Política

Delegado Waldir: “Rincón precisa explicar as relações do PSDB com os escândalos”

Redação DM

Publicado em 4 de agosto de 2018 às 01:29 | Atualizado há 8 anos

O deputado federal Delega­do Waldir (PSL) rebateu, on­tem, as críticas que o presi­dente da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas, Jayme Rincón, fez ao senador Ronaldo Caiado (DEM), em entrevista à rádio Sagres 730.

Delegado Waldir diz que Ro­naldo Caiado tem uma conduta ilibada na vida pública e que ja­mais teve seu nome citado em alguma investigação judicial. “Ronaldo Caiado hoje é o polí­tico com maior credibilidade do Brasil e mesmo o meu presiden­te Jair Bolsonaro faz questão de elogiá-lo, pois poucos políticos atingem um patamar de refe­rência de pessoa pública como este que Caiado atingiu. E dizer que Caiado não é um político sintonizado com o presente é o mesmo que afirmar que esse governo é honesto”, pontuou.

Waldir criticou as administra­ções do partido à frente do Palá­cio das Esmeraldas desde 1999, quando o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) assumiu o coman­do do estado ao ter derrotado o pre­feito de Goiânia Iris Rezende (MDB) no pleito do ano anterior, que teriam sido coniventes com práticas de des­vio de dinheiro público, prejudican­do serviços públicos e colaboran­do para o sucateamento do Estado.

“Os governos do PSDB preci­sam explicar o envolvimento de seus principais agentes com a cor­rupção, o que a mídia fartamen­te divulgou acerca das operações Monte Carlo, Lava Jato e Decanta­ção, que prendeu os ex-presiden­tes do partido [o ex-deputado Afrê­ni Gonçalves] e o da Saneago [José Taveira Rocha, ex-secretário da Fa­zenda]. Aliás, uma pessoa [Rincón] envolvida na Monte Carlo e cujo apartamento em São Paulo foi alvo de busca e apreensão por parte da Polícia Federal não tem credibilida­de para tecer qualquer crítica ao se­nador Ronaldo Caiado”, asseverou.

Presidente estadual do PSL e pré­-candidato à reeleição na Câmara dos Deputados, Delegado Waldir lembrou ainda que Jayme Rincón não se mostra um bom agente pú­blico à frente da Agetop, embora es­teja no cargo desde 2011, mas este­ja “licenciado” da estatal para atuar em uma das coordenações da cam­panha do governador José Eliton (PSDB). “Embaixo do nariz dele fo­ram encontrados vários casos de corrupção na Agetop, um verdadei­ro tsunami. Se isso não é improbida­de administrativa, é o quê?”, ironizou.

ODEBRECHT E CACHOEIRA

Esquecida do grande públi­co após os vários desdobramentos da Operação Lava Jato, iniciada em 2014, e que desnudou um azeitado esquema de corrupção envolven­do empresas públicas, privadas e os três poderes brasileiros, a chama­da “Lista da Odebrecht” não esca­pou aos olhos de Delegado Waldir. “Já que o Jayme Rincón está solícito com a imprensa, seria bom ele expli­car sobre os contratos celebrados en­tre o estado e a Odebrecht e quem é o “Caseiro” nessa relação e explicar as promessas feitas por Marconi nas eleições e não cumpridas, como os Credeqs, além das mais de 400 obras paradas Goiás afora, as elevadas alí­quotas de ICMS [Imposto de Circu­lação de Mercadorias e Serviços] so­bre os combustíveis, água e esgoto – uma das mais altas do País e o per­dão bilionário de dívidas da JBS, algo vergonhoso aos goianos”, completou.

 

 



Embaixo do nariz dele foram encontrados vários casos de corrupção na Agetop, um verdadeiro tsunami. Se isso não é improbidade administrativa, é o quê?”

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