Esportes

Confusão e castigo no final

Redação DM

Publicado em 12 de agosto de 2018 às 00:36 | Atualizado há 8 anos

Em uma verdadeira batalha no Heriberto Hülse, ape­sar de sair à frente no mar­cador, o Atlético tomou o gol nos minutos finais e ficou no empate contra o Criciúma. O placar de 1 a 1 foi construído com gols de João Paulo, para o rubro-negro e Vitor Feijão, para o Tigre.

Com o resultado o Dragão vol­ta ao G-4 da Série B. É agora o quarto colocado da competição, com 31 pontos ganhos. O time de Cláudio Tencati retorna a campo no próximo sábado (18), quan­do recebe o Coritiba no Antônio Aciolly. O Atlético terá cinco des­falques no jogo. Gilvan e Júnior Brandão expulsos, além de Oli­veira, Bruno Santos e André Luis suspensos pelo terceiro amarelo.

O JOGO

Logo nos primeiros minutos de bola rolando a estratégia das duas equipes para o jogo ficou bem clara. Enquanto o Criciú­ma, dono da casa, tentava man­ter a posse de bola no campo ofensivo e ensaiava uma pres­são, o Atlético se fechava bem e explorava com frequência seus velozes contra-ataques.

Apesar de atacar menos, o Atlé­tico criou as melhores chances do primeiro tempo. Brandão fi­cou no quase pela primeira vez logo aos 16 minutos. Depois de um lançamento de João Paulo que desmontou a defesa do Cri­ciúma, o centroavante do Atléti­co recebeu na ponta esquerda, invadiu a área e ficou cara a cara com o goleiro do Tigre. De chapa, o camisa 9 tentou buscar o canto, contudo a redonda explodiu no corpo de Belliato e foi para fora.

10 minutos depois, foi a vez da trave parar Brandão. Depois de uma bola cruzada para área, o atacante fechou no segundo poste e completou para a direção do gol, a bola desviou em Mar­lon, pegou na trave e saiu. Houve muita reclamação dos jogadores atleticanos no lance, isso porque o desvio do defensor do Tigre foi com o braço. O juiz que estava bem próximo do lance enten­deu que não houve penalidade.

Na segunda etapa o desenho do jogo mudou. O duelo ficou muito mais aberto quando o Atlé­tico passou a sair mais para o jogo abrindo mão de apostar exclusiva­mente nos contra-ataques. E se no começo da partida a trave salvou o Criciúma, na reta final os pos­tes estavam do lado rubro-negro.

Foram duas finalizações do Tigre que explodiram na trave. A primeira logo aos sete minutos, quando Marlon recebeu pela es­querda deu um corte seco em Jo­nathan e bateu cruzado, a bola ex­plodiu no travessão. Depois foi a vez de Alex Maranhão, em jogada muito semelhante, ficar no quase.

O gol do Dragão saiu aos 24 minutos. Depois que Renato Kay­zer invadiu a área e chutou cru­zado, o goleiro espalmou para o meio e o camisa 10 rubro-negro emendou de voleio. A bola via­jou bonito, tocou na trave e de­pois morreu no fundo das redes.

Com a vantagem no placar o Dragão recuou novamente para tentar segurar a placar. A estra­tégia ia dando certo, apesar da pressão do Criciúma. Até que aos 45 minutos, uma confusão mu­dou o rumo do jogo. Depois de um empurra-empurra e trocas de agressão na área do Atlético, o juiz expulsou Gilvan e Bran­dão do time rubro-negro e ain­da Zé Carlos e Marlon do Tigre.

Com a necessidade de se de­fender e sem o seu principal za­gueiro, o Atlético sucumbiu à pres­são e tomou o gol de empate aos 50 do segundo tempo. Vitor Fei­jão ganhou a dividida de Oliveira na área e deu números finais ao duelo no Heriberto Hülse.

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