Política

MDB, PP e PRB devem fechar acordo para disputar governo

Redação DM

Publicado em 4 de agosto de 2018 às 01:17 | Atualizado há 1 ano

Está muito próxima a batida do martelo entre MDB, PP e PRB para selar a aliança entre estes três parti­dos na sucessão estadual. Ontem o dia foi de intensas articulações. As novidades são as indicações do de­putado federal João Campos (PRB) como candidato ao Senado e o de­putado federal Heuler Cruvinel (PP) para ser o candidato a vice-governa­dor. A chapa se completa com o de­putado federal Daniel Vilela (MDB) confirmado como candidato a go­vernador e o ex-prefeito de Senador Canedo Vanderlan Cardoso (PP) na outra vaga do Senado. Não está des­cartada a hipótese de o ex-governa­dor Maguito Vilela e do deputado federal Pedro Chaves reforçarem a chapa participando como suplen­tes dos candidatos ao Senado.

A convenção do MDB está mar­cada para este sábado, às 9 horas no Oliveiras Place. O PP faz no mesmo local mas as 10 horas no domingo. A expectativa dos emedebistas é que outros partidos venham a somar for­ças na chapa, como o PHS e o PRTB.

Na maioria das vezes em que o PMDB/MDB venceu as eleições para o governo do Estado, um dos fatores que contribuíram para a vi­tória foi a aliança com lideranças da antiga Arena. Em 1982, tendo Iris Re­zende como candidato a governador, o PMDB rachou ao meio o PDS, par­tido que sucedeu a Arena, sigla oficial de apoio ao regime militar. O apoio do ex-governador Irapuan Costa Jú­nior e seu grupo politico, pavimen­tou o caminho para uma vitória aca­chapante de Iris que recebeu 80% dos votos válidos. Em 1990, nova­mente com Iris, a coordenação po­litica da campanha dividiu o PFL, partido que nasceu de uma divi­são do PDS, e parte da legenda, li­derada pelo então deputado fede­ral Wolney Siqueira, declarou apoio ao peemedebista, que derrotou por 57% dos votos o ex-prefeito de Rio Verde Paulo Roberto Cunha (PDC). Em 1994, outra articulação bem-su­cedida dividiu o PDC e logrou apoio de parte da bancada liderada pelo deputado estadual Jamil Miguel.

A confirmação do apoio do PP à candidatura de Daniel Vilela pode reposicionar o quadro político no Estado, equilibrando a disputa en­tre as principais forças. O Progres­sistas também é herdeiro da linha política que teve início com a UDN, passou pela Arena, PDS, PPB, PPR até finalmente se firmar como PP. Este campo político, que em 2006 deu sustentação à candidatura de Alcides Rodrigues Filho ao governo do Estado, pode contribuir para co­locar o jovem deputado federal em pé de igualdade em relação às can­didaturas adversárias do governador José Eliton (PSDB) e Ronaldo Caia­do (DEM). Os três candidatos dis­putam o mesmo campo político de centro-direita, onde todo voto conta muito numa eleição curta de pouco mais de 45 dias.

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