am­biental e o batalhão rodoviário. Há dois anos afastado dos quartéis, hoje ele presta consultoria e faz palestras sobre questões ambientais.

DEPUTADO ESTADUAL

Agora ele é candidato a depu­tado estadual, pelo Partido Social Cristão, o PSC, o partido do peixe. “Quero servir ao meu Estado, colo­car minha experiência à disposição do povo goiano”, diz Viveiros. Entre os muitos compromissos que pre­tende assumir, o de legislar em favor do motociclista é um deles. “Defen­do que todas as motos até 160 ci­lindradas deveriam ser isentas de IPVA” – diz o coronel Viveiros. “É medida de justiça social”, garante. Ele acredita que os automóveis de até 1000 cilindradas também de­veriam gozar da mesma isenção.

Viveiros pretende, também, lu­tar pela superação do que ele diz ser uma grande injustiça social, no estranho âmbito da PM. Ele diz que há discrepância de soldos entre os praças. Enquanto há soldados ven­cendo soldos de R$1500, outros ga­nham até R$3000. “Não sei explicar a causa dessa discrepância, mas ela é absurda e precisa ser corrigida. Todos os soldados devem ganhar a mesma quantia”, afirma.

INVESTIMENTOS

Para Viveiros, é preciso investir mais em Segurança Pública, seja de­finindo uma política justa de venci­mentos, seja aumentando os efeti­vos da Polícia Militar. Ele informa que, em 2008, só em Goiânia a PM contava com 3 mil homens para o policiamento da capital. Hoje, diz ele, não temos mais do que 1800 ho­mens. “Além disso, faltam viaturas, combustível para viaturas, armas e munição” informa o coronel. “É uma situação muito precária”, avalia.

O coronel espera receber boa vo­tação nos meios militares, mas, tam­bém, entre os evangélicos. Ele con­grega na Igreja Batista Renascer, e atua intensamente nas obras sociais da entidade, obras voltadas sobretu­do para o amparo a idosos e reabili­tação de drogados.

Ele explica que “se o povo me der a oportunidade de servi-lo como deputado estadual, preten­do pautar minha atuação como propositor e defensor de projetos que atendam interesses gerais da população”. Nesse sentido, preten­de atuar com independência, não fazendo oposição sistemática a go­verno, nem se submetendo docil­mente aos interesses do governis­mo. “Nem oposição extremada, nem governismo extremado, mas sim buscando o diálogo visando estabelecer consensos”, afirma.

Viveiros acredita que a melhor forma de fazer política é “dialo­gando”, pois “os políticos não de­vem cultivar inimizades pessoais, exigindo respeito e respeitando os adversários”. Mas, ainda que sua disposição seja a de dialogar sempre, ele afirma que tem posi­ções firmes sobre determinadas questões. Ele é, por exemplo, in­transigentemente contrário à pri­vatização de rodovias, isto é, ao pa­gamento de pedágio.

 

 



Quero servir ao meu Estado, colocar minha experiência à disposição do povo goiano

Todos os soldados devem ganhar a mesma quantia, Além disso, faltam viaturas, combustível para viaturas, armas e munição”

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