Kátia critica projeto de privatização da água
Redação DM
Publicado em 2 de agosto de 2018 às 01:02 | Atualizado há 8 anos
A candidata do PT ao governo de Goiás critica a tentativa de privatização da água em Goiás e no País. O projeto está em curso através do governo do presidente Michel Temer (MDB-SP) pela Medida Provisória (MP) 844, que revisa o marco legal do setor. “Este é um projeto que leva a privatização das empresas estatais de saneamento como a Saneago, que vai levar ao aumento das tarifas para residências e indústrias, e vai prejudicar as populações dos pequenos municípios, que terão que arcar com aumento da tarifa de água e esgoto, caso a MP seja aprovada no Congresso Nacional”, frisa.
Kátia Maria ressalta que Goiás tem as tarifas de água, energia e telefonia mais caras do Brasil. Ela observa que com a privatização da Celg, que foi vendida pelo governo de Marconi Perillo (PSDB) para a empresa italiana Enel, foi anunciado aumento de 12% para as tarifas residenciais e de 25% para a indústria, gerando dificuldades para as famílias e aumento de custo para as empreas.
“Essa MP só amplia o desmonte que o MDB, PSDB e DEM estão fazendo com o Brasil, abrindo caminho para a privatização dos serviços de saneamento como tem feito em outras áreas. Essa medida fere a universalização e prejudica principalmente os municípios pequenos. Tira sua autonomia e, na prática, as empresas só vão pegar serviços em cidades grandes, onde dá lucro. Os municípios pequenos serão ainda mais penalizados com a falta dos serviços de abastecimento de água água, tratamento de esgoto e resíduos sólidos. Saneamento é quesito básico para a saúde e para o desenvolvimento local sustentável”, protesta.
Na manhã de ontem, Kátia Maria participou na Assembleia Legislativa do “Dia Nacional contra a MP do Saneamento”. Ela salienta que “água tratada é um direito fundamental para a garantia da vida, e em Goiás vivemos um momento de sucateamento da Saneago e anúncio de venda de 25% de suas ações”. Para Kátia, “a Saneago é uma empresa viável, que tem um papel social e que bem gerida, com um pacto federativo com os municípios e com transparência na aplicação dos recursos, pode ser uma empresa pública que valoriza seu quadro de servidores e presta serviços de qualidade”, atesta.
Na opinião da candidata do PT é preciso uma gestão integrada do saneamento. Ela recorda que em 2017 Goiânia e a região do Entorno de Brasília passaram por uma das maiores crises hídricas. “A falta de uma gestão eficiente dos nossos recursos naturais deixam as famílias sem água na torneira. É preciso ter um mecanismo de controle e fiscalização do uso racional da água e do solo e recuperação das nascentes. Não podemos liberar licenças indiscriminadamente para irrigação sem pensar na sustentabilidade ambiental, como tem sido hoje”, denuncia.