Política

PT vai apostar em Kátia Maria para o governo

Redação DM

Publicado em 3 de maio de 2018 às 03:12 | Atualizado há 8 anos

O Partido dos Trabalhado­res mantém a tradição de realizar sua pré-conven­ção para que a militância defina os nomes que devem representar a legenda nas eleições majoritária e proporcional. A pré-convenção, que precede a convenção partidá­ria, deve ser realizada provavelmen­te no dia 19 deste mês.

A presidenta estadual do PT, pro­fessora Kátia Maria pode ser confir­mada a candidata do partido ao go­verno do Estado. No último sábado, foi realizado em Goiânia o último dos 27 encontros regionais do par­tido, e na oportunidade, o deputado estadual Luis Cesar Bueno disse que “a companheira Kátia está prepara­da para representar o PT na chapa majoritária”. Presidente da Central Única dos Trabalhadores em Goiás (CUT-GO) também defendeu sua candidatura. O ex-deputado esta­dual afirma que “Kátia tem compe­tência e está preparada para o desa­fio de governar Goiás”.

O deputado federal Rubens Otoni considera que “Goiás preci­sa de um candidato que represen­te o campo progressista. Os nomes anunciados até agora para a disputa representam o mesmo projeto que está no poder nos últimos 20 anos”, aponta. Otoni destaca a necessida­de de que o PT amplie sua represen­tação na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal, e por isto enfatiza para necessidade de que o partido lance candidatos nas mais diversas regiões do Estado. “Os votos de um candidato somam aos demais aju­dando no resultado final do plei­to”, justifica.

Na sua organização interna o PT é composto por tendência políticas que expressam diferenças sobre a intepretação da realidade brasilei­ra. Kátia Maria faz parte do agrupa­mento dirigido pelo deputado fe­deral Rubens Otoni, denominado “PT pra Vencer”, que nacionalmen­te tem como referência a tendência do ex-presidente Lula a Articulação Unidade na Luta. O deputado esta­dual Luis Cesar Bueno compõe a tendência Movimento PT, que na­cionalmente tem como expoente a deputada federal Maria do Rosá­rio, ex-ministra dos Direitos Huma­nos no governo de Dilma Roussef. O ex-deputado Mauro Rubem, di­rige em Goiás a Tendência Marxis­ta, que tem simpatizantes no movi­mento sindical, movimento social e de lideranças do MST e movimen­tos LGBT e de mulheres. Juntas estas três tendências tem votos suficien­tes para garantir a indicação de Ká­tia Maria como candidata ao gover­no pela legenda.

As demais tendências petistas, Articulação e Cerrado também está associadas no plano nacional ao presidente Lula na Articulação Uni­dade na Luta. Em Goiás a articula­ção tem como dirigentes a deputa­da estadual e presidente municipal do PT, Adriana Accorsi, os ex-se­cretários municipais Osmar Maga­lhães, Neide Aparecida e o ex-verea­dor Carlos Soares e a ativista política Laysse Moniere.

O Cerrado é dirigido pelo ex-pre­feito Pedro Wilson, pela ex-depu­tada Marina Sant´Anna e pelo ex­ministro Olavo Noleto. O Cerrado prioriza a eleição à Câmara Fede­ral do advogado José do Carmo, ex­chefe de gabinete de Pedro Wilson e ex-assessor saudoso dom Tomás­Balduíno, ex-bispo de Goiás e do fundador da CPT (Comissão Pas­toral da Terra). A Articulação traba­lha a reeleição da deputada estadual Adriana Accorsi e deve apresentar a candidatura à Câmara Federal da ex-primeira dama do município, Te­reza Beiler, viúva do prefeito Paulo Garcia. Estas duas forças políticas ainda não se manifestaram sobre a formação da chapa majoritária, mas a tendência é que indiquem nomes para compô-la, a partir da indicação de seus próprios dirigentes.



 

Goiás precisa de um candidato que represente o campo progressista. Os nomes anunciados até agora para a disputa representam o mesmo projeto que está no poder nos últimos 20 anos”

Rubens Otoni

 

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